Pesquisa em LivreSocial

sábado, 29 de março de 2008

MS perde a credibilidade em grandes empresas

O Corebrand faz anualmente uma pesquisa (pdf) onde são qualificadas as melhores marcas de acordo com a opinião de agentes decisórios de mercado, em diversas empresas. A MS estava em 1º lugar em 1996 cai, e consegue manter apenas o 59º lugar, no ano passado. [1]

Para entender melhor este relatório, vamos considerar que os questionados são as pessoas que são formadores de decisão nas empresas entrevistadas. A pesquisa alcançou 12000 deles. Em 1996, a MS era a marca nº 1 nesta pesquisa. Sua queda foi exagerada, e realmente deve despertar preocupação, tanto do lado dos membros da MS como do lado dos usuários.

A pesquisa se baseia em 4 critérios:

1. A familiaridade com a marca. Se a marca gozar de um certo nível de reconhecimento, então serão consideradas:
2. Reputação
3. Percepção de gerenciamento
4. Potencial de investimento

De acordo com o que se lê na ITWorld, e na aparente tradução (ou interpretação) feita na ComputerWorld, um dos motivos desta perda de rumo foi exatamente a multiforme ação da empresa em ramos variados e distintos. Meu pai sempre me lembra que "o músico dos sete instrumentos não toca nenhum que preste".

Para os usuários MS, resta observar que os maiores, que quase sempre fazem (ou determinam) tendências, estão vendo a MS e seus produtos com menor consideração que no passado. Há de ser considerado a péssima aceitação do Vista. No artigo, também é citado a excelente campanha publicitária da Apple (precisa de quicktime instalado, claro), nos EUA.

Eles ainda acham que nós, pobres tupiniquins não sabemos nem para o que serve a maçã branca. Infelizmente, não fomos nós que demos a dentada da maçã.

Notas:
[1] - Corrigido segundo sugestão do Cláudio Henrique. Obrigado.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mais liberdade a caminho

Há muito tempo, concursos públicos requerem, nas provas de informática, conhecimento de ferramentas proprietárias. Assim, há questões de Word, Excel, Power Point e Access.
Nenhum problema quanto a isso, se estas forem as ferramentas internamente usadas.

Entretanto, o governo federal vem rumando para o Software Livre, e assim os softwares de escritório tem mudado também. Diversas empresas particulares têm utilizado o OpenOffice, aqui no Brasil denominado broffice. É o mesmo software, mas devido a problemas com a marca Open Office, registrada anteriormente por uma empresa do Rio de Janeiro, foi necessário trocar o nome para BrOffice.org.

Temos consciência de que a maioria dos recursos do MS Office não está presente no BROffice. Claro, um produto que tem sido líder inquestionável durante anos dificilmente encontrará em tão pouco tempo uma competição.

Entretanto, um perfil comum de usuário final nas empresas é cada vez mais nítido:
  • em geral não participou de um treinamento/reciclagem eficaz: normalmente fez um curso não oficial
  • a formação é muito mais prática do que técnica: aprendeu fazendo
  • sub-utilização da ferramenta: formulários construídos no Excel, relatórios que envolvem cálculos digitados no Word e calculados com calculadora de mesa, Power Point para ler emails de auto ajuda ou semelhantes
Penso que investir o custo de uma ferramenta eficiente, como o MS Office realmente é para este perfil é desperdício exagerado de recursos. Em outras palavras, prejuízo.

Mas, retornando à linha de pensamento, o governo vem adotado Software Livre, que em geral é gratuito e funcional. Um reflexo disso são os concursos, que passam mais freqüentemente a solicitar conhecimentos de outros softwares de escritório. Um exemplo disso é o Banco do Brasil, como lido no blog do Taurion.

Assim sendo, candidatos, melhor instalarem o broffice o quanto antes em seus computadores, e usar um pouco menos o MS Office que você tem instalado em seu computador. Tenho certeza que você o comprou legitimamente, com garantia, licença e nota fiscal, e não no camelô da esquina, por aquele valor mínimo. Até por saber que isto é ilegal.

As pessoas que têm o software "emprestado" apenas para usar ? tenho certeza que elas não o usam para trabalhar ... é só para estudar. Até por quê a maioria dos softwares da MS podem ser baixados oficial e gratuitamente da MS. O Dennes garantiu isso aqui e aqui.

Parece perseguição ...

É interessante observar que vez por outra surgem uns engraçadinhos, com piadas e trocadilhos, de gosto questionável ou não.

Desta vez, os japoneses excederam. Nos mercados de Akihabara, lançaram o Windows Vista Ultimate SP1 Toilet edition. Isto mesmo, TOILET EDITION. Um papel higiênico, com o logotipo do Windows. Este produto tem 3 camadas de papel, para proporcionar uma "sensação agradável", além de uma extensa lista de ... vantagens. Infelizmente, não se achou ainda quem consiga traduzir a lista que aparece no site.

Com certeza, muitas piadinhas vão evoluir disto. Mas isto, deixo a cargo dos humoristas de plantão.

domingo, 9 de março de 2008

Conversa sobre repositórios no Debian

Introdução
O Linux levanta muitas opiniões, algumas favoráveis, outras nem tanto. Ao longo da história dos SO baseados no kernel Linux surgiram muitas distribuições, e caíram muitas também. Na plataforma PC, das mais antigas e que resistem ao tempo, lembro de:
  • Debian
  • RedHat
  • Slackware
Destas derivaram muitas, destas muitas se foram. Nunca experimentei o Slackware, ainda vou o experimentar, o RedHat foi meu princípio, meu primeiro SO de kernel Linux instalado em uma máquina, e resisti muito ao Debian .

Aliás foi muito interessante instalar o RH5.4 (se não me engano) que acompanhava o livro Linux para Leigos. Como a maioria, eu me achava um técnico por andar com um monte de cópias não autorizadas de softwares em uns trocentos disquetes. Quase 4 meses depois, quando eu consegui finalmente instalar aquilo, depois de ter digitado a senha de root, um cursor pisca à minha frente, e eu me perguntava: E agora ? Nada de mouse, GUI, enfim, apenas linha de comando.

A partir deste martírio, o César da SEF/RJ me apresenta a uma caixa ORIGINAL do SuSE. MUITO melhor, achei eu, pois havia uma GUI. Agora podia experimentar muito mais coisas visuais. Logo eu, do tempo do Wordstar, Lotus 1-2-3, Prince of Persia (nunca consegui passar de fase nenhuma neste jogo), me via rendido e dependente do ambiente gráfico. Não que fosse ou seja ruim. É um ganho de produtividade inegável. Mas eu queria fazer valer meus tempos de CP/M (poucos), CP500, Apple ][ e MSDOS nos XTs. Assim tirei minha certificação Conectiva (alguém lembra?).

Depois disto tudo, comecei a olhar para o projeto Debian, cheio de má impressão, o querendo minimizar (nem sei por qual motivo) frente ao mercado com suas contrapartes: Red Hat e Conectiva. E de cara, o que se destacou foi o sistema de atualização de pacotes.

- Vocês, que vivem afundados em linhas de comando, são loucos. instalar qualquer software nestes SO é uma loucura, por conta destas dependências. Me diga, como vocês conseguem viver com isto ?

Pacotes
No princípio, para instalar qualquer software, todas as dependências teriam que ser resolvidas na mão. Terrível isto. No Debian, eu li aqui sobre pacotes, e que quem realmente gerencia os pacotes é o comando dpkg. Então, para instalar o ytree, basta digtar o seguinte comando:

# dpkg -i ytree.deb

O comando dpkg usa a opção -i para instalar o arquivo ytree.deb, que é o pacote de instalação do ytree.

Como todo curioso, dei uma olhada nas opções básicas do dpkg:

# dpkg --help

Não vou reproduzir aqui esta lista monstruosa, mas vou lhes dar uma dimensão do tamanho da listagem, para os que não estão usando Debian:

# dpkg --help | wc -l
79

Ou seja, esta telinha de help tem 79 linhas. Não acreditei nisso, mas me chamou a atenção uma linha no final do arquivo:

Use `dselect' ou `aptitude' para gerenciamento de pacotes amigável.

Nem tudo está perdido. Definitivamente dpkg não é amigável. Então, dei uma olhada no man do aptitude, na parte do "Veja também", e achei o apt-get. Como eu já havia lido sobre esta ferramenta no Manual Foca, fui dar uma olhada rápida nele e achei o seguinte:

# apt-get --help | wc -l
41

Bom, 41 linhas de help parecem mais amigáveis que as 79.

- Amigável ? 41 linhas de texto de "ajuda" ? fala sério !!!!

Repositórios
É preciso entender alguns conceitos antes. Repositório é um site de onde o apt-get vai buscar o pacote a ser instalado. Assim é possível instalar qualquer software em qualquer lugar que eu esteja, bastando apenas me conectar à internet.

- Mas que raio de site é este ? como o apt-get vai saber dele?

Os repositórios são organizados pelo pessoal do Debian. De fato, todo Linux que usa a idéia de repositórios tem a responsabilidade de manter uma ordem ou organização dentro desta "caixa de pacotes" virtual. E no site do Debian, encontro a lista atualizada dos repositórios primários e secundários.

- Agora que entornou o caldo mesmo ... que troço é isso ?

Um repositório primário tem (em geral) boa velocidade de acesso, disponibilidade 24/7 e um nome no padrão ftp.PAÍS.debian.org. Vejam um exemplo de parte da lista dos repositórios primários:

Austria ftp.at.debian.org/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
Belgium ftp.be.debian.org/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
Brazil ftp.br.debian.org/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
Bulgaria ftp.bg.debian.org/debian/ alpha amd64 arm armel hppa i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
Canada ftp.ca.debian.org/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc

É interessante confirmar que nem todas as arquiteturas disponíveis em um repositório estão disponíveis em outro.

Já as secundárias são mais restritas no que disponibilizam. Vejam um exemplo:

Brazil
ftp.br.debian.org
(debian.c3sl.ufpr.br)
/debian/ /debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
debian.das.ufsc.br /pub/debian/
amd64 i386
debian.las.ic.unicamp.br /debian/ /debian/ amd64 i386 powerpc sparc
debian.pop-sc.rnp.br
/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
download.unesp.br
/linux/debian/ alpha amd64 arm armel hppa i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
ftp.pucpr.br /debian/
amd64 hurd-i386 i386
linorg.usp.br /debian/ /debian/ i386
linux.iq.usp.br
/debian/ amd64 i386
sft.if.usp.br
/debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc

Bulgaria
ftp.bg.debian.org
(debian.spnet.net)
/debian/ /debian/ alpha amd64 arm armel hppa i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
debian.ludost.net /debian/ /debian/ i386
debian.mnet.bg /debian/ /debian/ i386
debian.networx-bg.com /debian/ /debian/ amd64 i386
debian.telecoms.bg /debian/ /debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc
ftp.uni-sofia.bg /debian/ /debian/ alpha amd64 arm armel hppa hurd-i386 i386 ia64 m68k mips mipsel powerpc s390 sparc

São apresentadas aqui tanto as URL baseadas em http como as baseadas em FTP. Repare a participação das instituições de ensino aqui no Brasil.

- Até agora muita falação. Mas afinal, como o tal do apt vai saber quem acessar ?

Configurando o apt
Agora que os endereços são conhecidos, posso "ensinar" ao meu apt qual repositório usar. É interessante que não se configure o apt para pegar pacotes de muitos repositórios, o que vai aumentar o tempo do processo, uma vez que cada um deles serão "consultados". Além disso, as consultas serão realizadas do primeiro repositório para o último.

O apt usa o arquivo /etc/apt/sources.list para relacionar os repositórios. A seguir um exemplo:

# cat /etc/apt/sources.list
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ etch main non-free contrib
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ testing main non-free contrib
deb http://security.debian.org/ etch/updates main contrib non-free

O arquivo é em texto plano, não sendo necessário editor especial. Cada linha do arquivo é dividida em componentes, como demonstrado aqui.

- Eta trabalho danado, quero ver se isso funciona mesmo.

Apesar de tudo que foi falado até aqui, apenas fizemos a edição de um único arquivo. Mas vamos agora deixar os conceitos para começar a prática.

Listas
Imagine uma revenda de auto-peças, que trabalhe com diversos distribuidores. Se o ono da revenda não receber catálogos atualizados de cada fornecedor, ele pode vender algo que saiu de linha ou deixar de vender algo novo. Com repositórios, é exatamente o que acontece. Quando uma atualização de pacote ocorre, é preciso baixar a lista atualizada de cada fornecedor. Então, sempre antes de instalar ou atualizar algo, é preciso pegar as listas atualizadas:

# apt-get update

O apt vai em cada repositório descrito no /etc/apt/sources.list buscar uma cópia da lista disponível. Esta lista é um arquivo em texto plano, que pode ser lida normalmente:

# ls /var/lib/apt/lists/
ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_contrib_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_main_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_non-free_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_Release
ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_Release.gpg
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_contrib_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_contrib_binary-i386_Packages.IndexDiff
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_main_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_main_binary-i386_Packages.IndexDiff
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_non-free_binary-i386_Packages
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_non-free_binary-i386_Packages.IndexDiff
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_Release
ftp.br.debian.org_debian_dists_testing_Release.gpg
lock
partial
security.debian.org_dists_etch_updates_contrib_binary-i386_Packages
security.debian.org_dists_etch_updates_main_binary-i386_Packages
security.debian.org_dists_etch_updates_non-free_binary-i386_Packages
security.debian.org_dists_etch_updates_Release
security.debian.org_dists_etch_updates_Release.gpg

Vamos conferir o conteúdo de um destes arquivos:

# cat /var/lib/apt/lists/ftp.br.debian.org_debian_dists_etch_contrib_binary-i386_Packages

Package: atari800
Priority: optional
Section: contrib/otherosfs
Installed-Size: 1192
Maintainer: Antonin Kral
Architecture: i386
Version: 2.0.2-1
Depends: libc6 (>= 2.3.6-6), libncurses5 (>= 5.4-5), libpng12-0 (>= 1.2.8rel), libsdl1.2debian (>= 1.2.
10-1), libx11-6, zlib1g (>= 1:1.2.1)
Filename: pool/contrib/a/atari800/atari800_2.0.2-1_i386.deb
Size: 466840
MD5sum: 31fff148c23ab9aff7c99b7cdc9dbd08
SHA1: d949b61bb3e9c6e9a68e9fe6f41261991d83252b
SHA256: a2ca6ccaa4d839d33abcddf905bf9369f4fd3a35488bbaf571409fa685d5d084
Description: Atari emulator for X/curses/SDL
This is an Atari emulator that can use X, plain curses or SDL.
It can emulate the Atari 800, 800XL, 130XE, and 5200 systems.
.
The Atari Operating System ROMs are not available with this package, due to
copyright. You'll have to either make copies of them from an old Atari
computer, or see README.Debian for other ways to obtain them.
Tag: hardware::emulation, uitoolkit::ncurses, uitoolkit::sdl

Package: autorespond
Priority: optional
Section: contrib/net
Installed-Size: 32
Maintainer: Sam Johnston
Architecture: i386
Version: 2.0.5-1
Depends: libc6 (>= 2.3.5-1)
Suggests: qmail
Filename: pool/contrib/a/autorespond/autorespond_2.0.5-1_i386.deb
Size: 9698
MD5sum: 341434bc04cab6dea3d570964c2dcb38
SHA1: c91ea5f14d6b2f4b1db52ad6ada9c45456a678c7
SHA256: 9c7aed5f08027febb36dd9de3ba81af006b35c4ccb9e4f41d66e99976ef613b8
Description: email autoresponder for qmail
autorespond sends an automatically generated response to emails for given
address(es). It catches simple situations such as mail from a mailer-daemon,
empty envelope sender, bulk precedence headers, etc.
Tag: works-with::mail
Package: autorespond
Priority: optional
Section: contrib/net
Installed-Size: 32
Maintainer: Sam Johnston
Architecture: i386
Version: 2.0.5-1
Depends: libc6 (>= 2.3.5-1)
Suggests: qmail
Filename: pool/contrib/a/autorespond/autorespond_2.0.5-1_i386.deb
Size: 9698
MD5sum: 341434bc04cab6dea3d570964c2dcb38
SHA1: c91ea5f14d6b2f4b1db52ad6ada9c45456a678c7
SHA256: 9c7aed5f08027febb36dd9de3ba81af006b35c4ccb9e4f41d66e99976ef613b8
Description: email autoresponder for qmail
autorespond sends an automatically generated response to emails for given
address(es). It catches simple situations such as mail from a mailer-daemon,
empty envelope sender, bulk precedence headers, etc.
Tag: works-with::mail

Claro que esta lista contêm muito mais do que apenas a descrição destes dois pacotes.

# grep -i package\: /var/lib/apt/lists/ftp.br.debian.org_......_binary-i386_Packages| wc -l
248

Nesta lista estão relacionados 248 pacotes. Observe que o passo acima é apenas para demonstrar o conteúdo de uma lista. Esta procedimento é completamente desnecessário.

- Coisa "pá" caramba. Mas até agora nada foi instalado. Demora muito ainda ?

Instalação de pacotes
Agora tudo fica fácil. Se eu quiser instalar o ytree, basta digitar o seguinte:

# apt-get install ytree

Os detalhes da instalação foram relatados aqui.

- Agora estou entendendo ... Ele instalou direto do reositório, né ?

Cache de pacotes
Não. A instalação segue este passo a passo:
  1. Instala pacote do cache, se existir
  2. Se não, copia do repositório para o cache, e o instala.
Antes de ser instalado, todo pacote passa para o cache, que fica no diretório /var/cache/apt/archives, como se pode ver aqui (apenas um trecho):

# ls /var/cache/apt/archives/
acpid_1.0.4-7.1_i386.deb
adduser_3.102_all.deb
adduser_3.105_all.deb
akregator_4%3a3.5.8-1_i386.deb
alacarte_0.11.3-1_all.deb
alsa-base_1.0.15-3_all.deb
alsa-utils_1.0.15-1_i386.deb
amor_4%3a3.5.8-1_i386.deb
amsn_0.97-1_i386.deb
amule_2.1.3-1_i386.deb
amule_2.1.3-4+b1_i386.deb
amule_2.1.3-4_i386.deb
amule-common_2.1.3-1_all.deb
amule-common_2.1.3-4_all.deb
amule-utils_2.1.3-1_i386.deb
amule-utils_2.1.3-4+b1_i386.deb
amule-utils_2.1.3-4_i386.deb

Pode ser interessante copiar estes arquivos, além dos arquivos de lista para uma mídia RW e copiar para outras estações. Assim, reduziríamos o tempo de download dos pacotes.

- Agora eu sei que é uma coisa mal-feita mesmo. Daqui a pouco, meu HD vai estar entupido com isto !!!

Manutenção do cache
Com certeza isto pode acontecer. Por isso podemos limpar versões mais antigas ou mesmo zerar o cache por completo.

# apt-get autoclean

Pacotes ultrapassados, que porventura estejam ocupando espaço para nada, serão apagados. Podemos ver isso no exemplo do amule:

~# ls /var/cache/apt/archives/amule*
/var/cache/apt/archives/amule_2.1.3-1_i386.deb
/var/cache/apt/archives/amule_2.1.3-4+b1_i386.deb
/var/cache/apt/archives/amule-common_2.1.3-1_all.deb
/var/cache/apt/archives/amule-common_2.1.3-4_all.deb
/var/cache/apt/archives/amule-utils_2.1.3-1_i386.deb
/var/cache/apt/archives/amule-utils_2.1.3-4+b1_i386.deb

Mas pode ser que todo o cache tenha que ser apagado, por algum motivo.

# apt-get clean

- Ah sim ... acho que então entendi ...

Depois poderemos estar vendo alguns macetes na administração de pacotes.

Desenvolvimento: sobe e desce ?

No meiobit, tem havido excelentes discussões sobre linguagens de desenvolvimento. Para participar destas discussões, uma vez que ainda não sou desenvolvedor, tive que fuçar uns cantos.

Um site legal que achei foi o LangPop. Este site mostra gráficos que procuram refletir a popularidade de diversas linguagens, e se baseia em estatísticas de sites de busca. Ora, se algo é popular, a população fala muito sobre o assunto, e procura saber muito sobre o assunto. E na internet, procurar saber é usar Google, Yahoo, e outros.

Uma coisa interessante é que hoje, inegavelmente, a linguagem de programação mais popular é o Java. .NET tem crescido sensivelmente, mas precisa crescer muito mais, e contar com uma queda sensível do Java, para ocupar o espaço que Java hoje ocupa. Esta entrevista, da Computerworld em português, mostra isso.

Semelhante à discussão de Sistemas Operacionais, um tópico destes levanta ânimos, cada um dizendo que o seu é melhor. Mas é interessante notar que para algumas situações, uma liguagem baseada em script é mais do que suficiente, enquanto que para outras, Java seria muito indicado. E por aí vai.

O problema de desenvolvimento é que, para os que procuram trabalhar em uma empresa, é necessário se adaptar ao estilo de desenvolvimento da empresa, quando já existe, ou é necessário aprender uma linguagem para compor uma equipe de desenvolvimento. Trabalhar por conta própria dá a liberdade de desenvolver na plataforma que desejar, entretanto isso pode limitar o perfil do cliente, além de nem sempre poder garantir que este mês terá pagamento.

Além disso, uma linguagem tem um "tempo de vida". No passado, se buscava muito aprender Cobol. Depois , Cobol foi perdendo sua importância, e novas opções foram surgindo. Hoje Java inegavelmente é a força por trás do desenvolvimento. Mas por quanto tempo ? não se pode dizer. Os esforços da MS em fortificar a base do .NET é impressionante, as vezes tenho a impressão que o Java Group não liga muito para isso. É como uma mosca aborrecendo um cavalo. Por enquanto, ele pouco se incomoda com isso. Por enquanto.

sábado, 8 de março de 2008

Becta (UK) mais uma vez prefere Open Source

A ComputerWorld UK publicou um artigo sobre um relatório da Becta, acerca do qual eu mesmo comentei a algum tempo. Em linhas muito gerais, a Becta (British Educational and Technological Agency) atua com educação e tecnologia no Reino Unido.

No princípio, o estudo mostra uma pesquisa imparcial sobre a adoção do Windows Vista e uma solução Open Source. Esta pesquisa está disponível para acesso público aqui. Antes, é importante ressaltar que o relatório reconhece as qualidades do Vista. Mas em geral, não recomenda a sua adoção. Um detalhe interessante foi a necessidade da interoperabilidade. Enquanto a suíte de escritório da MS trabalha satisfatoriamente bem entre documentos gerados por aplicativos MS, ain da havia alguma dificuldade em acessar documentos gerados por outras aplicações, e vice versa. Creio que este quadro está mudando.

O artigo atual ainda cita um laptop de menos de £100,00, baseado em Linux, voltado para a educação, lançado no Education Show (28/02 a 01/03) em Birmingham. De acordo com o artigo, o produto foi muito bem recebido. Aqui se pode saber mais sobre este produto.

A seguir, o artigo se propõe a explicar como ocorreria a economia de recursos públicos na educação, se fosse empregado o Open Source. Tudo indica que mudanças na atual estrutura estão por vir.

A pesquisa mostra que sob algumas circunstâncias, o gasto com ICT (Tecnologias de Informação e Comunicação) em uma escola de nível médio pode chegar a cifras de até £ 200.00,00 por ano. Projetando isto para a nação, o custo pode atingir meio bilhão de Liras no ano. Mas apenas uma pequena parcela é investida em computadores e softwares. 60% do custo é em suporte técnico e 20% é gasto em eletricidade.

Uma solução com vista de redução destes valores seria o outsourcing, e baseado em softwares Open Source. Como exemplo citam o email:
  • E-mail: Sophisticated and secure Open Source. Large scale e-mail deployments using GOsa management tools, Squirrelmail webmail and LDAP authentication.
  • Rsync: Remote off-site, secure incremental back-up technology.
Como exemplo, citaram o condado de Carmarthenshire, como descrito aqui na ZDNet. Este recurso é usado por 40000 alunos e professores, cobrindo 15 escolas secundárias e 125 primárias. Destes usuários, inicialmente 3 a 5 mil serão professores.

O artigo aborda o lado dos estudantes, ou seja, o que eles esperam de ICT em suas escolas:
  • Access to suitable software for teaching and learning
  • E-mail
  • Safe access to the Internet
  • A home folder for personal file storage
  • Access to shared resources (e.g. Intranet, VLEs (Virtual Learning Environment), Public Folders, Databases)
Com estes desafios, o Open Source pode atender com equipamentos de baixo custo voltados ao usuário final, através de terceirização, compartilhamento de arquivo, e principalmente com o emprego de padrões abertos.
Tudo isto é uma sugestão da Becta a partir de comparativos específicos para os ambientes educacionais locais. Becta já teria advertido duas vezes sobre problemas relativos à atualização do XP atual para o Vista e Office 2007. No artigo, os termos "caro" e "ineficaz" são usados para se referir às atualizações dos softwares, atualmente. De fato, sugerem que em 2008 as escolas vão repensar suas ações de ICT.

As recompensas desta mudança são muitas, segundo a ComputerWorld UK. Redução de custos por parte das escolas, gerando economia no uso dos impostos, abrindo espaço para nosvos desenvolvimentos em ICT e maior dedicação no ensino. Além disso, mais espaço aberto para "domestic technology industry" e menos dependência de fornecedores multinacionais.

Claro, alguém vai "lembrar" que "o que é bom para eles não é bom para nós". Jeans, automóveis, computadores, e muito mais foram idéias "deles", que foram boas e necessárias para nós. Se estes utensílios vingaram, quanto mais uma ação em prol da geração de economia, que ainda incentive crescimento social/tecnológico.

É bom lembrar que esta reportagem e seus links (os que acrescentei) apontam para empresas e órgãos públicos sem que seja feita apologia a qualquer lado. Procurei links da Microsoft sobre o assunto, mas não encontrei nenhum. Sou favorável ao Open Source/Free Software e seus benefícios sociais, mas não deixo de reconhecer a qualidade alta de diversos produtos proprietários. Felizmente, apesar de seus custos altos (aquisição, manutenção, treinamento e outros itens que compõem o TCO) há quase sempre soluções Open Source alternativas que atendem pelo menos razoavelmente as exigências da tarefa em questão.

Com certeza há casos em que o OS/FS não apresenta solução viável ou não apresenta nenhuma solução. Neste caso, com toda certeza, a solução disponível é a solução a ser usada. Depois de devida e adequada análise, claro.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Religião e política não se discutem ... Informática também não ?

Recentemente, tive uma bela e comprida troca de argumentos com o Dennes, do Meio Bit. Não cheguei onde queria, não cedi no que eu pensava, pois não vi argumentos fortes o suficiente, mas fica registrado aqui o seguinte:
  • É possível manter uma discussão sadia sobre assunto que causa polêmica
  • Pessoas distintas com opiniões diferentes não tem que usar de golpes baixos para defender o que pensam
Reconhecimentos ao Dennes, que mostra ser um bom profissional, pois vai além da tecnologia, sabendo se relacionar e se posicionar.

Mesmo que eu não concorde com o que ele pensa ...

A seguir copio integralmente a bela discussão que se iniciou com um post do Ricardo Bicalho


Isso mostra o seu TOTAL desconhecimento da tecnologia. O .Net é mais robusto que o PHP em tantas coisas que não dá nem para listar.

O Java é muito bom para certos tipos de aplicação, principalmente usados em missão crítica e migração de COBOL -> Java. Para Web e aplicações desktop, o .Net é excelente e muito performático.

É claro que, um mau programador de qualquer linguagem irá criar programas ruins.

Mas acredito que pela sua afirmação, você nunca deve ter usado linguagems não-dinâmicas, certo? Apenas script-like?

Gilberto Martins's picture

Olá Ricardo.

Vou tornar a pedir o que já causou um pequeno desentendimento, ainda que compreensível.

Quote:
O .Net é mais robusto que o PHP

.Net é excelente e muito performático

Por favor, envie links sobre objetivos e diretos sobre esta afirmação. Links para www.site.com para que a partir daí se faça a pesquisa não, mas links para o local do site que fala explicitamente sobre o assunto, como por exemplo www.site.com/assunto/detalhe.html

Saudações

=== Blog: Livre e Social

Oi, Gilberto !

Neste caso você está pedindo o impossível...

Comparações entre tecnologias são sempre muito polemicas e você não irá encontrar um site diretamente sobre isso.

Quem conhece .NET sabe a diferença, tanto é que algumas pessoas comentaram o absurdo de se achar uma escrita de scripts comparável a ele (está aqui nos comentários, só dar uma olhada), mas você não vai achar um link direto com algum comparativa que seja realmente válido.

[]'s

Dennes

--------------------- CidadaoCarioca BufaloInfo

Olá Dennes.

Dennes disse:
Comparações entre tecnologias são sempre muito polemicas e você não irá encontrar um site diretamente sobre isso.

Então há algo errado ...

Quando eu afirmo algo, tenho que poder provar. Vejamos como foi feita a afirmação:

Ricardo Bicalho disse:
O .Net é mais robusto que o PHP ...

Extraído daqui

Como eu não posso mostrar isso ? Se ele é melhor (por exemplo) por ser mais rápido, então foi feito algum teste comparativo. Por algum meio se chegou a esta conclusão.

O que não é aceitável é afirmar "é por que é" sem provas!!!

Se eu seguir esta linha de conduta, poderei livremente afirmar coisas do tipo Windows é imprestável, ou então Linux não presta para nada. Isto sim é FUD. A liberdade de expressão em um ambiente como este tem que ser pautado pela autenticidade. Senão, a qualidade da informação veiculada pelo MB estará comprometida, e logo isto será um depósito de erros.

Abraços.

=== Blog: Livre e Social

Oi, Gilberto !

Quote:
Como eu não posso mostrar isso ? Se ele é melhor (por exemplo) por ser mais rápido, então foi feito algum teste comparativo. Por algum meio se chegou a esta conclusão.

Chegou-se a esta conclusão com bastante estudo da tecnologia em si, não com simples comparativos.

Assim como todo amante de Java que vem por alguma obrigação fazer curso comigo sai do treinamento totalmente apaixonado pelo .NET e disposto a esquecer Java, o que é impossível de acontecer com qualquer simples comparativo...

[]'s

Dennes

--------------------- CidadaoCarioca BufaloInfo

Olá Dennes.

Eu não concordo com sua visão, e ela não pode ser aceita em um TCC, ou defesa de tese. Fontes são obrigatórias. Mas vamos supor que eu as aceite:

Dennes disse:
Chegou-se a esta conclusão com bastante estudo da tecnologia em si, não com simples comparativos.

Onde eu mesmo posso ler este estudo ?

Saudações

=== Blog: Livre e Social

Oi, Gilberto !

Realizando treinamentos de pelo menos 80 horas de duração.

[]'s

Dennes

--------------------- CidadaoCarioca BufaloInfo

Olá Dennes.

Por favor, me desculpe pela insistência.

Você quer dizer que realizando um treinamento de .NET, eu vou verificar que este tem esta e aquela vantagem sobre o PHP ?

O objetivo do treinamento é demonstrar como usar a ferramenta ou é comparar as duas ferramentas ? O objetivo deste treinamento é ensinar a usar a ferramenta ou mostrar como ela é melhor que a outra ? E se houver pessoas (como eu) que não conhecem nenhuma das duas ferramentas ? Então um curso da outra ferramenta seguiria a mesma linha de proceder ?

Me custa a crer que não haja na internet nenhuma fonte imparcial, de um ou mais desenvolvedores, que não tenham feito este "benchamrk".

Mas pelo visto, não há mesmo esta fonte aberta a todos os que têm acesso à internet. De acordo com sua resposta, teremos que pagar um curso para atestar isso. Uma solução nada FREE (como em free beer), em se tratando de , apenas, saber de onde vem a fonte da informação afirmada pelo autor.

=== Blog: Livre e Social

Oi, Gilberto !

Quote:
O objetivo do treinamento é demonstrar como usar a ferramenta ou é comparar as duas ferramentas ?

Se você aprende a usar uma ferramenta, então sabe compara-la com outras.

Quote:
E se houver pessoas (como eu) que não conhecem nenhuma das duas ferramentas ?

Se deseja realmente a comparação, precisará estudar as duas.

Quote:
Me custa a crer que não haja na internet nenhuma fonte imparcial, de um ou mais desenvolvedores, que não tenham feito este "benchamrk".

Isso não é benchmark. Estamos falando de questões muito mais complexas.

Quote:
saber de onde vem a fonte da informação afirmada pelo autor.

A fonte vem do conhecimento. Um conhecimento que, se escrito, geraria um livro de 1000 páginas no mínimo e não um comentário em um fórum.

[]'s

Dennes

--------------------- CidadaoCarioca BufaloInfo

Olá Dennes.

Infelizmente, esta sequência está se alongando mais que o necessário. O que eu queria era apenas o link que serve de fundamento para uma afirmação feita.

Dennes disse:
Se você aprende a usar uma ferramenta, então sabe compara-la com outras.

Discordo, pois se conheço apenas uma, é tudo que sei. Ainda que sejam similares, a ferramenta que eu sei e outra com objetivo semelhante, não conheço a outra e não estaria técnicamente capacitado para formular comparações.

Dennes disse:
Se deseja realmente a comparação, precisará estudar as duas.

Como acima, nisto concordamos.

Dennes disse:
Isso não é benchmark. Estamos falando de questões muito mais complexas.

Falha minha, usei incorretamente o termo benchmark. Entretanto, não estamos falando de questões complexas, mas apenas que seja mostrado um link direto para um local na internet. Se este link não pode ser mostrado, sou levado a crer que a afirmação é infundada.

Dennes disse:
A fonte vem do conhecimento. Um conhecimento que, se escrito, geraria um livro de 1000 páginas no mínimo e não um comentário em um fórum.

A fonte a qual tenho me referido é apenas um link, que aponte para um site que contenha uma informação, resultado de uma pesquisa, ou algo semelhante, que sirva de fundamento para uma afirmação.

Vou tentar ser objetivo no que estou dizendo. Aqui se pode ler o seguinte:

Quote:
A inexistência de um padrão para referenciação e citação dos documentos armazenados na Internet era uma lacuna percebida em todo o mundo até que a ISO - International Standard Organization divulgou a norma ISO 690-2 - Information and documentation - Bibliographic references.

A norma mencionada pode ser lida aqui, e dela extraío 1 exemplo de citação de referências, como segue:

Quote:
CARROLL, Lewis. Alice's Adventures in Wonderland [online]. Texinfo ed. 2.1. [Dortmund, Germany]: WindSpiel, November 1994 [cited 10 February 1995]. Available from World Wide Web: .

Also available in PostScript and ASCII versions from Internet: .

Claro, isto não é necessário. Mas apenas o link direto para a fonte. É apenas pedir que a coisa seja feito de acordo com um mínimo de padronização.

Mas o valor da citação da referência pode ser compreendido lendo este texto, de onde extraio o seguinte:

Quote:
Uma referência tem, pelo menos, três finalidades:

Dar o devido crédito ao autor do texto original ao qual se faz referência. É uma questão de honestidade intelectual. Sobre esse assunto, consulte o texto Electronic style - why cite? em http://web.utk.edu/~hoemann/why.html

Possibilitar ao leitor a localização da fonte de onde foi extraída a informação. Ele pode querer ir até lá buscar mais detalhes sobre o tema.

Dotar o autor de uma "memória auxiliar". Mais tarde talvez ele queira voltar à fonte.

Além disso, a citação de uma fonte reconhecidamente confiável pode dar maior credibilidade ao que o autor escreve em razão da autoridade da fonte citada.

Aos estudantes que estejam lendo esta sequência, os quais estão construindo suas defesas, suas monografias, nada do que estou falando é novidade. E ainda assim, se for, espero ter colaborado em somar.

Aos que não estão nesta obrigatoriedade, peço que se habituem a esta prática, que serve de base para uma discussão saudável.

espero ter assim esclarecido oficialmente o motivo pelo qual tanto peço fontes e referências.

Saudações

=== Blog: Livre e Social

Gilberto,

Você está sendo radical.

Não existe um link mágico que faça com que você aprenda duas tecnologias muito complexas em um click.

O fato de tal link mágico não existir não dá a você o direito de menosprezar o conhecimento daqueles que tem anos de estudo nas tecnologias que você deseja conhecer através de um link mágico.

[]'s

Dennes

--------------------- CidadaoCarioca BufaloInfo

Olá Dennes.

Acho que houve um engano.

Não estou menosprezando o conhecimento de ninguém, ainda mais numa área em que me considero iniciante, que é o desenvolvimento. Mas nunca aceitei um fato sem que pudesse conferir pessoalmente as fontes deste conhecimento. Vale dizer que não pedi um link que ensinasse uma das duas tecnologias, ou ainda as duas. Apenas um link que afirmasse que .NET é mais robusto que o PHP.

O conhecimento se adquire pelo estudo. Quero eu mesmo ver o material de estudo. Do muito pouco que eu conheço, mesmo fazendo um curso de boa qualidade, material adicional é sempre utilizado. Hoje em dia, muito deste material está disponível na internet para leitura de quem o acessar.

Afirmar que A é melhor que B e não mostrar nada que possa ratificar isto é desconfortável. E nada mais pedi do que isto. Vale lembrar o que citei anteriormente aqui:

Gilberto Martins disse:
Uma referência tem, pelo menos, três finalidades:

Dar o devido crédito ao autor do texto original ao qual se faz referência. É uma questão de honestidade intelectual. Sobre esse assunto, consulte o texto Electronic style - why cite? em http://web.utk.edu/~hoemann/why.html

Possibilitar ao leitor a localização da fonte de onde foi extraída a informação. Ele pode querer ir até lá buscar mais detalhes sobre o tema.

Dotar o autor de uma "memória auxiliar". Mais tarde talvez ele queira voltar à fonte.

Além disso, a citação de uma fonte reconhecidamente confiável pode dar maior credibilidade ao que o autor escreve em razão da autoridade da fonte citada.

Mas, nada me foi oferecido neste aspecto. Assim sendo, não insistirei, uma vez que um impasse idêntico ao de dois peões do xadrez está caracterizado aqui.

Entretanto, reafirmo que não tive a intenção de, ao menos nesta troca de posts, ofender quem quer que seja, e se assim o fiz ou dei a entender, antecipadamente peço que me desculpem.

Saudações

=== Blog: Livre e Social

terça-feira, 4 de março de 2008

Interoperabilidade: Windows 2008

Por estes dias, bastante tem sido comentado do Windows 2008. Eventos em diversos locais, artigos, fotos na internet. Nosso professor de Sistemas Operacionais convidou um especialista da MS para dar sua parcela de contribuição na explicação de detalhes do mesmo, e confesso ter ficado surpreso em muitas novidades.

Tendo visto, com muita propriedade pelo Serginho da Quality, uma visão geral das características do novo SO, fui procurar por isto no site da MS. Depois de muito tempo procurando pelo que interessa, tendo que passar por muito confete, achei a página com mais detalhes objetivos. Dali destaco o seguinte, tentando comparar com a base que conheço (Linux):

  • O RemoteApp para Serviços de Terminal integra completamente as aplicações executadas em um servidor de terminal com as estações de trabalho dos usuários, de modo que as aplicações se comportam como se elas estivessem sendo executadas em um computador local do usuário
    • é impressionante o que podemos ver aqui. Uma evolução do Terminal Server, a ponto de poder criar um atalho na minha máquina que vai se conectar ao servidor remoto, executar uma aplicação XYZ lá, e ver a tela gerada pela aplicação em meu próprio terminal, como se estivesse em execução local. Sempre pudemos fazer isso no falecido XFree86, mas era necessário partir para a linha de comando. Aqui um exemplo relativamente recente de como fazer isso no Linux (13/01/2002). Note que, para um administrador sem muito conhecimento de rede e protocolos (o que não é muito raro), a tarefa é complicada.
  • Network Access Protection (NAP) – Proteção Contra o Acesso à Rede: Uma nova estrutura que permite que um administrador de TI defina os requisitos de “saúde” da rede e para restringir os computadores que não estão de acordo com esses requisitos de se comunicarem com a rede. A NAP aplica as diretivas definidas pelo administrador que descrevem os requisitos de “saúde” para uma determinada organização.
    • Ideal para uma rede organizada, soma para a homogeneização dos vários terminais de rede. Ao entrar na rede, os novos terminais são "analisados" e qualificados. Ainda não sei se esta análise é feita todas as vezes que o terminal entrar na rede e quanta informação trafega entre o servidor NAP e esta estação para que esta avaliação seja feita.
  • Núcleo do Servidor: Desde a versão Beta 2 do Windows Server 2008, os administradores podem optar por instalar o Windows Server somente com os serviços requeridos para desempenhar as funções DHCP, DNS, de servidor de arquivo ou de controlador de domínio. Esta nova opção de instalação não irá instalar as aplicações e os serviços que não sejam essenciais e irá fornecer a funcionalidade base do servidor sem qualquer despesa extra. Ao mesmo tempo em que a opção de instalação do Núcleo do Servidor é um modo totalmente funcional do sistema operacional que suporta uma das funções designadas, ela não inclui a interface gráfica do usuário de servidor. Como as instalações do Núcleo do Servidor incluem somente o que é requerido para as funções designadas, uma instalação do Núcleo do Servidor tipicamente irá requer menos manutenção e atualizações, posto que há menos componentes para gerenciar. Em outras palavras, uma vez que haja menos programas e componentes instalados e sendo executados no servidor, há menos vetores de ataque expostos à rede, resultando em uma superfície de ataque reduzida. Se uma falha ou vulnerabilidade de segurança for descoberta em um componente que não está instalado, não será requerido um patch.
    • Uma versão enxuta do Windows, mas com uma quantidade muito restrita de funcionalidades, ainda que muito importantes. Desde o princípio da interface gráfica em sistemas operacionais Unix e Unix-Like, os servidores preferencialmente não usam interface gráfica. Parte-se do princípio de que se não é necessário, não deve estar instalado. Diferente das versões anteriores do Windows, desnecessariamente pesadas, esta se destaca por seguir o que os Unixes trazem em si desde o princípio de sua história de servidores (ou seja, a mais de 20 anos): a agilidade
  • Windows PowerShell: Um novo shell de linha de comando com mais de 130 ferramentas e uma linguagem de script integrada. Ele permite que os administradores controlem mais facilmente e automatizem com mais segurança as tarefas rotineiras de administração de sistema, especialmente entre múltiplos servidores.
    • Nisto, a MS surpreendeu a muitos. Conheci algumas pessoas que achavam o Linux péssimo por conta da "tela preta". Entretanto, em muitas operações, o mais prático é partir para a "mão". Mas estes que atiravam pedras na CLI (Command Line Interface) o que dirão agora ?
  • Gerenciador do Servidor: Este é um novo recurso que está incluído no Windows Server 2008. Ele é um "one-stop-shop", ou seja, uma parada obrigatória projetada para orientar os administradores de TI no processo completo de instalação, configuração e gerenciamento de funções de servidor e de recursos que são parte do Windows Server 2008. O Gerenciador de Servidor substitui e consolida vários recursos do Microsoft Windows Server 2003, tais como Gerencie seu Servidor, Configure seu Servidor e Adicionar/Remover Componentes do Windows.
    • Excelente ferramenta que agrega as configurações dos serviços comuns do SO. Simplifica a configuração de qualquer serviço, usando uma interface comum. Semelhante ao projeto Webmin, mas não sei se pode ser extendido pela adição de módulos
  • Windows Deployment Services (WDS) – Serviços de Implantação do Windows: Uma versão do Windows Server 2008 atualizada e reprojetada do Remote Installation Services (RIS), o WDS auxilia com a rápida adoção e implantação de sistemas operacionais Windows baseados em rede. O WDS permite a instalação baseada em rede do Windows Vista e Windows Server 2008 para computadores "bare metal" (sem sistema operacional instalado) e até mesmo suporta ambientes mistos, incluindo Microsoft Windows XP e Microsoft Windows Server 2003. Assim, os Serviços de Implantação do Windows fornecem uma solução completa para implantação dos sistemas operacionais Windows em computadores clientes e servidores, reduzem o custo de propriedade (TCO) e a complexidade das implantações do Windows Server 2008 e Windows Vista.
    • Agiliza a instalação do Windows em uma grande quantidade de máquinas, pela rede. Termina com os problemas ocasionais causados por softwares como Ghost, em instalações seqüenciais, e não se limita ao SO, mas depois deste, prossegue instalando outros softwares. Semelhante à instalação em rede via NFS do Linux, mas feito todo a partir do servidor. Se há esta possibilidade, alguém comente, pois não sei como fazer isto no Linux.
  • Os computadores clientes podem monitorar eventos específicos e encaminhá-los ao Windows Server 2008 para gerenciamento centralizado e relatórios.
    • Este é um muito bem vindo recurso, que para o Linux está disponível através de softwares como o gkrellm e seus muitos módulos, permitindo acompanhamento de consumo de disco, temperatura, CPU, etc
  • Os clientes podem reproduzir trabalhos de impressão localmente antes de enviá-los aos servidores de impressão para reduzir a carga sobre o servidor e aumentar sua disponibilidade.
    • Não sei o quanto isto é interessante, pois uma das justificativas de um servidor de impressão é tirar a carga do cliente, e para isto (também) o servidor de impressão tem uma fila. Agora, o peso recai sobre os clientes. Mas posso também ter compreendido incorretamente. Profissionais Windows com a palavra.
  • O novo protocolo Server Message Block 2.0 fornece várias melhorias em comunicação, incluindo maior desempenho ao se conectar com o compartilhamento de arquivos por meio de links de alta latência e melhor segurança através do uso de autenticação mútua e da assinatura de mensagem.
    • Imagino eu que esta modificação não vá alterar em nada o que foi definido no acordo entre MS e a Protocol Freedom Information Foundation. Assim, o stress entre usuários samba não deve ocorrer por conta desta melhoria.
Os textos acima foram tirados do referido site da MS, com os meus comentários. Mas nem tudo é claro. O Dennes anuncia que a Microsoft está investindo no treinamento de profissionais para a migração de PHP para .NET, enquanto Sam Ramji anuncia que o IIS 7 suporta o PHP e que o PHP foi certificado para o Windows 2008 (We set a goal of having PHP certified on Windows Server 2008, and we’ve achieved that).

Isto é contraditório, pelo menos a princípio. Mesmo assim, esperamos que a interoperabilidade anunciada por Ramji traga melhores perspectivas futuras.

Notícias Linux

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