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quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Software Livre continua crescendo

A uns dias atrás, eu li com uma certa preocupação um artigo que falava do ritmo lento do Software Livre no governo. Afinal, desde o princípio esta iniciativa causou um grande alvoroço no meio técnico, dividindo opiniões. Se falava da remoção de todo Software Proprietário, ou que os SL não dariam conta do recado. Muita especulação ocorreu, e o que vimos foram iniciativas desorganizadas, sem uma centralização, aparentemente um caos instalado. Isto serviu de alimento para os críticos do SL, os quais em momento algum lembraram da possibilidade de isto ser alguma vantagem para a nação. Pelo menos no lado da economia, considerando que o custo do licenciamento cairia quase a zero, mesmo incluindo na lista o treinamento. Mas sempre disseram que isto não é verdade.

O tempo passou, e vimos iniciativas como a do Metrô de SP, a CEF, o BB e sua colaboração com o ODF, além da economia obtida, e a OTUN, e muitas outras. Interessantemente, os defensores do uso irrestrito do Software Proprietário não lembram isto, ignoram, ou algo semelhante. Estão sempre citando o prejuízo com TCO (em inglês aqui), mas nunca sequer consideram os cada vez mais freqüentes casos de sucesso. Isto sim é "get the facts". Aproveitando a oportunidade, esta propaganda "get the facts" rendeu à Microsoft um puxão de orelha no Reino Unido, algo do tipo propaganda enganosa.

Mesmo assim, com isso tudo, venho ler com satisfação que o Software Livre continua com seu progresso: as urnas eletrônicas serão em Linux. De acordo com o texto, "o objetivo, segundo o tribunal, é dar mais transparência e confiabilidade ao processo eleitoral". Imagino o que possa ter acontecido para culminar nesta iniciativa. Além disso, algo muito interessante é a redução temporária do valor de compra do MSOffice, e de acordo com o artigo, a motivação é que "pressionada pelo avanço de pacotes gratuitos de produtividade, Microsoft baixa preço de versão doméstica.".

Desde o princípio, os defensores do Software Proprietário espernearam, reclamaram, inventaram, mas o que vemos é que, corporativamente, o Linux começa a sair apenas dos servidores, e tem mostrado que é funcional em outras áreas. Hoje, qualquer gerente da área sabe que não pode levantar bandeiras, mas tem que aproveitar o melhor de cada plataforma, integrando um ambiente interoperável, buscando equilíbrio técnico, funcional e financeiro. Este é o verdadeiro fact.

Antes de reclamarem em vão, considerem que busquei diversas fontes de notícias, e não apenas as defensoras do Software Livre. Infelizmente, não achei links da empresa MS mostrando algo imparcial.

Um comentário:

Raphael disse...

Acho que o governo brasileiro, poderia começar a investir nos Softwares Livres, em algumas empresas estatais de pequeno porte ou associando a algum programa social, educacional, de inclusão digital tomando como experiência, para uma forma futurista de desenvolvimento na informação, educando, incentivando e habilitando a sociedade a não ser tão dependente das poderosas multinacionais; isso ajudaria não somente no que se diz respeito a informática, mas teria uma considerável e notória contribuição para o processo de uma população organizada.

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