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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Funciona melhor no IE ???

Se você precisar acessar esta (ou outras, não testei) páginas no site do ministério do trabalho e do emprego, é melhor você ter um Internet Explorer como browser, o que quer dizer que você deve ter pago pelo seu Windows (IE só funciona no Windows ...). Caso contrário, o sistema pode não funcionar corretamente.

Imagino que você deva estar desempregado ou procurando emprego, para consultar alguma coisa no site do MTE. Se for este o caso (ou seja, você não é uma empresa), deve ter um salário que te permita comprar um Windows e Office (ocasionalmente um Corel e/ou um Photoshop). Caso não seja, você está usando software pirata.

Enfim, ou o governo paga os custos do software proprietário para que seu site (pelo menos esta página) seja LEGALMENTE acessado, ou vou entender que há um aceitação implícita do software pirata, o que é ilegal.

Acho que estamos em um impasse legal aqui ...


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Usuários de IE pensam mais devagar que os outros ?

Um levantamento observou que usuários de IE são menos ágeis no pensamento que os usuários de outros navegadores.

Só falta dizer que é implicância. Vale a pena dar uma lida no artigo original que eu copio aqui na íntegra:

O estudo “Quociente de Inteligência (QI) e Uso de Navegadores”, desenvolvido pela companhia canadense AptiQuant, indica que usuários do Internet Explorer possuem capacidade de raciocínio menor do que aqueles que usam softwares concorrentes. O teste teve como base 101326 pessoas com idade acima de 16 anos, que foram divididas conforme o programa que utilizavam.
Os resultados apontaram que usuários do Internet Explorer 6 possuem QI médio perto de 80 pontos, enquanto aqueles que preferem o Firefox e o Google Chrome obtiveram média de 100 pontos nos testes realizados. Já aqueles que optam pelo Opera e o Camino possuem a pontuação mais alta, com média de 120 pontos.
Outra conclusão da pesquisa é o fato de que quem usava o IE6 em 2006 possuía um QI mais alto do que os usuários atuais do programa. Além disso, a pontuação obtida aumenta conforme a versão do navegador da Microsoft é atualizada.
Público pouco afeito a mudanças
A partir das informações obtidas, os pesquisadores concluíram que pessoas com menor quantidade de QI tendem a resistir mais a mudanças de versões nos navegadores. Aqueles que possuem pontuações maiores tem uma tendência maior a experimentar novos softwares, além de estarem mais atentos a conselhos de segurança e melhorias disponíveis.
O estudo conclui que tais dados são importantes para desenvolver novas maneiras de convencer pessoas a abandonarem de vez programas que representam grande risco devido às falhas de segurança que possuem. Algo que deve atingir principalmente quem usa o Internet Explorer 6, programa que a própria Microsoft concorda que deve ser erradicado.
Caso a pesquisa seja válida para outros softwares, pode explicar porque ainda há quem resista em atualizar o sistema operacional, mesmo quando novas versões se mostram mais eficientes e seguras. O estudo completo (em inglês) pode ser baixado no formato PDF através deste link.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Prática incessante de FUD

FUD quer dizer Fear, Uncertainty and Doubt. Como o texto na Wikipedia afirma, "é uma prática de marketing que consiste em desacreditar o concorrente espalhando desinformação sobre o produto rival".

Alguns anos atrás, isso era muito frequente em relação ao Linux, talvez por alguns perceberem que a idéia do software livre estava crescendo rapidamente. Assim, apontar falhas, criar descrédito, e outras artimanhas poderiam ser úteis em tentar brecar este avanço.

Com o tempo o Linux foi se firmando, especialmente entre servidores, apesar de tudo de ruim que se dizia sobre o mesmo. E assim, ou a prática do FUD foi sendo menos frequente, ou mais ineficaz.

Depois de muito tempo, eis que um amigo me indica a leitura deste link, que a princípio me pareceu um ressurgir do FUD. Fiquei indignado com a tradução do texto, achando que o autor Robert Strohmeyer pegou pesado na difamação.

Interessantemente, nada achei sobre o link de origem do texto, ou outro link qualquer que apontasse para um site contendo evidências, números, pesquisas, ou qualquer outra informação que sustentasse o que estivesse escrito, como qualquer texto na internet que seja minimamente bem elaborado apresenta. Assim, me dei a pesquisar por este texto na internet, e finalmente achei o texto original.

A triste surpresa foi constatar que o texto original, logo em seu primeiro capítulo, apresentava pesadas diferenças para a versão em português. Vejamos este primeiro capítulo:
Despite phenomenal security and stability--and amazing strides in usability, performance, and compatibility--Linux simply isn’t catching on with desktop users. And if there ever was a chance for desktop Linux to succeed, that ship has long since sunk.
Agora o primeiro capítulo de sua versão em português:
Estamos aqui reunidos para dar adeus às intenções do Linux de se tornar um sistema operacional para desktops competitivo.
Impressionante diferença, mesmo se considerarmos que o versionista tenha dividido o primeiro capítulo original em dois. Assim, segue o segundo parágrafo da versão:
Ele deixa para trás segurança, estabilidade e grandes avanços de usabilidade, de performance e de compatibilidade. Deixará, também, saudades e uma legião de fãs que, simplesmente, não vê mais porque usar o sistema, filho de Linus Torvald e do Minix, do Unix e de outros queridos membros da família *x.
O texto original se vale da metáfora de um navio afundado, o que remete a um acidente, enquanto o versionista supõe um enterro (o que vai confirmar em parágrafos posteriores), o que é associado como algo que não tem volta.

Enquanto o autor original usa o termo despite (apesar de) para abrir uma frase elogiosa, onde se ressalta umas tantas virtudes do Linux, antes de mais nada, ou seja, valorizando o SO, o versionista menciona de modo resumido estas características apenas depois de um velório metafórico (estamos aqui reunidos para dar adeus ...). Esta alteração na ordem favorece a indução do leitor a priorizar a "morte" ao longo de sua leitura.

Alguns elementos são incluídos pelo versionista, como a "legião de fãs". Mais adiante, o autor menciona "while arguably surpassing Windows and Mac OS in both security and stability", elevando o valor do Linux diante do Windows e do MacOS, enquanto o versionista diz "O Ubuntu 10.10 também ultrapassou aos primos Mac OS e Windows nos quesitos de segurança", expressando a superação com muito menos ênfase.

Para encerrar estas sutilezas de escrita, chamo atenção para o seguinte parágrafo do autor:
I should emphasize that I'm not by any means talking about the demise (falecimento) of Linux itself. New projections from the Linux Foundation credibly show that demand for Linux on servers will outstrip demand for all other options over the next few years.
Interessantemente, o autor aqui se desvia da imagem fúnebre. E não encontrei correspondente para a primeira frase do autor, no parágrafo acima, no texto do versionista, publicado na IDGNow.

Outra coisa que pude notar foi a riqueza de links sobre os quais o autor apóia seu texto. Impresionantemente, estes mesmo links (ou outros, ja que o texto versionado está bem distante do original) sequer constam no texto em português. Assim, fica ainda mais parecido com os famosos "achismos", o que desmerece ainda mais este texto.

Conclusão
Infelizmente, uma mudança como esta acaba trazendo impactos tremendamente negativos ao Linux. Eu firmemente nem acredito que Linux seja um competidor para Windows ou MacOS (em português sugeridos como primos). Há espaço para todos, o que faz com que este esforço em desmerecer o Linux mostre como a concorrência (se é que haja alguma) está preocupada com o que estão vendo.

Creio mesmo que o MacOS e o Windows precisam existir. Apenas que sejam adquiridos legalmente, e não em cópias de "dérrrreau", obtidas em esquinas. Se você quiser uma cópia do Linux para testar em sua máquina, eu te dou uma que é 100% utilizável, e sequer altera teu HD, garantindo a integridade de teus dados. Se você não gostar, paciência. Afinal de contas, eu também não gosto de usar Windows e nem por isso deixamos de ser amigos. Mas também não vou falar mal dele, como a IDGNow permitiu que fosse falado aqui. Bom, com os amigos talvez só um pouquinho ...

Tenho alunos que me perguntam se esta ou aquela revista é viável, ou tem bom conteúdo. Eu pessoalmente tenho uma lista de revistas que eu não recomendaria a ninguém, e a IDGNow, com esta demonstração de expertise em crição de FUDs, está querendo fortemente ser uma candidata a ocupar lugar de destaque nesta minha lista.

domingo, 7 de março de 2010

Usuários simples lidando com atualizações

Já foi tempo em que se costumava dizer que Linux não foi feito para usuários simples, pois tem que lidar com complicados processos de instalação, uma quantidade enorme de atualizações, complicadas e outras coisas.

Assim, seguindo esta lógica, Windows seria muito mais fácil de usar, sendo mais indicado para os usuários finais. Entretanto, não é bem isto que tem sido visto ultimamente.

O site FudZilla mostra um artigo sobre as incessantes atualizações que um usuário Windows tem que fazer: em média uma atualização a cada 5 dias. A ComputerWorld tambem tem um artigo sobre o mesmo assunto. Estas atualizações de segurança não dizem respeito unicamente ao Windows, mas são atualizações dos softwares utilizados.

Thomas Kristensen do Secunia conclui ser muito difícil esperar que os usuários tenham tanto tempo disponível para estas atualizações, fora o fato de que são processos de atualização de diferentes fornecedores de software.

Esta conclusão foi obtida a partir do software PSI da própria Secunia. Este software relaciona qual dos softwares instalados precisam ser atualizados. É importante ressaltar que o PSI apenas examina e reporta falhas, mas não as corrige.

Sendo gratuito, o PSI pode ser baixado daqui.

Dos usuários do PSI, metade tiveram 66 ou mais programas de 22 ou mais empresas diferentes e suas máquinas. Em 2009, concluiu-se que um usuário comum teve que lidar com quase 300 vulnerabilidades, e considerando a quantidade de fornecedores de software representados em suas máquinas, foi preciso lidar com 75 correções de software ao longo do ano.

Para complicar, algumas correções causam erros. Em janeiro de 2010, uma atualização do Windows 7 causou diversos outro pequenos problemas, e como congelamentos esporádicos de telas, e até mesmo congelamento durante a inicialização do SO.

De forma irônica, em 25/02/2010 o site The Inquirer comenta que o Windows 7 já recebeu mais bandagens que uma múmia egípcia, num artigo assinado por Spencer Dalziel.

De forma comparativa, o sistema operacional Linux, em suas mais conhecidas versões (Fedora, Ubuntu, etc) conseguiu simplificar tremendamente o processo de atualização de software, se forem considerados os softwares que são instalados através de seus repositórios próprios.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Viagem por R$ 1,00": Mais um ataque ao Windows

Desta vez, creio que o estrago vai ser grande.

Como se pode observar, eu estava passeando em diversos sites na net, e vendo meu email, recebi uma notícia que me chamou muito minha atenção: Passagens a R$ 1,00 de volta pela Gol.
Não pensei duas vezes, e abri o link que aparentava apontar para "http://www.voefacil.com.br/Gol/Promoção" mas que na realidade apontava para "http://www.voefacil.tv/Gol/Promo/Form.php". Pelo tipo do arquivo, não me preocupei, pois no Linux este tipo de arquivo não é executável.







Detalhes
O que começou a chamar a atenção foi o link www.voefacil.tv, além de o link conter um nome com acentos, e a GOL ainda não está usando nomes de internet neste formato.
Outro detalhe é que ao abrir, automaticamente o download se inicia, e aqui no meu Ubuntu Linux é demonstrado que se trata de um arquivo executável DOS/Windows, o que acaba com todas as dúvidas. Se é um formulário, não precisa ser baixado.






Instalando

Não satisfeito, o amigo Carlos aceitou a instalação do download em um Windows instalado em um VirtualBox (maravilha!), e teve esta telinha como resultado. Vejam que ele fica com o nome de "Fomulário", com um simpático ícone de uma canetinha sobre uma folha em branco.
Dar um clique duplo nada faz, ao menos aparentemente. Provavelmente, o estrago já está feito. Tentamos remover o ícone de modo normal, mas sem sucesso.
Visualizando os processos em execução, achamos o formulario.exe na relação. Tentamos também o remover, mas sem sucesso. Em uma segunda tentativa, foi possível remover o processo, e aí sim, apagar o ícone do Desktop. Pessoalmente, não posso afirmar que o perigo se foi. Pelo menos para os usuários de Windows.








Conclusão
Foi muito inteligente a escolha da isca ideal, que é promoção, vantagens financeiras e afins. O brasileiro ainda sofre do mal de Gérson, ainda pensa que "de graça, até injeção na testa". E o prejuízo se alastra. De graça.

domingo, 10 de maio de 2009

"Zeus crimeware kit": mais um ataque ao Windows

Em 7 de maio de 2009, Brian Krebs escreveu no Washington Post um texto ao mesmo tempo surpreendente e já conhecido. Já conhecido, por todos sabermos que sem um antivírus instalado, é muito perigoso usar o Windows. De todos os sistemas operacionais atualmente em uso, é de longe o mais frágil a este tipo de problema, independente de quanto esforço o fabricante dedique para mudar esta realidade. Surpreendente, devido as circunstâncias em que este malware foi difundido.

O problema
Este "Zeus" está sendo vendido em um "kit", pelo valor de US$ 700,00 em listas de discussão "especializadas" em crime, e tem o objetivo de colher dados dos usuários atingidos. Uma característica impressionante deste "Zeus" e poder ser diferente a cada instalação, dificultando tremendamente que seja identificado e solucionado pelos anti-vírus. Isto foi descoberto por Roman Hüssy, um suíço de 21 anos, que é um expert em tecnologia da informação.

Não apenas isto, mas "Zeus" tem uma função chamada kos (kill operating system). O manual de "Zeus" (impressionante, vem até com manual) diz que o kos incapacita o sistema Operacional, danificando o registro do Windows. Se o usuário tiver privilégios suficientes, o resultado será a BSOD. Reiniciar este sistema não seria mais possível.

O Prejuízo
Roman Hüssy afirmou que mais de 100.000 sistemas que participavam de uma botnet (é claro, sem o conhecimento de seus proprietários) forma derrubados, a partir do kos. Obteve esta informação acompanhando os servidores atingidos pelo Zeus. O link está na própria página do Washington Post. Dei uma olhada na lista, e achei somente um site brasileiro.

Isto destruiu a botnet, e Roman não tem idéia do que motivou a destruição em massa destes Sistemas Operacionais.

Para um usuário doméstico, normalmente isso não representaria muito problema, pois ele apenas teria que reinstalar o seu Windows, ou outro sistema operacional que esteja menos sujeito a este tipo de problema. Para os que trabalham em seus computadores, tanto Profissionais Liberais como empresas, isto pode causar um terrível prejuízo. Como o objetivo deste Zeus é colher informação, não há como medir a extensão do prejuízo causado.

Comentários
Achei alguns comentários no próprio Washington Post muito interessantes. E para não dizer que estou sendo parcial, ou qualquer outra coisa, vou deixar uma cópia dos originais aqui:
So -- uhhh -- could I bother anyone to explain to me again - just why is it that we still us MICROSOFT products? Oh - never mind. I remember the answer now. You have to be a genius geek to use anything else. I'll try to remember that, and stop harassing those who have to cope with not being genius.

I've seen so many cases of end users neglecting to use a logon password for the purpose of convenience, or not installing any form of software security program simply because they were unaware that the Internet is a dangerous place.

Have to agree with runaway1956 ; why use a demonstrably unsafe OS, web browser, office suite, etc, when products of better quality are available, many for free ? Indolence has its charms, but sometimes it is carried all too far....
Nem preciso dizer qualquer coisa ...

domingo, 26 de abril de 2009

Mais problemas de segurança do Windows 7

Apesar de todo o anunciado aumento dos níveis de segurança, um probleminha apontado ainda em 2007 continua causando problemas no Windows 7. Em Abril de 2007, Bruce Schneier resume o problema com o seguinte parágrafo:
Experts say that the fundamental problem that this highlights is that every stage in Vista's booting process works on blind faith that everything prior to it ran cleanly. The boot kit is therefore able to copy itself into the memory image even before Vista has booted and capture interrupt 13, which operating systems use for read access to sectors of hard drives, among other things.
Interessantemente, dois anos depois, o sucessor do Windows Vista, o Windows 7, permanece com os mesmos problemas. Em um evento chamado HITB (Hack In The Box) os pesquisadores Vipin Kumar e Nitin Kumar mostraram aqui como tomar controle de uma máquina virtual Windows 7 enquanto ela ainda está no processo de boot.
It's a design problem," Vipin Kumar said, explaining the software exploits the Windows 7 assumption that the boot process is safe from attack. While VBootkit 2.0 shows how an attacker can take control of a Windows 7 computer, it's not necessarily a serious threat. For the attack to work, an attacker must have physical access to the victim's computer. The attack can not be done remotely.

Não fosse isto completamente péssimo, Nitim afirma que não há o que se possa fazer, pois este é um erro de projeto, onde se assume que durante o processo de boot o SO está seguro contra ataques.

"There's no fix for this. It cannot be fixed. It's a design problem," Vipin Kumar said (..)
O VBootKit 2.0 tem apenas 3 Kb de tamanho.

domingo, 19 de abril de 2009

MSN acessa secretamente à Microsoft

Recentemente atendi o chamado de uma pessoa amiga, para lhe ajudar com problemas em seu computador. Um equipamento razoável, Windows XP e o anti-vírus da ESET.

O MSN 2009 havia sido instalado, mas não conectava. Dei uma olhada no firewall do ESET, e ativei o mesmo para bloquear entrada e saída de qualquer pacote. Assim eu estaria podendo acompanhar as tentativas de acesso do MSN. Infelizmente não funcionou. Pensei em outras soluções, e deixei o Firewall ativado. Uma procura rápida me levou a esta página, onde pude encontrar diversas versões antigas do MSN.

Baixei a 8.5, e iniciei a remoção da versão (aparentemente) defeituosa. Para minha surpresa, o firewall barrou mais de 3 tentativas de acesso ao site do fornecedor do Software. Eu simplesmente não consegui compreender isto. Por que motivo, até para desinstalar, o software tenta fechar uma conexão com o fornecedor ? A primeira lembrança que me veio foi o exemplo do VLC, que afirma não enviar ou coletar qualquer informação, mesmo anônimamente, do sistema operacional, ou de qualquer outro software. No caso do MSN, nenhum aviso foi dado que ia ser feito algum contato com o fabricante, envio de alguma informação, etc. Absolutamente nada. Isto é revoltante.


Tendo tido esta desagradável surpresa, meneei a cabeça, respirei fundo, e prossegui. Instalei a versão anterior, e quando a fui executuar, um pop-up me avisa que tem uma versão mais nova disponível. Como eu não a queria, neguei. Neguei, e não tive mais acesso. Ou seja, você é a usar a versão mais nova, que neste caso em especial, não funcionava.

Mais uma vez fiquei tremendamente irritado. O computador pertence ao seu dono, ou seja, a quem desembolsou dinheiro para o comprar, e o fornecedor do software se acha no direito de impôr suas decisões sobre qual versão do software o usuário tem que usar.

Me irritei, procurei informações de como fazer esta versão Beta do MSN funcionar, e achei algumas modificações que deveriam ser feitas no registro. Dá até pra aceitar, pois esta é uma versão de teste. Mas minha aceitação para por aí.

Alguém sabe por que tem que ser assim com o MSN (ou talvez outros softwares) ?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Gmail considera Internet Explorer lento

Eu estava organizando meus perfis de Orkut (antigo e novo) e do LinkedIn, e precisei acessar minha conta no Gmail.Aí eu percebi um link bem sugestivo, no canto superior direito da minha tela. Na imagem eu marquei de amarelo, e está escrito GET FASTER GMAIL.

Infelizmente aqui no Nordeste ainda há muito o que fazer em termos de Banda Larga com qualidade. O serviço ADSL oferecido pela antiga Telemar, agora chamada de Oi, é ridículo se comparado com outras regiões. Até onde conheço, não há restrições técnicas que justifiquem este absurdo. Parece mais uma "má-vontade" da empresa, pois já que não há concorrência significativa, a empresa pode continuar praticando os preços que quiser. Em resumo, ainda acesso a internet por acesso discado. Terrível, mas é a pura realidade.

Mas, como eu disse, eu estava no Gmail, e observei o tal link no alto da tela que me chamou a atenção, como se pode ver na imagem ao lado. Sem pensar duas vezes, eu cliquei nele e recebi uma tela que explicou basicamente o seguinte: Para poder acessar o GMAIL quase duas vezes mais rápido, use Firefox ou Google Chrome. No caso do Internet Explorer, ainda estão esperando a versão 8 deixar de ser BETA, para ver se fica mais rápido (ou menos lerdo), como pode ser visto na própria página do gmail.

Em resumo, indiretamente isto confirma o que muitos sabem e alguns não querem aceitar: O Internet Explorer é muito lento.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Este é um filme contendo uma sequência das propagandas MAC x PC:

sábado, 19 de abril de 2008

Tannembaum x (Linux + Windows)

Em Lisboa, Andrew Tanembaum participou da XV Semana Informática, que aconteceu em março de 2008. Durante este período, Tanenbaum falou à Semana Informática brevemente, de onde destaco trechos interessantes:
  • Contra o Windows:
    "A minha grande esperança é que, num destes dias, haja um enorme desastre com computadores que envolva o Windows e que faça realmente estragos"
  • Linux é obsoleto
    "O Linux é obsoleto e digo-o com uma convicção cada vez maior."
Atualmente, Andrew S. Tanenbaum é Professor de Ciências da Computação na Vrije Universiteit em Amsterdan, Holanda. O sistema operacional de sua criação recentemente foi lançado em versão 3, destacando que agora está menos voltado para o aprendizado. Em seu site vemos que:
This new OS is extremely small, with the part that runs in kernel mode under 4000 lines of executable code. The parts that run in user mode are divided into small modules, well insulated from one another.

sábado, 29 de março de 2008

MS perde a credibilidade em grandes empresas

O Corebrand faz anualmente uma pesquisa (pdf) onde são qualificadas as melhores marcas de acordo com a opinião de agentes decisórios de mercado, em diversas empresas. A MS estava em 1º lugar em 1996 cai, e consegue manter apenas o 59º lugar, no ano passado. [1]

Para entender melhor este relatório, vamos considerar que os questionados são as pessoas que são formadores de decisão nas empresas entrevistadas. A pesquisa alcançou 12000 deles. Em 1996, a MS era a marca nº 1 nesta pesquisa. Sua queda foi exagerada, e realmente deve despertar preocupação, tanto do lado dos membros da MS como do lado dos usuários.

A pesquisa se baseia em 4 critérios:

1. A familiaridade com a marca. Se a marca gozar de um certo nível de reconhecimento, então serão consideradas:
2. Reputação
3. Percepção de gerenciamento
4. Potencial de investimento

De acordo com o que se lê na ITWorld, e na aparente tradução (ou interpretação) feita na ComputerWorld, um dos motivos desta perda de rumo foi exatamente a multiforme ação da empresa em ramos variados e distintos. Meu pai sempre me lembra que "o músico dos sete instrumentos não toca nenhum que preste".

Para os usuários MS, resta observar que os maiores, que quase sempre fazem (ou determinam) tendências, estão vendo a MS e seus produtos com menor consideração que no passado. Há de ser considerado a péssima aceitação do Vista. No artigo, também é citado a excelente campanha publicitária da Apple (precisa de quicktime instalado, claro), nos EUA.

Eles ainda acham que nós, pobres tupiniquins não sabemos nem para o que serve a maçã branca. Infelizmente, não fomos nós que demos a dentada da maçã.

Notas:
[1] - Corrigido segundo sugestão do Cláudio Henrique. Obrigado.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Parece perseguição ...

É interessante observar que vez por outra surgem uns engraçadinhos, com piadas e trocadilhos, de gosto questionável ou não.

Desta vez, os japoneses excederam. Nos mercados de Akihabara, lançaram o Windows Vista Ultimate SP1 Toilet edition. Isto mesmo, TOILET EDITION. Um papel higiênico, com o logotipo do Windows. Este produto tem 3 camadas de papel, para proporcionar uma "sensação agradável", além de uma extensa lista de ... vantagens. Infelizmente, não se achou ainda quem consiga traduzir a lista que aparece no site.

Com certeza, muitas piadinhas vão evoluir disto. Mas isto, deixo a cargo dos humoristas de plantão.

terça-feira, 4 de março de 2008

Interoperabilidade: Windows 2008

Por estes dias, bastante tem sido comentado do Windows 2008. Eventos em diversos locais, artigos, fotos na internet. Nosso professor de Sistemas Operacionais convidou um especialista da MS para dar sua parcela de contribuição na explicação de detalhes do mesmo, e confesso ter ficado surpreso em muitas novidades.

Tendo visto, com muita propriedade pelo Serginho da Quality, uma visão geral das características do novo SO, fui procurar por isto no site da MS. Depois de muito tempo procurando pelo que interessa, tendo que passar por muito confete, achei a página com mais detalhes objetivos. Dali destaco o seguinte, tentando comparar com a base que conheço (Linux):

  • O RemoteApp para Serviços de Terminal integra completamente as aplicações executadas em um servidor de terminal com as estações de trabalho dos usuários, de modo que as aplicações se comportam como se elas estivessem sendo executadas em um computador local do usuário
    • é impressionante o que podemos ver aqui. Uma evolução do Terminal Server, a ponto de poder criar um atalho na minha máquina que vai se conectar ao servidor remoto, executar uma aplicação XYZ lá, e ver a tela gerada pela aplicação em meu próprio terminal, como se estivesse em execução local. Sempre pudemos fazer isso no falecido XFree86, mas era necessário partir para a linha de comando. Aqui um exemplo relativamente recente de como fazer isso no Linux (13/01/2002). Note que, para um administrador sem muito conhecimento de rede e protocolos (o que não é muito raro), a tarefa é complicada.
  • Network Access Protection (NAP) – Proteção Contra o Acesso à Rede: Uma nova estrutura que permite que um administrador de TI defina os requisitos de “saúde” da rede e para restringir os computadores que não estão de acordo com esses requisitos de se comunicarem com a rede. A NAP aplica as diretivas definidas pelo administrador que descrevem os requisitos de “saúde” para uma determinada organização.
    • Ideal para uma rede organizada, soma para a homogeneização dos vários terminais de rede. Ao entrar na rede, os novos terminais são "analisados" e qualificados. Ainda não sei se esta análise é feita todas as vezes que o terminal entrar na rede e quanta informação trafega entre o servidor NAP e esta estação para que esta avaliação seja feita.
  • Núcleo do Servidor: Desde a versão Beta 2 do Windows Server 2008, os administradores podem optar por instalar o Windows Server somente com os serviços requeridos para desempenhar as funções DHCP, DNS, de servidor de arquivo ou de controlador de domínio. Esta nova opção de instalação não irá instalar as aplicações e os serviços que não sejam essenciais e irá fornecer a funcionalidade base do servidor sem qualquer despesa extra. Ao mesmo tempo em que a opção de instalação do Núcleo do Servidor é um modo totalmente funcional do sistema operacional que suporta uma das funções designadas, ela não inclui a interface gráfica do usuário de servidor. Como as instalações do Núcleo do Servidor incluem somente o que é requerido para as funções designadas, uma instalação do Núcleo do Servidor tipicamente irá requer menos manutenção e atualizações, posto que há menos componentes para gerenciar. Em outras palavras, uma vez que haja menos programas e componentes instalados e sendo executados no servidor, há menos vetores de ataque expostos à rede, resultando em uma superfície de ataque reduzida. Se uma falha ou vulnerabilidade de segurança for descoberta em um componente que não está instalado, não será requerido um patch.
    • Uma versão enxuta do Windows, mas com uma quantidade muito restrita de funcionalidades, ainda que muito importantes. Desde o princípio da interface gráfica em sistemas operacionais Unix e Unix-Like, os servidores preferencialmente não usam interface gráfica. Parte-se do princípio de que se não é necessário, não deve estar instalado. Diferente das versões anteriores do Windows, desnecessariamente pesadas, esta se destaca por seguir o que os Unixes trazem em si desde o princípio de sua história de servidores (ou seja, a mais de 20 anos): a agilidade
  • Windows PowerShell: Um novo shell de linha de comando com mais de 130 ferramentas e uma linguagem de script integrada. Ele permite que os administradores controlem mais facilmente e automatizem com mais segurança as tarefas rotineiras de administração de sistema, especialmente entre múltiplos servidores.
    • Nisto, a MS surpreendeu a muitos. Conheci algumas pessoas que achavam o Linux péssimo por conta da "tela preta". Entretanto, em muitas operações, o mais prático é partir para a "mão". Mas estes que atiravam pedras na CLI (Command Line Interface) o que dirão agora ?
  • Gerenciador do Servidor: Este é um novo recurso que está incluído no Windows Server 2008. Ele é um "one-stop-shop", ou seja, uma parada obrigatória projetada para orientar os administradores de TI no processo completo de instalação, configuração e gerenciamento de funções de servidor e de recursos que são parte do Windows Server 2008. O Gerenciador de Servidor substitui e consolida vários recursos do Microsoft Windows Server 2003, tais como Gerencie seu Servidor, Configure seu Servidor e Adicionar/Remover Componentes do Windows.
    • Excelente ferramenta que agrega as configurações dos serviços comuns do SO. Simplifica a configuração de qualquer serviço, usando uma interface comum. Semelhante ao projeto Webmin, mas não sei se pode ser extendido pela adição de módulos
  • Windows Deployment Services (WDS) – Serviços de Implantação do Windows: Uma versão do Windows Server 2008 atualizada e reprojetada do Remote Installation Services (RIS), o WDS auxilia com a rápida adoção e implantação de sistemas operacionais Windows baseados em rede. O WDS permite a instalação baseada em rede do Windows Vista e Windows Server 2008 para computadores "bare metal" (sem sistema operacional instalado) e até mesmo suporta ambientes mistos, incluindo Microsoft Windows XP e Microsoft Windows Server 2003. Assim, os Serviços de Implantação do Windows fornecem uma solução completa para implantação dos sistemas operacionais Windows em computadores clientes e servidores, reduzem o custo de propriedade (TCO) e a complexidade das implantações do Windows Server 2008 e Windows Vista.
    • Agiliza a instalação do Windows em uma grande quantidade de máquinas, pela rede. Termina com os problemas ocasionais causados por softwares como Ghost, em instalações seqüenciais, e não se limita ao SO, mas depois deste, prossegue instalando outros softwares. Semelhante à instalação em rede via NFS do Linux, mas feito todo a partir do servidor. Se há esta possibilidade, alguém comente, pois não sei como fazer isto no Linux.
  • Os computadores clientes podem monitorar eventos específicos e encaminhá-los ao Windows Server 2008 para gerenciamento centralizado e relatórios.
    • Este é um muito bem vindo recurso, que para o Linux está disponível através de softwares como o gkrellm e seus muitos módulos, permitindo acompanhamento de consumo de disco, temperatura, CPU, etc
  • Os clientes podem reproduzir trabalhos de impressão localmente antes de enviá-los aos servidores de impressão para reduzir a carga sobre o servidor e aumentar sua disponibilidade.
    • Não sei o quanto isto é interessante, pois uma das justificativas de um servidor de impressão é tirar a carga do cliente, e para isto (também) o servidor de impressão tem uma fila. Agora, o peso recai sobre os clientes. Mas posso também ter compreendido incorretamente. Profissionais Windows com a palavra.
  • O novo protocolo Server Message Block 2.0 fornece várias melhorias em comunicação, incluindo maior desempenho ao se conectar com o compartilhamento de arquivos por meio de links de alta latência e melhor segurança através do uso de autenticação mútua e da assinatura de mensagem.
    • Imagino eu que esta modificação não vá alterar em nada o que foi definido no acordo entre MS e a Protocol Freedom Information Foundation. Assim, o stress entre usuários samba não deve ocorrer por conta desta melhoria.
Os textos acima foram tirados do referido site da MS, com os meus comentários. Mas nem tudo é claro. O Dennes anuncia que a Microsoft está investindo no treinamento de profissionais para a migração de PHP para .NET, enquanto Sam Ramji anuncia que o IIS 7 suporta o PHP e que o PHP foi certificado para o Windows 2008 (We set a goal of having PHP certified on Windows Server 2008, and we’ve achieved that).

Isto é contraditório, pelo menos a princípio. Mesmo assim, esperamos que a interoperabilidade anunciada por Ramji traga melhores perspectivas futuras.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Não é só o Linux que é "difícil de instalar" ...

Entre os muitos "problemas" citados pelos "usuários de informática" relacionados ao Linux, ignorando os falsos e os que são causados pela preguiça/desconhecimento do usuário, os problemas reais são os que realmente por vezes inviabilizam a utilização do Linux. Aliás, estou falando do Linux apenas aproveitando o fato de que este é o mais popular representante do Open Source. Poderia ser o FreeBSD, ou mesmo outros BSDs.

Destes problemas, o que mais irrita é a inexistência de drivers para Linux. Assim, facilmente se compra um hardware e se descobre que o mesmo não é suportado no Linux. E aí, começam os comentários infundados:
- Este SO é uma porcaria
- Linux nunca vai dar certo
- Ninguém usaria uma coisa tão complicada

Mas ninguém lembra que quem disponibiliza o SO não tem que criar os controladores de dispositivos, ou seja, os drivers. Isto é papel do fabricante. Tente adquirir um hardware novo no mercado, qualquer que seja, e procure explorar todas as suas possibilidades se não for feita a instalação de seus drivers, estes feitos pelo fabricante. Não há SO que possibilite isto.

Nem precisamos pensar em hardwares novos. Basta pensar em uma placa de captura de vídeo que tenha bons recursos. Se não for instalado o driver proporcionado pelo fabricante, ela não funcionará plenamente. Acaba fazendo o mesmo que uma placa de vídeo comum, apenas com mais memória. Flávio Xandó cita isso:"O fabricante tem que ofertar o adaptador (driver) que viabiliza colocar esse aparelho no carro novo. Simples assim.".

Agora, este problema passa a ser vivido por muitos usuários, que no passado atiraram exatamente estas pedras, e hoje estão passando pela mesma situação. Os novos notebooks estão cada vez mais populares, cada vez mais baratos, e cada vez mais vendidos. Muitos já tem instalado alguma versão do Windows Vista. No mesmo link, Flávio cita: "Toda troca de sistema operacional necessita dos drivers corretos. Seria desejável, mas é impossível o Vista conter todos os drivers de todos os dispositivos do mundo incorporados.". Mas por que este pensamento apenas agora é aceito pelos ditos "usuários" apenas agora, quando o calo dói no próprio pé ?

Tenho ouvido e lido bastante reclamações e relatos de completa insatisfação com o Vista, pelos mais diversos motivos. Não basta dizer que é mais seguro, que é mais avançado, que é mais o-que-quer-que-seja. O usuário simplesmente não se adequou. Igual ao Linux: é mais seguro, é mais estável, tem linha de desenvolvimento aberta e contato aberto com o usuário, gratuito, mas os usuários também não se adequaram. Em ambos os casos, querem o que eles "sabiam usar" (ou seja, achavam que sabiam): o XP. E que decepção: nas novas máquinas o XP não funciona parcial ou integralmente !!!! Esta história todos nós já ouvimos!

Há um outro aspecto. Quando todos estávamos habituados com o Windows 98, nos obrigaram a usar uma versão atualizada. Não seria mais criado nada para o 98, e todos seriam OBRIGADOS a De forma democrática, migrar. Todos teriam o "direito" de mudar ou parar de usar. Estamos vendo esta mesma linha de novo: O desenvolvimento de novos drivers para o XP vai acabar, os "teimosos" vão ser forçados a mudar, etc, etc, etc. Se isto é um tremendo inconveniente para a pessoa física, o que se diz da pessoa jurídica? e o suporte ao SO anterior, caso a empresa decida permanecer com ele ? quem fará os drivers dos novos hardwares para que este funcionem

Eu não sei se cabe aqui eu usar a expressão "nos obrigaram a usar uma versão atualizada". Não tenho como saber qual foi ou é a intenção da MS ao lançar atualizações de seus softwares. Mas a impressão que fica, à primeira vista (isto não é um trocadilho!!!), é a de impor o upgrade.

Mas o que resta, de tudo isto que estamos vendo, é que daquilo que os defensores da MS nos acusavam, estão passando hoje (foram poucos os defensores dos softwares proprietários, muito mais foram defensores da MS mesmo. Do lado de cá, foram os tradicionais xiitas de Linux, entre eles, eu mesmo era um, mas agora, como outros, passamos a entendender o real valor social do Software Livre). E agora, estão na mesma agonia que era dada como sendo ponto negativo no Linux.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Davi desafiando Golias

É sempre interessante vermos coisas inéditas. Esta foi muito interessante. Agradecimentos ao Weverton, por ter me mandado esta informação. Encontrei aqui a íntegra deste evento. As traduções que seguem não são literais, mas interpretações com o propósito de simplificar o ocorrido. Por favor, informem do que não concordarem.

O cenário é uma simpósio chamado ITxpo Conference, organizado pelo grupo Gartner. Em um dado momento, Steve Ballmer faz sua esperada (?) aparição, no caso, sua esperada participação no evento. Esperado sim, devido à importância da MS no cenário mundial de IT, o que é inegável, e de certa forma, pode ter sido esperado poucas novidades nesta apresentação de Steve Ballmer. Não há nenhuma ironia aqui.

Exceto por um momento, em que Yvonne Genovese, uma analista do Gartner, fez uma observação um tanto quanto inesperada ao longo de uma entrevista a Ballmer.

Se declarando como uma das pessoas que recentemente adotaram o Vista, Yvonne disse que um dia sua filha lhe disse que conhecia alguém que estava já usando o Vista, e disse ter ficado “apaixonada” (minha interpretação) pelas coisas “bonitinhas” do Vista, chamadas Gadgets, e que ela queria isto.

Ballmer alegremente declarou: “Eu amo sua filha”.

Bem típico do humor norte americano, frases de efeito rapidamente construídas sob afirmações recém disparadas. Convenhamos que é preciso vivacidade para manter este humor, o que o faz muito interessante. Podemos ver este tipo de humor em quase todas as séries americanas, onde alguém fala algo muito rapidamente sobre um fato recém ocorrido ou semelhante.

Entretanto, Yvonne também fez uso deste humor, mas desta vez com um tempero ácido bastante forte: “Nos próximos dois minutos, você não gostará tanto da mãe dela”.

Imagino como uma declaração destas deve ter feito murchar o sorriso que com certeza estava enfeitando o rosto de Ballmer. Daí em diante, Yvonne começa a contar do seu arrependimento em ter instalado o Vista, e como em 2 dias ela retornou para o Windows XP: “É seguro, funciona, todo o hardware foi bem reconhecido, e tudo é bom”, disse Yvone a respeito do XP.

Não bastasse isto, Yvonne afirma irrefutavelmente que sua experiência é amplamente compartilhada por outros usuários: “O que estamos vendo e o que estamos ouvindo dos usuários é algo muito semelhante”.

Ballmer tenta se recuperar deste golpe surpresa, desferido num momento em que estava de guarda baixa, nos primeiros segundos do primeiro round: “Vamos começar com o usuário final. Sua filha viu muito valor”. Yvonne revidou de imediato: “Ela tem 13 anos”.

Ballmer estava bem à vontade sobre as críticas, enquanto defendia amplamente o sistema operacional, afirmando que os usuários apreciaram o valor posto no Vista, mas como nos sistemas operacionais anteriores, há sempre uma tensão entre o valor percebido pelo usuário do ponto de vista do desenvolvedor, além do valor a ser gerado para TI.

Resumidamente, Ballmer fala da expectativa de seguranço nesta nova versão do Windows, da redução das vulnerabilidades, e do retorno positivo nos primeiros 6 meses, se comparado com versões anteriores do Windows. Quanto aos cont roladores de dispositivos, afirmou que no lançamento, havia menos controladores do que ele desejava, mas outros foram adicionados através do Window Update Service. Características de segurança fizeram com que softwares desenvolvidos por terceiros fossem modificados. Foram citados o Citibank e Continental Airlines como exemplo de corporações que já instalaram o Vista. O SP1 está em fase beta, a partir do retorno dos usuários. A MS está a par dos problemas que dos usuários, controladores de dispositivos, e problemas de compatibilidade.Ballmer sabe que o Vista é maior que o XP, e isto é um problema para alguns. Mas o SP1 não mudará isso. Mas máquinas estão crescendo constantemente, e Ballmer afirma que é importante recordar disto também.

Eu particularmente lembro aqui do humorista Tom: “não necessariamente nesta mesma ordem”, ou seja, o software evoluindo nesta progressão passa a exigir uma máquina mais potente, e não o software cresce por que a máquina ficou mais potente. Assim, eu entendo que o crescimento do software é ditado pelo crescimento do hardware. De um jeito ou de outro, em geral não podemos ficar comprando novas máquinas toda vez que o software que usamos mudou de versão. Ainda não achei tanto dinheiro sobrando por aí, e acredito que as empresas também não.

Mesmo assim, apesar de todos estes detalhes citados, Yvonne Genovese, rebate com poucas palavras:”Bom, deixo que você o instale para mim”.

Já disse que fui um evangelista ferrenho do Linux, mas relembrando os seres mitológicos do nosso cotidiano, eu me desenvolvi. Interoperabilidade é uma necessidade, e qual sistema operacional vai ficar com a maior parte da rede depende do que vai ser feito. Mas isto é a visão empresarial. O usuário doméstico precisa de algo que funcione, que dê mais segurança em relação aos vírus e outros atos agressivos. Este usuário quer acessar a Internet sem pensar qual site pode abrir, com medo de “estragar” seu computador. Este usuário quer acessar qualquer email que receber, sem se preocupar em isto ser uma apresentação ou uma armadilha disfarçada em um PDF. No nosso caso, brasileiros, é inadmissível que paguemos quase R$ 1.000,00 por 2 ou 3 CDs, (pode ser conferido o preço da Brasoftware aqui) e por este valor estaremos levando apenas o básico. Neste aspecto, enquanto o sistema operacional da MS ainda precisar dos antivírus e outras ferramentas afins, e custar este preço absurdo (para o brasileiro médio), ainda será um sistema operacional inadequado para o usuário final. Pelo menos o usuário final brasileiro que queira permanecer na legalidade.

sábado, 13 de outubro de 2007

Microsoft: esforços e coincidências

Sendo uma das empresas mais mencionadas em termos de software, sem dúvida a MS é popular e reconhecida em quase todos os países. Mas enquanto esta empresa é tão popular, ela também consegue outras marcas impressionantes.

Falhas de software
Em 11/10/2007, a revista info noticia que Word mantém uma brecha, apesar da mesma ter sido corrigida na terça-feira (9/10/2007), segundo um boletim MS07-060. Mais uma vez, a correção da MS falha. Parcialmente, mas falha. Apenas o Word 2007 e 2003 passaram pelo teste. Claro, que muitos ainda usam o Word XP, por exemplo, e assim sendo, estão sujeitos a esta possibilidade. A explicação mais detalhada deste problema está aqui.

Isso acontece , é normal. Linux, FreeBSD, Solaris, Oracle, IBM, muitas empresas e softwares passam por isso. Logo a MS deve corrigir esta falha também. Seria muito interessante que uma lista muito extensa de falhas, que se arrastam por muito tempo também tivesse alguma solução.


Este tempo de demora nas correções é até compreensível, pois se deve a quantidade dos desenvolvedores disponível na MS. Mais importante seria a correção definitiva que pudesse reduzir a possibilidade de ataques de Malwares diversos, como é o caso de quase todos os outros sistemas operacionais, feitos de tal forma que um ataque destes, em um ambiente corretamente configurado não gere o atual prejuízo. Além disso, se o Windows tivesse estas tão esperadas correções, definitivamente tornaria o anti-vírus desncessário, ou menos necessário.

Mas nem só de software prossegue a empresa sediada em Redmond. Steve Balmmer, proclama mais uma de suas pérolas ao vociferar que os usuários da Red Hat terão que pagar pela propriedade intelectual da MS. Não é a primeira vez que afirma uma coisa destas. E como das outras vezes, não deixa claro quais patentes da MS estão sendo violadas.

Barulhento
Steve Ballmer tem características que o fazem interessante, no desempenho de sua função junto a Microsoft. Ballmer é muito barulhento, gosta muito de chamar a atenção para si. Em uma convenção da Microsoft, por mais de 30 segundos ficou gritando e correndo agitadamente no palco, de um lado para outro, no que ficou conhecido como Dance Monkeyboy. Em um outro evento voltado para desenvolvedores, Ballmer canta um mantra com a palavra desenvolvedores (developers) sucessivas vezes, de modo ritmado. Em um evento no Japão, em 1991, gritou a palavra "Windows" incansavelmente o que lhe valeu a necessidade de uma intervenção cirúrgica nas cordas vocais. Muito tempo antes, ele foi o protagonista de uma propaganda cômica para televisão, vendendo o então Windows 1.0 a US$ 99,00.
Este seu comportamento leva a algumas frases polêmicas como: O sistema Linux é como um câncer que se agarra como um senso de propriedade intelectual em tudo que toca. Neste mesmo link, o articulista procura mostrar, logo de início, que por trás da guerra das palavras, a MS demonstra crescente preocupação sobre o Linux e sua popularidade crescente. O Unix e assemelhados surgem como uma barreira que impedirá a MS de alcançar
uma posição dominante o mercado mundial de servidores.

Comportamento Violento

De acordo com um ex-funcionário, a natureza competitiva de Ballmer já se mostrou violenta. E tem ficado pior. Em 2005, Mark Lucovsky alegou a uma corte em Washington que Ballmer se irou grandemente quando soube que Lucovsky estava indo para a Google. Levantou e atirou uma cadeira em seu escritório, atingindo uma mesa, ao saber disso. Lucovsky afirma que Ballmer disse sobre Eric Schmidt (Google): "vou enterrar aquele cara, já fiz isso antes e vou fazer de novo. Eu vou acabar com o Google." Pouco depois ele tenta convencer Lucovsky a permanecer na MS. Ballmer qualifica como "exagero grosseiro" do que realmente aconteceu. Lucovsky participou diretamente do projeto do Windows NT, e antes de ir para a Google, estava envolvido no projeto .NET My Services

Ubuntu rebate
Mark Shuttleworth, o fundador do Ubuntu, rebate aqui as acusações de Ballmer de forma enfática: "Isto é extorsão e devemos chamar pelo nome certo. Dizer, como Ballmer fez, que há riscos não revelados de prejuízos contábeis, isto é apenas extorsão e nós devemos recusar ser levados a este jogo. Pelo outro lado, se a Microsoft estiver preocupada com sua propriedade intelectual, não há ninguém na comunidade de software livre que queira violar a propriedade intelectual de outros. Diga quais são as patentes e nós arrumaremos o código. Alternativamente, vá adiante" (cópia direta da tradução). Shuttlework deixa bem claro que estas ameaças, quais quer que sejam, podem ser encaradas. E pede que Ballmer faça o que muitos acham que ele não tem condições de fazer: dizer qual é a patente (ou quais) que estão sendo infrigidas.

Processos
Voltando ao problema da MS, ela mais uma vez acusa uma empresa Linux, desta vez a Red Hat e a Novell de uso indevido de propriedade intelectual próprio. A Red Hat avisa aos usuários que continuem usando o Linux sem preocupações com estas declarações, talvez por não terem fundamento algum.

Entretanto, fazendo uma observação em paralelo, a IP Innovation, empresa que está processando a Red Hat e a Novell, recebeu 2 reforços em seus quadros recentemente: em julho ela recebeu um executivo vindo diretamente da Microsoft, e no início de outubro recebeu outro, desta vez uma pessoa de patentes, segundo o site Groklaw. Exatamente como Ballmer ameaçou. Este texto está completamente em português sobre o assunto.

Ali se encontra uma pergunta interessante sobre Ballmer: "Ele é um profeta ou está apenas bem-informado"? Uma revelação muito mais interessante é que a IP Innovation é uma subsidiária de uma empresa chamada Acacia, cujo vice presidente, Jonathan Taub, veio da Microsoft. Não apenas ele, mas também Brad Brunell se une à equipe de Gerenciamento. Na MS, o sr. Brunell, em 16 anos, passou por diversas posições de gerenciamento, incluindo gerência geral, Licenciamento da Propriedade Intelectual. Dois players muito fortes em suas atividades na MS "migram" para a empresa "detentora" da IP Innovations, Balmer profetiza, uma ação é disparada pela empresa contra Red Hat e contra a Novell também.

É importante lembrar que a Novell é parceira da MS. A própria MS não poderia atacar diretamente. Ou será que isso tiraria a MS da posição de atacante ?

Não acha que é muita coincidência?

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