Pesquisa em LivreSocial

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Agência britânica em luta contra Microsoft

Recentemente participei de uma discussão de muito bom nível com o Dennes, sobre a Microsoft. Conheci fatos que eu não conhecia, e expus minha opinião acerca de pontos onde éramos discordantes. Lá discutimos um bocado sobre licenciamento da MS. Um ponto que ficou marcado foi o fato de não compartilharmos de mesma visão sobre a ação do atual governo federal em relação a sua preferência por software livre, e por passar a ser de uso preferencial, isto garantido por lei, além de muita conversa sobre TCO.

Agora, leio aqui que a BECTA (British Educational and Technological Agency) se queixa do Vista e da interoperabilidade de documentos. Fui ler a notícia na fonte e procurar apresentar ela com detalhes relevantes.

O Relatório de Janeiro de 2007

O pontapé inicial para este chegar a este ponto foi um relatório de janeiro de 2007, que em resumo destaca que:
  1. Em relação ao Vista:
    1. Os melhoramentos adicionam valor mas não o justificam no meio educacional
    2. Sua distribuição é considerada de alto risco
  2. Em relação ao Office 2007:
    1. Foi considerado extremamente estável no XP, e por isto o XP seria uma excelente plataforma tanto para o Office2007 como para os concorrentes, os quais também foram avaliados. Entretanto, é relatam também que 6 dos 9 concorrentes providenciaram 50% da funcionalidade do Office 2007
    2. Foi feito uso de um modelo próprio para estimar o custo envolvido na atualização para o Office 2007 nas escolas, e este modelo considera custos com atualização de hardware, licenciamento , esforço de atualização de hardware e software, e o custo de treinar, distribuir e testar. Considerando este modelo na estrutura educacional atual do Becta, se conclui um valor de:
      1. 4000 liras para uma escola primária típica;
      2. 26000 liras para uma escola secundária típica;
      3. 167 milhões de liras para todo o sistema educacional Inglês
    3. No momento de criação deste documento (janeiro de 2007), não foi achado benefício significante que justificasse a adoção do Office 2007
  3. Em relação à interoperabilidade de documentos Office 2007
    1. Interoperabilidade entre produtos MS foi considerada satisfatória (testes incluíram o MS Works)
    2. Todos os testes feitos com os competidores apresentaram problemas, pois ennhum suportava os novos formatos de arquivo do Office 2007
    3. Becta recomenda que as instituições educacionais só devem considerar o Office 2007 quando estiver garantida esta interoperabilidade.
Como recomendações finais, este relatório recomenda que a MS promova modificações nestes 3 quesitos.

Pesquisa sobre Licenciamento Acadêmico da Microsoft

Além disso , este documento mostra detalhes interessantes sobre as impressões dos programas acadêmicos dos softwares Microsoft adquiridos. A conclusão final é que:
  1. Forte tendência das instituições de ensino de passarem a estar presas ao licenciamento da Microsoft
  2. Alta complexidade que levou a falta de compreensão a nível institucional, o que resultou em amplo uso de estratégias inapropriadas de licenciamento.
Consequências destas observações

Becta afirma ter mantido comunicação com a MS para que as modificações necessárias sejam feitas. Embora algo tenha sido feito por parte do fornecedor, uma quantidade de características fundamentais permaneceram sem solução, principalmente problemas sobre licenciamento e interoperabilidade entre documentos, considerando pais e alunos que querem usar alternativas à MS, incluindo as livres e/ou gratuitas.

Por causa deste impasse, Becta abriu uma reclamação junto ao OFT, na esperança que isto ajude a agilizar a solução do problema pela MS. Neste meio tempo, Becta avisa às instituições de ensino que a atualização para o Office 2007 ocorra quando a interoperabilidade entre com produtos alternativos esteja satisfatória. Ou seja, MS teria que falar corretamente com o padrão internacional ODF. A OFT seria uma equivalente à nossa defesa do consumidor.

Conclusão

Muito se critica do governo federal brasileiro pela sua preferência pelo Software Livre, mas devemos ver que a motivação deste ato não é tupiniquim. Software Livre tem se mostrado uma tendência mundial, e aparentemente incondicional. Posso citar aqui alguns exemplos, como este e este na França, este e este na Alemanha, África do Sul, este estudo na Itália, estes planos do governo da Eslovênia,as cidades Ribeirão Pires, Recife, Itajaí e Arapiraca, os estados Rio Grande do Sul, Goiás, entre diversos outros exemplos nacionais e internacionais. É difícil continuar crendo que isto é uma obrigação imposta pelo governo federal a tantas cidades e países. Aliás, aqui está um texto longo de 2004, mas muito oportuno, questionando a lei de software e assuntos relacionados

O uso de software proprietário, não será nunca descartado. Isto é impossível nos dias de hoje. Entretanto, não há mais como dizer que são melhor solução, ou apresenta melhor qualidade. Agora, não é mais um "bando de nerds" a bradar a qualidade do Free Software, é um órgão respeitável, equilibrado e que procura o melhor para seu uso.

Esta ação da Becta apenas é mais um forte indicativo de que a adoção do Software Livre não apenas é uma alternativa viável, como demonstra que sua qualidade e aplicabilidade tem crescido, e quase mudando o estátus de "viável" para "preferencial".

"Preferencial" de fato e de direito.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Davi desafiando Golias

É sempre interessante vermos coisas inéditas. Esta foi muito interessante. Agradecimentos ao Weverton, por ter me mandado esta informação. Encontrei aqui a íntegra deste evento. As traduções que seguem não são literais, mas interpretações com o propósito de simplificar o ocorrido. Por favor, informem do que não concordarem.

O cenário é uma simpósio chamado ITxpo Conference, organizado pelo grupo Gartner. Em um dado momento, Steve Ballmer faz sua esperada (?) aparição, no caso, sua esperada participação no evento. Esperado sim, devido à importância da MS no cenário mundial de IT, o que é inegável, e de certa forma, pode ter sido esperado poucas novidades nesta apresentação de Steve Ballmer. Não há nenhuma ironia aqui.

Exceto por um momento, em que Yvonne Genovese, uma analista do Gartner, fez uma observação um tanto quanto inesperada ao longo de uma entrevista a Ballmer.

Se declarando como uma das pessoas que recentemente adotaram o Vista, Yvonne disse que um dia sua filha lhe disse que conhecia alguém que estava já usando o Vista, e disse ter ficado “apaixonada” (minha interpretação) pelas coisas “bonitinhas” do Vista, chamadas Gadgets, e que ela queria isto.

Ballmer alegremente declarou: “Eu amo sua filha”.

Bem típico do humor norte americano, frases de efeito rapidamente construídas sob afirmações recém disparadas. Convenhamos que é preciso vivacidade para manter este humor, o que o faz muito interessante. Podemos ver este tipo de humor em quase todas as séries americanas, onde alguém fala algo muito rapidamente sobre um fato recém ocorrido ou semelhante.

Entretanto, Yvonne também fez uso deste humor, mas desta vez com um tempero ácido bastante forte: “Nos próximos dois minutos, você não gostará tanto da mãe dela”.

Imagino como uma declaração destas deve ter feito murchar o sorriso que com certeza estava enfeitando o rosto de Ballmer. Daí em diante, Yvonne começa a contar do seu arrependimento em ter instalado o Vista, e como em 2 dias ela retornou para o Windows XP: “É seguro, funciona, todo o hardware foi bem reconhecido, e tudo é bom”, disse Yvone a respeito do XP.

Não bastasse isto, Yvonne afirma irrefutavelmente que sua experiência é amplamente compartilhada por outros usuários: “O que estamos vendo e o que estamos ouvindo dos usuários é algo muito semelhante”.

Ballmer tenta se recuperar deste golpe surpresa, desferido num momento em que estava de guarda baixa, nos primeiros segundos do primeiro round: “Vamos começar com o usuário final. Sua filha viu muito valor”. Yvonne revidou de imediato: “Ela tem 13 anos”.

Ballmer estava bem à vontade sobre as críticas, enquanto defendia amplamente o sistema operacional, afirmando que os usuários apreciaram o valor posto no Vista, mas como nos sistemas operacionais anteriores, há sempre uma tensão entre o valor percebido pelo usuário do ponto de vista do desenvolvedor, além do valor a ser gerado para TI.

Resumidamente, Ballmer fala da expectativa de seguranço nesta nova versão do Windows, da redução das vulnerabilidades, e do retorno positivo nos primeiros 6 meses, se comparado com versões anteriores do Windows. Quanto aos cont roladores de dispositivos, afirmou que no lançamento, havia menos controladores do que ele desejava, mas outros foram adicionados através do Window Update Service. Características de segurança fizeram com que softwares desenvolvidos por terceiros fossem modificados. Foram citados o Citibank e Continental Airlines como exemplo de corporações que já instalaram o Vista. O SP1 está em fase beta, a partir do retorno dos usuários. A MS está a par dos problemas que dos usuários, controladores de dispositivos, e problemas de compatibilidade.Ballmer sabe que o Vista é maior que o XP, e isto é um problema para alguns. Mas o SP1 não mudará isso. Mas máquinas estão crescendo constantemente, e Ballmer afirma que é importante recordar disto também.

Eu particularmente lembro aqui do humorista Tom: “não necessariamente nesta mesma ordem”, ou seja, o software evoluindo nesta progressão passa a exigir uma máquina mais potente, e não o software cresce por que a máquina ficou mais potente. Assim, eu entendo que o crescimento do software é ditado pelo crescimento do hardware. De um jeito ou de outro, em geral não podemos ficar comprando novas máquinas toda vez que o software que usamos mudou de versão. Ainda não achei tanto dinheiro sobrando por aí, e acredito que as empresas também não.

Mesmo assim, apesar de todos estes detalhes citados, Yvonne Genovese, rebate com poucas palavras:”Bom, deixo que você o instale para mim”.

Já disse que fui um evangelista ferrenho do Linux, mas relembrando os seres mitológicos do nosso cotidiano, eu me desenvolvi. Interoperabilidade é uma necessidade, e qual sistema operacional vai ficar com a maior parte da rede depende do que vai ser feito. Mas isto é a visão empresarial. O usuário doméstico precisa de algo que funcione, que dê mais segurança em relação aos vírus e outros atos agressivos. Este usuário quer acessar a Internet sem pensar qual site pode abrir, com medo de “estragar” seu computador. Este usuário quer acessar qualquer email que receber, sem se preocupar em isto ser uma apresentação ou uma armadilha disfarçada em um PDF. No nosso caso, brasileiros, é inadmissível que paguemos quase R$ 1.000,00 por 2 ou 3 CDs, (pode ser conferido o preço da Brasoftware aqui) e por este valor estaremos levando apenas o básico. Neste aspecto, enquanto o sistema operacional da MS ainda precisar dos antivírus e outras ferramentas afins, e custar este preço absurdo (para o brasileiro médio), ainda será um sistema operacional inadequado para o usuário final. Pelo menos o usuário final brasileiro que queira permanecer na legalidade.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Cisco e os problemas com sonegação no Brasil

Com muito espanto, vejo na Record News este assunto espantoso, acerca do qual ainda estou tentando entender o desenrolar. Mas a coisa de 10 minutos atrás a Cisco libera o seguinte comunicado, encontrado no site do baguete:

"De acordo com as autoridades brasileiras, várias apreensões foram realizadas hoje no Brasil, ligadas a um suposto esquema de sonegação de impostos. De acordo com relatórios oficiais, a questão envolve um grupo de empresas brasileiras, pelos menos uma delas é um revendedor da Cisco no Brasil. Como parte deste esforço, as autoridades brasileiras visitaram e fecharam temporariamente os escritórios da Cisco em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nós entendemos que um pequeno número de funcionários foi detido. Não foi feita nenhuma acusação formal contra esses funcionários.

Os princípios fundamentais da Cisco incluem o cumprimento das leis e regulamentações de todos os países nos quais opera. No momento, nós estamos apurando os fatos para estabelecer o quê realmente aconteceu no Brasil e determinar como esta investigação envolve a Cisco. Nós estamos cooperando totalmente com as autoridades brasileiras.

A operação brasileira da Cisco faz parte da região América Latina, dentro da área de Mercados Emergentes. As vendas totais desta área representam aproximadamente 10% dos negócios gerais da Cisco. A Cisco não possui operações de vendas diretas no Brasil. Pelo contrário, nós vendemos nossos produtos através de parceiros diretos ("Tier 1"). Os negócios permanecem em andamento na região através destes parceiros."

Parece um pouco um certo tirar o corpo fora, dizer que A Cisco não possui operações de vendas diretas no Brasil. Mas realmente não sei se tem. Pode ter sido por conta da interpretação que foi feita no texto original. A polícia Federal vai pedir até a prisão de executivos Cisco nos EUA.

No site da Cisco Internacional não tem, até este momento, nenhum informativo sobre isto. no site Cisco Brasil, a página está indisponível.

Mas ainda tem muito que ser esclarecido.

sábado, 13 de outubro de 2007

Microsoft: esforços e coincidências

Sendo uma das empresas mais mencionadas em termos de software, sem dúvida a MS é popular e reconhecida em quase todos os países. Mas enquanto esta empresa é tão popular, ela também consegue outras marcas impressionantes.

Falhas de software
Em 11/10/2007, a revista info noticia que Word mantém uma brecha, apesar da mesma ter sido corrigida na terça-feira (9/10/2007), segundo um boletim MS07-060. Mais uma vez, a correção da MS falha. Parcialmente, mas falha. Apenas o Word 2007 e 2003 passaram pelo teste. Claro, que muitos ainda usam o Word XP, por exemplo, e assim sendo, estão sujeitos a esta possibilidade. A explicação mais detalhada deste problema está aqui.

Isso acontece , é normal. Linux, FreeBSD, Solaris, Oracle, IBM, muitas empresas e softwares passam por isso. Logo a MS deve corrigir esta falha também. Seria muito interessante que uma lista muito extensa de falhas, que se arrastam por muito tempo também tivesse alguma solução.


Este tempo de demora nas correções é até compreensível, pois se deve a quantidade dos desenvolvedores disponível na MS. Mais importante seria a correção definitiva que pudesse reduzir a possibilidade de ataques de Malwares diversos, como é o caso de quase todos os outros sistemas operacionais, feitos de tal forma que um ataque destes, em um ambiente corretamente configurado não gere o atual prejuízo. Além disso, se o Windows tivesse estas tão esperadas correções, definitivamente tornaria o anti-vírus desncessário, ou menos necessário.

Mas nem só de software prossegue a empresa sediada em Redmond. Steve Balmmer, proclama mais uma de suas pérolas ao vociferar que os usuários da Red Hat terão que pagar pela propriedade intelectual da MS. Não é a primeira vez que afirma uma coisa destas. E como das outras vezes, não deixa claro quais patentes da MS estão sendo violadas.

Barulhento
Steve Ballmer tem características que o fazem interessante, no desempenho de sua função junto a Microsoft. Ballmer é muito barulhento, gosta muito de chamar a atenção para si. Em uma convenção da Microsoft, por mais de 30 segundos ficou gritando e correndo agitadamente no palco, de um lado para outro, no que ficou conhecido como Dance Monkeyboy. Em um outro evento voltado para desenvolvedores, Ballmer canta um mantra com a palavra desenvolvedores (developers) sucessivas vezes, de modo ritmado. Em um evento no Japão, em 1991, gritou a palavra "Windows" incansavelmente o que lhe valeu a necessidade de uma intervenção cirúrgica nas cordas vocais. Muito tempo antes, ele foi o protagonista de uma propaganda cômica para televisão, vendendo o então Windows 1.0 a US$ 99,00.
Este seu comportamento leva a algumas frases polêmicas como: O sistema Linux é como um câncer que se agarra como um senso de propriedade intelectual em tudo que toca. Neste mesmo link, o articulista procura mostrar, logo de início, que por trás da guerra das palavras, a MS demonstra crescente preocupação sobre o Linux e sua popularidade crescente. O Unix e assemelhados surgem como uma barreira que impedirá a MS de alcançar
uma posição dominante o mercado mundial de servidores.

Comportamento Violento

De acordo com um ex-funcionário, a natureza competitiva de Ballmer já se mostrou violenta. E tem ficado pior. Em 2005, Mark Lucovsky alegou a uma corte em Washington que Ballmer se irou grandemente quando soube que Lucovsky estava indo para a Google. Levantou e atirou uma cadeira em seu escritório, atingindo uma mesa, ao saber disso. Lucovsky afirma que Ballmer disse sobre Eric Schmidt (Google): "vou enterrar aquele cara, já fiz isso antes e vou fazer de novo. Eu vou acabar com o Google." Pouco depois ele tenta convencer Lucovsky a permanecer na MS. Ballmer qualifica como "exagero grosseiro" do que realmente aconteceu. Lucovsky participou diretamente do projeto do Windows NT, e antes de ir para a Google, estava envolvido no projeto .NET My Services

Ubuntu rebate
Mark Shuttleworth, o fundador do Ubuntu, rebate aqui as acusações de Ballmer de forma enfática: "Isto é extorsão e devemos chamar pelo nome certo. Dizer, como Ballmer fez, que há riscos não revelados de prejuízos contábeis, isto é apenas extorsão e nós devemos recusar ser levados a este jogo. Pelo outro lado, se a Microsoft estiver preocupada com sua propriedade intelectual, não há ninguém na comunidade de software livre que queira violar a propriedade intelectual de outros. Diga quais são as patentes e nós arrumaremos o código. Alternativamente, vá adiante" (cópia direta da tradução). Shuttlework deixa bem claro que estas ameaças, quais quer que sejam, podem ser encaradas. E pede que Ballmer faça o que muitos acham que ele não tem condições de fazer: dizer qual é a patente (ou quais) que estão sendo infrigidas.

Processos
Voltando ao problema da MS, ela mais uma vez acusa uma empresa Linux, desta vez a Red Hat e a Novell de uso indevido de propriedade intelectual próprio. A Red Hat avisa aos usuários que continuem usando o Linux sem preocupações com estas declarações, talvez por não terem fundamento algum.

Entretanto, fazendo uma observação em paralelo, a IP Innovation, empresa que está processando a Red Hat e a Novell, recebeu 2 reforços em seus quadros recentemente: em julho ela recebeu um executivo vindo diretamente da Microsoft, e no início de outubro recebeu outro, desta vez uma pessoa de patentes, segundo o site Groklaw. Exatamente como Ballmer ameaçou. Este texto está completamente em português sobre o assunto.

Ali se encontra uma pergunta interessante sobre Ballmer: "Ele é um profeta ou está apenas bem-informado"? Uma revelação muito mais interessante é que a IP Innovation é uma subsidiária de uma empresa chamada Acacia, cujo vice presidente, Jonathan Taub, veio da Microsoft. Não apenas ele, mas também Brad Brunell se une à equipe de Gerenciamento. Na MS, o sr. Brunell, em 16 anos, passou por diversas posições de gerenciamento, incluindo gerência geral, Licenciamento da Propriedade Intelectual. Dois players muito fortes em suas atividades na MS "migram" para a empresa "detentora" da IP Innovations, Balmer profetiza, uma ação é disparada pela empresa contra Red Hat e contra a Novell também.

É importante lembrar que a Novell é parceira da MS. A própria MS não poderia atacar diretamente. Ou será que isso tiraria a MS da posição de atacante ?

Não acha que é muita coincidência?

domingo, 7 de outubro de 2007

Precisamos de ordem na casa

Outro dia, em uma conversa com um conhecido, soube de um "técnico" que cobrava um valor irrisório para reinstalar o sistema operacional e aplicativos em máquinas de clientes. Eu e ele concordamos que isto é meio complicado, pois nem o valor é suficiente pelo trabalho, nem este valor ajuda os outros, pois, pelo menos para este cliente, serve de referência. Está gerada a desvalorização.

Profissional x “Técnico”

Pensando bem, nesta nossa área de "técnicos" de informática, isto é um fenômeno interessante. Cada um cobra o que quer, e o valor quase sempre tende a diminuir, chegando a valores impraticáveis. Assim, um profissional que estuda, investe em literatura especializada, investe tempo, chegando até a tirar tempo de seu próprio tempo livre, tem que concorrer deslealmente com um "técnico" normalmente sub-qualificado, mas que por conseguir resolver problemas triviais, ganha a confiança do cliente.

Não tiro do cliente a razão, quando ele prefere o "técnico" que cobra bem mais barato, pois somos quase todos assim. A maioria de nós está procurando os melhores preços, o que é normal. Alguns de nós nos preocupamos com qualidade aliada a preço razoável. Assim também é o cliente que prefere o "técnico": quase nunca olha a qualidade.

Prejuízos

Um outro problema é que o "técnico" atua quase sempre na informalidade do simples. Problemas maiores normalmente são dignos de uma reformatação, segundo ele. Mesmo assim, até para pequenos projetos, como o desenvolvimento de uma rede, ou de um sistema, ou de ambos, o "técnico" é chamado. Mesmo que, não sabendo como fazer, ele dê um jeito de sair pela tangente.

Este tipo de "profissional" é extremamente prejudicial. Até para ele mesmo. Pois um dia, ele vai perceber que precisa crescer nos seus conhecimentos, e que a prostituição que ele cafetina de si mesmo mal dá para pagar lanches. E quando crescer, vai perceber que tem que cobrar o valor justo. E os seus antigos clientes o censurarão, pois dirão que está cobrando bandeira 2 "só porque estudou!!!". Inapelavelmente, vão à caça de outros "técnicos".

Desunião

Por outro lado, os que estudamos, investimos, sofremos para crescer, não temos NENHUMA união, sendo competitivos entre nós mesmo. Nem vou falar nada da inexistência de um conselho de classe, mas o mais básico: um código de ética, como é o caso do código de ética médica. É interessante citar aqui o exemplo de uma outra classe que, apesar de estar alguns passos mais adiantada, no sentido de ter uma organização reconhecida por lei, ainda vive conflitos pois tem os profissionais e os práticos, que seriam os nossos "técnicos": são os músicos do Brasil, cujo relato interessante achei nesta página.

Que fique bem claro, que pessoalmente, nada tenho contra os "técnicos". Fui um deles, e como disse acima, precisei crescer. E crescendo, a venda aos poucos vai caindo, e vamos percebendo as coisas como elas realmente são, e como elas deveriam ser, para o bem de todos.

Tento compreender o que causa a desunião entre os participantes da classe, sejam eles detentores de algum nível técnico de formação profissional, sejam eles "técnicos". Não conseguimos entender que este afastamento, esta desunião, é corrosiva e prejudicial, e não nos levará a local nenhum.

Classes e Sindicatos

Lembro que uma das empresas na qual fui contratado como programador, era uma metalúrgica, e eu automaticamente fui ligado ao sindicato dos metalúrgicos. Imaginava qual o motivo disto, se eu não era metalúrgico. Eu era um programa dor, e tinha ralado para isso. Por que o não reconhecimento?

Eu me irritava por não ser reconhecido, quando minha inexperiência me impedia de entender que minha classe nem se reconhecia como classe. Já disse antes, que eu nem era chamado de programador: eu era o "menino que mexe com computador".

Procurando por "sindicato" e "computação" achei esta página, que relaciona ASSESPROs regionais, um link inexistente para uma Associação dos Analistas de Sistemas, Associações diversas, e um site de um "Sindicato dos técnicos de informática", baseado no HPG.COM.BR (???). Procurando por esta frase, no Google, não achei nada.

Sem querer desmerecer classe nenhuma, existe sindicato dos faxineiros (procure por "faxin" neste PDF), sindicato dos garçons, sindicato das prostitutas (procure por "prostitutas" neste link), sindicato das empregadas domésticas. Não quero igualar nenhuma destes categorias a outras, desmoralizar, ou qualquer ato negativo que me queiram imputar. Estou relacionando categorias onde o exercício de suas atividades exige uma capacitação técnica muito menor e que ainda assim, se organizaram, de alguma forma, em sindicatos. E nós não! Apesar de encontrar menção a "sindicato dos profissionais de informática" no Google, apenas achei o SINDPD de São Paulo. E mais nada.

Aos leitores comentaristas: Por favor, comentem indicando a existência de sindicatos, associações, ou pelo menos a intenção da construção de um conselho de classe. Ou uma justificativa para que nada disto ocorra.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Uma vitória de um consumidor francês

Antoine Gutzwiller adquiriu um notebook Acer, com diversos softwares originais. Entretanto , ele queria apenas o computador, e pediu devolução do valor correspondente ao software indesejado. A Acer propôs uma devolução de €30,00, o que está obviamente abaixo do valor real. Com este valor, o próprio Antoine deveria providenciar a remoção do software sozinho, diz The Inquirer.

De acordo com este outro site francês, a decisão da corte foi a devolução de €311,85 para Antoine (135,20 pelo XP Home, 60 pelo Microsoft Works, 40,99 pelo PowerDVD, 38,66 pelo Norton Antivirus e 37 pelo NTI CD Maker). Além disso, mais €500,00 pelo que a corte considerou como "Resistência Abusiva", e outros €150,00 de reembolso por custas processuais (se não errei na tradução do francês).

Duas coisas interessantes a serem notadas: Este aparelho custou €599,00, e pela decisão legal, lhe foi retornado um valor maior.

Outra coisa interessante é que isto se arrasta por aproximadamente um ano, mas a decisão é recente. Procurei em jornais brasileiros pela internet, mas absolutamente nada achei. Talvez venha a ter depois. Assim esperamos. Mas fico imaginando qual seria o motivo de algo assim não ser, de fato, muito anunciado. Mesmo a procura em jornais americanos não retorna muitos resultados, apenas 5.

Aqui até é mais fácil de compreender. Segundo escreveu Paulo Henrique Amorim, esta nossa mídia tem muito poder. Mas o mesmo ocorre lá fora também. Quase nenhum jornal americano comenta sobre isso. A narração mais antiga deste fato data de 22 de setembro de 2007. O site francês publicou esta notícia em 20 de setembro de 2007. Mas aqui no Brasil, nada ?
Por que motivo a nossa mídia, tão ágil em certos assuntos, não comenta uma vitória tão importante do consumidor?

Deixo esta pergunta no ar, para ser respondida nos comentários.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Ataques através de documentos PDF

O grande Fernando Romeiro me envia mais uma notícia daquelas de nos deixar preocupados ao ligar um computador.

O hacker pdp avisa que existe uma vulnerabilidade terrível em um tipo de documento que muito freqüentemente acessamos, ou seja, documentos PDF. Ele demonstra neste vídeo como um documento feito de forma mal intencionada pode abrir um programa que você tenha em seu computador. Neste exemplo, o primeiro documento PDF abre uma calculadora do MSWindows, e o segundo documento abre o MS Wordpad.

Este aviso foi dado em 20/09/2007, mas está previsto uma demora na correção deste problema, pois o Adobe Acrobat Reader tem um calendário fechado de alterações.

Vale lembrar que este problema afeta tanto os PDFs baixados como os abertos diretamente no Explorer/Firefox.

Outro lembrete interessante é que a vulnerabilidade foi detectada em MS Windows XP SP2 , com Acrobat Reader versão 8.1, 8.0 e 7. Nada foi falado sobre sistemas operacionais livres, como o Linux e o FreeBSD, serem afetados. Windows Vista também está fora de risco.

Assim sendo, a recomendação continua a mesma: cuidado com os emails suspeitos que contenham arquivos anexos. Quem manda algum aviso importante não usa arquivos anexos para isso, como é o caso tão freqüente das apresentações em Power Point que trazem textos de auto ajuda, piadas em PDF, etc. Quem quer fazer isso manda o texto em questão no corpo do email.

Cuidado também aos usuários de EMULE, que baixam, por vezes, o documento em PDF. Pode ser uma cilada.

Agradecimentos ao Fernando Romeiro, pelo link enviado !!!

Saudações a todos

domingo, 30 de setembro de 2007

Ataques aos usuários do GMail

A paz dificilmente será alcançada na Internet.
O Gmail, excelente ferramenta de webmail, teve um vulnerabilidade descoberta e descrita aqui, onde é mostrado tela-a-tela (em inglês) como o ataque ocorre.

Em resumo, ocorre o seguinte:
  1. O usuário abre o seu GMail
  2. O usuário abre um outro site que contenha em si o ataque embutido (no link acima mostrado como evil.com, obviamente hipotético)
  3. Ao ser acessado, este site cria um filtro que reencaminha mensagens que chegarem ao Gmail para uma conta de email em algum lugar.
Como esta vulnerabilidade é conhecida, qualquer pessoa mal intencionada com conhecimento técnico suficiente pode criar um site que contenha este código mal intencionado para desviar emails da vítima para um email seu (do indivíduo mal intencionado).

Vamos estender nossa suposição: Quero saber o que fulano(a) está recebendo de emails. Faço um email sugerindo o receptor a abrir um site "legal" e ele o faz. Pronto, está estabelecido o "gancho".

Felizmente, a equipe do GMail já corrigiu esta falha. Mas note que corrigir a falha não cancela os que foram atingidos. Para isto:
  1. Clique em Configurações
  2. Clique em Filtros
  3. Verifique se existe algum Filtro que você não tenha criado. Caso exista, clique em excluir
Abraços a todos.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Software, Software Livre e eu

Este negócio de "computador" quase sempre foi uma incógnita. Eu mesmo entrei nesta de uma forma meio interessante.

Desde que entendi um pouco (muito pouco) de captalismo e socialismo, achei a proposta do capital muito desigual. Entrando pela revolução industrial, considerei mais do que injusto o tratamento dado pelas indústrias através da mecanização. Idealista, eu previa uma revolução industrial na década de 80, através da informática. Muitos perderiam seus empregos, injustiça, e etc. Invariavelmente, formei minha opinião completamente contrária ao computador.

Entretanto, de graça, até injeção na testa, como se dizia. Década de 80, meu irmão ganhou uma promoção de um curso chamado Data Center, na Rua Dagmar da Fonseca, em Madureira, RJ (Data Center no Orkut). Fui e terminei sem entender nada de Introdução ou mesmo Basic do Apple II versão brasileira, feito com equipamentos da Unitron. Após um tempo, passei a ser estagiário do curso, sem sequer ter feito o módulo de Cobol.

Havia um instrutor chamado Mendes, o qual eu considerava o máximo. Eu perguntava muita coisa, até que ele finalmente me emprestou um livro preto com os segredos do Apple. Lia este livro ávidamente, e comecei a me interessar por programação. Entrei no mundo dos Sprites de imagem, da parte gráfica, criando desenhos com comandos repetidos, criando programas de leitura em arquivos e etc.

Depois disso, Carlos Seraphim, um excelente profissional, me dá uma chance de o substituir em uma de suas turmas. Do nada ele disse "vá e dê a aula". Fiz o melhor que podia, mesmo sabendo que esta não era minha função. Carlos gostou do que viu, e me indicou para a função de instrutor.

Dias depois, lá estava eu, magrinho (ai que saudade...), sendo um dos instrutores. Passei praticamente a morar lá, já tinha esquecido este papo de socialismo, mandado meus ideais pro "scambau". Viva a informática!!!

Interessante. Vivi dentro daquela unidade por anos, fiz dinheiro que só um doido, e a inexperiência me fez desperdiçar absolutamente tudo. Imagino que, se eu tivesse seguido os conselhos de minha mãe e meu pai, eu estaria muito melhor agora, me dedicando apenas neste blog, e não dividindo o tempo entre o Blog e corrigindo prova de alunos e estudando uma nova linguagem.

Logo, os PC XT foram chegando, com eles um BASIC que eu achei meio nojentinho, mas como era pra ganhar dinheiro, vamos lá. Neste meio tempo de preparar aulas, descobri o dBase II, mas foi no CP500. Eu ensinava no Data Center e em outro curso, que ficava em frente ao quartel do Campinho, dentro de uma faculdade. Realmente não lembro o nome desta faculdade. No Data Center, passei a aprender o dBase III (dBase na Wikipedia em inglês, e em português) e logo depois o Clipper Autumn 86 e o Clipper Summer 87(Clipper na Wikipedia, em português e em inglês).

Naquele tempo, não éramos profissionais de TI, mas sim os caras que sabiam usar a tela preta. Fiz uma boa grana com aplicativos comerciais, e de novo, não sei o que fiz com o dinheiro. Depois passei a trabalhar em empresas como contratado (programador) até prestador de serviços para o serviço público. A grana começou a entrar em menor quantidade ...

Depois disso tive a sorte e o azar de passar a trabalhar para o Álvaro Moreira, na BP Business. Verdade seja dita, ele me impulsionou a entrar de vez para o Linux, mas infelizmente, me deu uma volta de um valor bem alto (quase R$ 6000,00) por serviços que eu prestei a ele, ensinando Linux. Tem muito disso. Pessoas que acham que podem trair a confiança de todos e se dar bem sempre. Fiquei muito revoltado, ele me prejudicou MUITO, pois eu estava contando com o pagamento (quem não está?) e fiquei na mão. Igual a ele foi no curso AOPEC, onde ensinei também, e eles me enganaram. Marco Damiani e Jaqueline, liderando o curso, prejudicaram a outros instrutores e lesaram alunos também , de acordo com uma comunidade que achei no Orkut. Coisas deste tipo não podem se repetir. Falarei sobre isto depois.

Fiz a prova da Conectiva, e me certifiquei. Até nisto lembro do Álvaro, pois ele me disse que para ser um instrutor certificado Conectiva, eu teria que ser aprovado. Isso é verdade. Mas ele pagaria a prova. Isso não aconteceu. Aliás, minha primeira aula de Linux foi um desastre. Uma catástrofe. Fui posto para ensinar sem saber direito o que era o Linux. Não sei como não fui fuzilado.

Passei a ser um fanático do Linux. Infelizmente, via o Linux em tudo, sendo solução de tudo. Passei a trabalhar na Aker, e descobri que software livre não é só Linux. O produto da Aker é um sucesso, e tudo começou dentro de uma faculdade. É um excelente exemplo de que se pode ter sucesso com software livre, ainda que o Firewall Aker não seja Software Livre. Infelizmente, lá eu também vim a ter mais decepções com pessoas que eu considerava. Isto faz parte do processo como um todo.

Depois disso, procurei saber mais do assunto e participei do 1º BSDCon, que foi na Urca, no Rio de Janeiro. Queria ter me aprofundado mais no FreeBSD, mas esta é uma pendência aberta, como tantas outras.

Aos poucos, vim a entender que software livre é mais que um sistema operacional. É uma alternativa viável, de baixo custo e de muita qualidade, de dar igualmente a todos o acesso a informação mundial.

Nosso país sofre com uma estrutura de ensino fraca. Creio que muito pouca atenção foi dedicada ao ensino nestes governos federais. Este governo atual, com o Presidente Lula, está dando mais atenção que os anteriores, mas menos do que o necessário. Ainda assim, apoiar os telecentros e outras iniciativas, como tornar o uso do software livre preferencial para uso em diversas situações, se mostra uma novidade ímpar nestas questões educacionais.

Sabemos que boa parte de brasileiros se mantém com remuneração baixíssima. Mesmo que adquira um computador no plano do governo, em amplas condições de financiamento, adquirir o software líder de mercado em sistemas operacionais e aplicativos de escritório é proibitivo (veja na imagem o preço do MS Windows e o preço do MS Office em uma promoção, hoje, dia 26/09/2007). Além disso, o custo alto do acesso em alta velocidade (talvez herança das privatizações, herança da diferença do que deveria ter sido para o que passou a ser) contribui para complicar ainda mais o sonho de usar a internet. Por conta disso, muitos passam para a pirataria, copiando software sem autorização do fabricante. Isso é muito ruim, pelo menos aos mais jovens. Eles aprendem que a Lei de Gérson é real e não apenas folclórica. Aprendem que um roubinho aqui e ali não afeta a ninguém, não vai causar falta à Microsoft, que é tão rica. Mas esquecem que é crime que se comete copiando software proprietário.

Assim sendo, o software livre se torna importante por proporcionar ao usuário final tudo o que precisa, e de graça. Não que o Free Software signifique Software Grátis, Mas sim Livre. Livre para ser copiado, para ser analisado, para servir de estudo, para acessar informações existentes na internet sem que se cometa o péssimo hábito de defraudar a lei.

Os Secretos nossos de todos os dias

Srs Senadores, meios de comunicação, e todos os outros aos quais endereço este manifesto.

Não estou a me queixar do resultado de não cassação do Sr. Renan. Não sei de fato o que aconteceu, não tive acesso aos autos pela internet (há este link?), não soube de nada além do que a imprensa mostrou, que é pouco mais do que sei.

Mas, mais crônico, é não poder ter acompanhado a íntegra desta sessão. Eu o teria feito com carinho e atenção. Porém, por ser secreta a sessão e secretos os votos, eu nada pude saber.

Participei ativamente dos processos eleitorais, estudei o que pude dos que receberiam meu voto, pesquisei, conversei, falei e fui ouvido, bem como a muitos ouvi.

Mas, daquela sessão, que creio era de interesse de todos nós brasileiros, nada eu pude saber. Fui privado dos meus direitos de expressão e informação. Não me basto em ouvir o que é dito daqueles que nada viram. Preciso eu mesmo ver, pelos meios de comunicação, o desenrolar desta sessão.

Desta forma, concluo expressando meu desapontamento e tristeza, aos que depositei minha confiança, aos que tem feito mudanças, a estes que procuram ser diferentes de um modelo comportamental arcaico e inadequado à situação que vemos e vivemos hoje, a estes que fizeram o que não poderia ser feito: me omitiram informação, se ocultaram, no que fazem, do seu eleitorado. Anos se passaram, e o ranso da censura parece se disfarçar em muitos "secretos", e insiste em se alojar nas paredes desta casa de Brasília, qual mofo e bolor, resistentes à limpeza.

Microsoft e o software livre

Este assunto já aconteceu a algum tempo.
Um documento "vazou" da Microsoft, relativo a aquisição do Hotmail pela mesma. Não achei nada que provasse ou deixasse de provar sua veracidade. Mas pela leitura deste (extenso) texto, parece imparcial.

Não houve Linux no jogo. Apenas FreeBSD e Solaris (este não Free). Este documento lista vantagens do Unix e vantagens/desvantagens do Windows 2000.

Claro que a MS estava se preparando para "eat its own dogfood" (extraído do documento). Popularmente, o que mais chama a atenção neste antigo documento é:
  • MS usou Free Software por um tempo
  • MS reconheceu vantagens do *nix
Mas o que mais deveria ter saltado aos olhos de todos era que o hotmail era uma estrutura formada por FreeBSD, Solaris e Windows NT. Interoperabilidade. Infelizmente, os fanáticos do Software Livre, dos quais eu mesmo fiz parte, chegam a afirmar que isto não é possível ou mesmo não existe em Software Livre.

The register registra pontualmente as vantagens citadas no texto.

Bom, tudo isto foi passado. Agora, sai uma novidade, que ressalta ainda mais a interoperabilidade: Microsoft ainda usa FreeSoftware!!!

Lendo o Noticias Linux, encontrei uma observação interessante:
Microsoft usando linux. E neste texto, tem dois links que apontam para o Netcraft, onde podemos ver o sistema operacional usado pelo jogos.msn.com.br e o sistema operacional usado por outros servidores do domínio msn.com.br.

E daí? qual o problema de uma empresa que desenvolve software proprietário usar software livre em suas dependências? Reconheceram que por algum motivo, é interessante usar software livre. Não há motivo para alardes ou cantos de vitória dizendo que eles se curvaram ao poder do pinguim. Nos que somos hoje usuários e defensores de software livre também usamos outros sistemas operacionais. Alguns de nós aprendemos neles. Hoje, nós escolhemos mudar.

Eis aí o significado do Free: Livre, e não gratuito.

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