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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Brazilia de lá, diferente de Brasilia daqui

O Márcio comentou um artigo meu, e é isto que os blogueiros queremos. Claro, como leitor seguro do que escreve e opina, se identificou, e eu fui ver o que ele escreve. Gostei muito da abertura de seu blog:

Pense, analize, raciocine, leia tudo o que passar pelos seus olhos, seja critico, não use o que todo mundo usa, não vá por onde todo mundo vai. Não seja mais um, faça a diferença!!

Então achei este artigo dele, e a seguir, meu comentário, o qual transcrevo aqui:

Olá Márcio.

Achei interessante este post, e saí à caça de informações adicionais, e mostro o que achei:

Ilegalidade
- No seu post, está escrito:"Na Inglaterra, inauguraram um bordel em Preston, cidadezinha localizada no norte daquele país, no condado de Lancashire, situado na rua Cannon, local de concentração de bares e restaurantes e, agora, com pelo menos uma das chamadas casas de tolerância.".

O que encontrei aqui é que a casa é ilegal:
Disfarçado como uma casa de relaxamento e estética, o Brazilia Health Studio escondia atrás de sua fachada verde-amarela o maior prostíbulo da região. Michelle e o namorado, David Finch, são acusados de atuar no tráfico de brasileiras. A cafetina foi presa em flagrante e as fotos do bordel foram parar na primeira página da edição de ontem do jornal Lancashire Evening Post."

O local não foi inaugurado como Bordel, mas como uma casa de relaxamento e estética. Inclusive, ocorreu o envolvimento de pessoas "importantes", alguns gerentes de bancos, como mostrado pelo próprio jornal.

O nome do local
A proprietária, uma brasileira, apontada pelo jornal como prostituta de longa data, batizou o local com o nome de braZilia, usando o Z de BraZil, que a grafia do nosso país em Inglês. Não existe aí uma relação direta do DF e seus "funcionários" com o nome do prostíbulo, a supor correlação entre ambos. Ainda sobre ela, o Lancashire informa nesta edição:
Det Sgt Steve Hindle, who investigated the case, said: "She had been a career prostitute for 25 years and couldn't see anything wrong in what she was doing. She thought she could manipulate her way around most things using the lure of free sex with herself or other girls who worked for her."

A decoração do local
Como foi escrito, não há a certeza sobre a decoração do local, a menos que algum dos leitores tenham tido a oportunidade de a ver pessoalmente. As fotos do jornal são em boa quantidade, mas mostram apenas os interiores dos quartos e corredores, com materiais de fetiche e fantasias. Uma foto inclusive mostra a tal tabela de preços, onde por £150 (Note que a tabela está em Liras, e não Euros) se podia ter um two girls special lesbian por 30 minutos, além dos £100 para um two girls special.

O jornal comenta sobre a decoração interior nesta página:
The Brazilia – said by police to be Preston's biggest brothel – was lavishly decorated with candles, Buddha statues, elaborate wallpaper and leopard skin bed sheets.

Não há, nas fotos divulgadas pelo jornal, fotos de pontos conhecidos de Brasília, como os citados: Catedral, rampa, bandeira brasileira. De acordo com o texto acima, a decoração m nada está relacionada com a cidade.

Conclusão
Apesar de parecer que sou apoiador do governo, quero deixar claro que com a mesma alegria que votei no presente governo, sou um crítico e cobrador de boa parte de suas promessas. Já mandei email de cobrança para senadores até, mas infelizmente não recebi nenhuma resposta. Eleições são a época das mentiras, como tem acontecido em todos os nossos governos eleitos pelo voto direto. Mas poucos têm conseguido cumprir uma quantidade razoável.

Mas o que me faz escrever este comentário é a necessidade de mostrar fatos, enriquecendo (e por vezes corrigindo) os artigos que leio. Realmente existe uma empresa oficial chamada BraZilia, mas não é um bordel oficial.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Situação do Software Livre No Brasil

Lendo o BR-Linux, achei um comentário interessante sobre um manifesto feito pelo Anauhac de Paula, autor de um software chamado JeguePanel.

Considero que em partes o Anauhac não está muito correto, como o caso do Google(como neste exemplo e neste outro, onde a colaboração foi em dinheiro). Mas o pior é a parte em que ele está correto. Nossa comunidade não colabora com muito retorno (ou mesmo nenhum), ao autor da idéia.

Minha certificação da Conectiva e do Brainbench foram conseguidas usando como material didático o Guia Foca. Enviei sugestões e modificações ao Gleydson Mazzioli, o autor do Guia. Pedi a ele permissão para usar o manual para dar minhas aulas, no que ele concedeu. Uso até hoje como referência às minhas aulas, e peço aos meus alunos que enviem um email para o Gleydson PELO MENOS agradecendo pelo esforço envolvido. Mas não sei quantos fazem isso.

O conceito de pirataria que está impregnado em nosso pensamento,assim como a maldita "Lei de Gérson", nos habituou a quase todos a agir deste modo inescrupuloso. Minha mãe SEMPRE me disse que eu não poderia pegar no que não é meu. No meu começo de carreira com computadores eu desobedeci minha mãe, aceitando pegar o que não era meu (roubando) e usando. Mas interessantemente, quando ainda trabalhava no Data Center de Madureira (RJ) fiz um programinha para o Apple Unitron de lá, o qual foi muito elogiado pelos professores, como o Carlos Seraphim, o Mendes, e outros. Dias depois, passando pela filial do Castelo (centro da cidade), vi meu programinha lá, e o monitor da filial disse que ele havia feito. Com certeza, passei a olhar isso de outra forma. Eu estive no lado de quem rouba, e agora, no lado do que foi lesado. Continuei a piratear software, mas sempre lembrando disso.

O software livre é uma oportunidade de DEMOCRATIZAR o acesso à mais numerosa fonte de qualquer tipo de informação, que é a Internet, e sem que se esteja em prática ilegal. Isto é construir (ou mesmo tentar reconstruir) uma sociedade (ou prate dela) com um mínimo de moral e ética. Estes conceitos parecem terem sido perdidos dentro de nossa cultura.

As vezes em sala de aula, tocando no assunto, alguns brincam dizendo que o software que eles compram "lá fora" é livre: livre de serial, livre de preço alto, etc. Pois é... somos um povo muito amado pelos estrangeiros, pelo nosso jeito bonachão, risonho, brincalhão, afável e amável. Estamos sempre rindo, brincando. Brincando com nossa realidade triste e feia, rindo por não levar a sério o problema de tentar ser sério. Somos, afinal, um tipo estranho de auto-comediantes, pois estamos à beira do abismo e ainda assim rindo.

A iniciativa de software livre é para se pensar, pois não se baseia apenas em "programinhas de computador" mas em uma filosofia de vida. Conceitos que precisam ser resgatados. Não apenas no tecnológico, mas no social como um todo. Ajudar o próximo, lhe dar uma chance de sair do buraco em que está, sem o explorar. Dar UMA chance.

Moro no litoral que talvez seja o mais belo de todo o nosso país. Mesmo assim, nosso povo anda por ele jogando no chão seus plásticos de bala, tampinhas de bebidas, guardanapos, lixo em geral. Descaradamente, e sem o menor remorso de sujar a própria cidade. Ditos "profissionais" da informática tem a msma (falta) de moral e ética, recomendando sem a menor culpa, o uso de software pirata.

Não defendo ou acuso a MS, ou qualquer outro produtor de software. Eles escolheram comercializar seus produtos para quem quiser e puder comprar. São softwares, tem suas vantagens e desvantagens. Mas por serem caros (para a realidade da maior parte da população), não estão ao alcance de muitos (aqui uma tabela com todos os valores de salário mínimo entre 1970 e 2006).

Assim, relembrando minha infância, não deveríamos pegar o que não é nosso. Principalmente se há uma alternativa que não seja ilegal.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Problemas antigos de Desktop no Linux

Este é um sonho de muitos de nós apaixonados: Linux sendo muito excelente no desktop. Novell e Canonical estão apostando alto nisto , respectivamente com o Suse e o Ubuntu. Mas nem tudo são flores neste caminho.

Con Kolivas, um dos mais dedicados nisto, abriu mão de participar da távora redonda do rei pinguim , pendurando de vez a chuteira (teclado). Ele tem se esforçado e empenhado para melhorar o problema de tempo nas aplicações desktop, desistiu de lidar com pessoas que não pensam como ele, apesar de ter sido grande a sua participação neste rolo todo.

Confira em Inglês:
http://weblog.infoworld.com/enterprisedesktop/archives/2007/09/desktop_linux_s.html

Discussão extensa em Inglês, por emails, entre os desenvolvedores do Kernel:
http://kerneltrap.org/node/8059

Opiniões em português:
http://devlog.waltercruz.com/linux_desktop_con_kolivas_e_ingo_molnar

Entrevista em português com Con Kolivas. Muito longa, mas esclarecedora.
http://portal.softwarelivre.org/news/9659

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mais sobre o Ubuntu 7.10

Tendo sido lançado o tão esperado Ubuntu 7.10, agora mais maduro (claro) que antes, aguardei bastante para ler os mais diversos comentários. Lendo o Noticias Linux, como faço sempre que posso, encontrei um link para uma reportagem da PC Magazine, em Português.

São ressaltados detalhes das suas novidades e características. Eu mal recebi o CD do Ubuntu original gratuitamente, desde a origem, e já vou ter que baixar uma nova versão do mesmo. Agora que o KDE 4 foi definitivamente lançado, o pessoal do KUbuntu atualizou sua ISO, que pode ser baixada aqui. Pelo visto, não pouparam recursos que alegrarão até aos mais ávidos usuários finais, que tanto se alegram com os diversos efeitos especiais que o KDE 4 promete. Até no YouTube (claro, de novo) já se pode ver o que está disponibilizado pelo novo KDE.

O Aero, que foi tão comentado antes de seu lançamento, me deu uma impressão de que seria uma tentativa da MS de recuperar o fashion que muitos dos SO baseados em Kernel Linux conseguiram a partir dos projetos Beryl/Compiz. Entretanto, sua exigência de máquina trouxe desânimo a muitos, pois é absurda se comparado com a exigência do Beryl/Compiz . Um vídeo famos do YouTube mostra a diferença.

É possível mesmo que o XP consiga efeitos semelhantes, como achei neste site, mas até pelos comentários se pode perceber que não é algo tão estrondoso. Eu mesmo achava o Enlightenment um absurdo de inovador (vejam este vídeo), quando o conheci, e não vi (pelo menos no vídeo comparativo) algo tão impactante como o resultado obtido nos SO baseados em Linux. Até mesmo uma nova distribuição (mais uma :) baseada em Debian com Enlightenment "aditivado" existe, a EliveCD.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Pensamento Filosófico

O sistema operacional mais seguro que existe é o que está instalado em um computador desligado e desconectado.

O segundo sistema operacional mais seguro é o que for PLANEJADO e configurado pelo melhor profissional que existe.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Software Livre, e a Microsoft

Ano novo, 2008 esta aí, e assim, coisas novas.Mas para recomeçar, depois de longo tempo na geladeira, trago algo nem tão novo.

Licenças livres
Em 16 de outubro de 2007, a OSI aprovou duas licenças da Microsoft Shared Source:
como pode ser visto aqui.
Nenhum problema nisto. Até mesmo o texto da OSI foi muito importante:

The formal evaluation of these licenses began in August and the discussion of these licenses was vigourous and thorough. The community raised questions that Microsoft (and others) answered; they raised issues that, when germane to the licenses in question, Microsoft addressed. Microsoft came to the OSI and submitted their licenses according to the published policies and procedures that dozens of other parties have followed over the years. Microsoft didn't ask for special treatment, and didn't receive any. In spite of recent negative interactions between Microsoft and the open source community, the spirit of the dialog was constructive and we hope that carries forward to a constructive outcome as well.

Isso é interoperabilidade. A MS foi questionada, e respondeu. Ela está interessada em participar do que é inevitável, o Open Source. E está se esforçando para fazer o melhor que puder, dentro de seu modelo de negócios, até mesmo mudando sua forma de trabalhar, se necessário.
Na década de 90, a MS não acreditava na Internet, e quando percebeu a decisão incorreta, demonstrou ser uma companhia capaz de reverter erros em muito pouco tempo. Agora, vemos um replay de tudo isto. Parafraseando Mahatma Gandhi, "Primeiro eles o ignoram. Em seguida eles o ridicularizam. Depois eles o combatem. Aí você vence". Venceremos nós, os que buscam a liberdade de escolha, e venceremos também onde podemos ver que mais uma vez a Microsoft percebe a excelência da visão do software livre. Esta frase me lembra também as muitas tentativas de ridicularizar o movimento de Software Livre através de ataques diretos ao Linux, tentando evidenciar falhas do SO, algumas até existentes. Estes ataques são conhecidos como FUD (português e inglês).

Entrega Forçada
Mas nem tudo está harmônico, até por que o software livre complementa e é complementado pelo código aberto. Vemos que a
Protocol Freedom Information Foundation fechou um acordo (em português) para receber integralmente a documentação necessária para desenvolvimento da interoperabilidade completa com produtos MS. A íntegra deste acordo está aqui. Esta documentação vai ser passada para a equipe de desenvolvimento do SAMBA e outros projetos livres. Interessante observar que isto não foi feito por iniciativa da MS, e sim por decisão judicial européia de março de 2004, que foi ratificada após recurso da Microsoft em setembro de 2007, segundo o acordo a empresa terá de listar todas as patentes envolvidas com esses protocolos a fim de não haver qualquer problema futuro de infração, bem como manter a documentação atualizada a fim de que os desenvolvedores possam sempre ter acesso as mudanças efetuadas pela empresa.
Ainda outro detalhe interessante: aqui observamos que isto não foi de graça:
After paying Microsoft a one-time sum of 10,000 Euros, the PFIF will make available to the Samba Team under non-disclosure terms the documentation needed for implementation of all of the workgroup server protocols covered by the EU decision.
Esta soma toda será bancada para que muitos que acreditam na liberdade possam desenvolver seus trabalhos em nível de completa compatibilidade com outra plataforma.

Conclusão
As duas situações expõem faces opostas de uma mesma origem: Buscar a integração com Open Software, e entregar forçadamente sua colaboração com o Open Source. Reforço aqui que já não sou mais anti-microsoft, anti-adobe, anti-apple, ou anti-proprietários que sejam. Minha visão, e que procuro estender e aprimorar aqui é a necessidade de desenvolver ambientes interoperativos, e acessíveis a todos, independente do que quer que possa gerar qualquer tipo de distinção, desde que tudo seja feito de forma correta.

Percebo que uma das maiores representantes formais da indústria do software está mudando, evoluindo, pois percebe que o seu modelo de negócios já não é tão eficaz, e demonstrando uma excelente capacidade de adequação, começa a se adaptar aos (não tão) novos tempos. Sendo para melhor, que seja bem-vinda.

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