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domingo, 14 de outubro de 2012

Comparação dos acessos ao blog

Parei rapidamente para comparar os acessos destes 14 dis de outubro deste site com o mês passado. Entre outras coisas visualizei o seguinte:

A maioria das pessoas que acessam o site usam Windows.

Nenhum problema com isto. Eu mesmo levei anos usando os dois até que me achei em segurança para abandonar a pirataria que eu praticava (Windows era muito caro) e partisse para os princípios do software livre, entre eles, que eu poderia usar o SO em quantas máquinas quisesse, sem ter que adquirir permissão do fabricante para isso.

A quantidade de Usuários Windows em Outubro foi muito maior.

Talvez pelas chamadas que eu fiz no Facebook. É possível que haja, entre estes usuários, alguns com muita vontade de eperimentar Linux como desktop, e que por algumas razões estejam preocupados.
Também, é possível que sejam usuários Windows procurando motivos para as guerras nos fórums, não posso descartar isso.

Os usuários Linux aumentaram.

Esta é a minha expectativa. Aumentou muito pouco, mas espero que o aumento seja ainda maior. É preciso que haja um pouco mais de dedicação da minha parte para trazer assuntos realmente relevantes, que ajudem os que estão começando a experimentar o Linux, e que satisfaça as dúvidas dos que estão interessados mas ainda não deram o primeiro passo.

Qual a sua opinião? pode ter certeza que vai ajudar sensivelmente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Funciona melhor no IE ???

Se você precisar acessar esta (ou outras, não testei) páginas no site do ministério do trabalho e do emprego, é melhor você ter um Internet Explorer como browser, o que quer dizer que você deve ter pago pelo seu Windows (IE só funciona no Windows ...). Caso contrário, o sistema pode não funcionar corretamente.

Imagino que você deva estar desempregado ou procurando emprego, para consultar alguma coisa no site do MTE. Se for este o caso (ou seja, você não é uma empresa), deve ter um salário que te permita comprar um Windows e Office (ocasionalmente um Corel e/ou um Photoshop). Caso não seja, você está usando software pirata.

Enfim, ou o governo paga os custos do software proprietário para que seu site (pelo menos esta página) seja LEGALMENTE acessado, ou vou entender que há um aceitação implícita do software pirata, o que é ilegal.

Acho que estamos em um impasse legal aqui ...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Palestra na Maurício de Nassau, em Maceió

Hoje estarei apresentando o tema "Vulnerabilidades em Redes de Computadores: como garantir a segurança da Informação", como anunciado no CadaMinuto.
Também foi anunciado no Alagoas em Tempo Real:

domingo, 16 de setembro de 2012

Linux é o sistema operacional mais usado em supercomputadores

Uma pesquisa recente aponta o Linux como o sistema operacional mais utilizado em supercomputadores. Esta pesquisa pode ser lida em http://i.top500.org/stats

No alto da página existem dois "drop-downs". No debaixo, com o nome "Category", selecione "Operating System Family". Os gráficos comparativos abaixo foram para o período de Junho, 2012.


Relatório da IDC sobre o mercado de Servidores

Fatos interessantes colhidos pelo relatório da IDC, para o primeiro trimestre de 2012. O relatório integral está em http://www.idc.com/getdoc.jsp?containerId=prUS23513412. De uma forma geral, destaque para o crescimento acentuado do Linux no mercado de servidores.

O texto na íntegra segue aqui, onde eu destaco alguns pontos importantes:

Worldwide Server Market Revenues Decline 2.4% in First Quarter as Market Growth Slows in Face of Market Transitions, According to IDC 

30 May 2012 
FRAMINGHAM, Mass., May 30, 2012 – According to the International Data Corporation (IDCWorldwide Quarterly Server Tracker, factory revenue in the worldwide server market decreased 2.4% year over year to $11.8 billion in the first quarter of 2012 (1Q12). This is the second consecutive quarter of year-over-year revenue decline, as the server market faced difficult year-over-year compares in several market segments. Server unit shipments increased 2.7% year over year in 1Q12 to 2.0 million units, which is the second highest quarterly total ever reported in the first calendar quarter of any year.
On a year-over-year basis, volume systems experienced 2.1% revenue growth. This was the ninth time in the previous ten quarters that volume system demand improved year over year. At the same time, demand for midrange and high-end systems experienced year-over-year revenue declines of 11.2% and 10.2% respectively in 1Q12. The midrange and high-end were impacted by difficult year-over-year compares combined with transitions in the technology refresh cycles typical for these segments.
"The server market worked through a transitional period in the first quarter of 2012 as suppliers prepared to introduce numerous critically important x86 server offerings. At the same time, difficult year-over-year compares helped distort some results across other segments of the market," said Matt Eastwood, group vice president and general manager, Enterprise Platforms at IDC. "Regionally, Americas was flat year-over-year while EMEA experienced a sharp double-digit decline in server spending. However, the larger concern for server vendors was the sharply lower revenue growth in Asia/Pacific, including China. China is one of only three countries that regularly spend more than $1 billion quarterly on servers and any sustained reduction in revenue growth would be troubling for the market."

Overall Server Market Standings, by Vendor

HP held the number 1 position in the worldwide server market with 29.3% factory revenue share for 1Q12. HP's 9.8% revenue decline included stalled demand for x86-based ProLiant servers, which was consistent with the industry, and continued weakness in Itanium-based Integrity server revenue. IBM held the number 2 spot with 27.3% share for the quarter as factory revenue decreased 7.3% compared to 1Q11. Demand for IBM's Power Systems and x86-based System x servers was flat year-over-year while demand for System z declined significantly in the quarter due to the combined effects of a strong year-over-year compare and the end of a refresh cycle. Dell maintained the third position with 15.6% factory revenue market share in 1Q12 as factory revenue decreased 2.0% compared to 1Q11. Oracle maintained the number 4 position with 6.1% factory revenue share; Oracle's 1Q12 factory revenue decreased 7.3% compared to 1Q11. Fujitsu ended the quarter in a statistical tie* for the number 4 position with 5.2% factory revenue share following a 7.3% year-over-year increase in server revenue.

Top Server Market Findings

  • Linux server demand was positively impacted by high performance computing (HPC) and cloud infrastructure deployments, as hardware revenue improved 16.0% year over year in 1Q12 to $2.4 billion. Linux servers now represent 20.7% of all server revenue, up 3.3 points when compared with the first quarter of 2011.
  • Microsoft Windows server demand was up 1.3% year over year in 1Q12 with quarterly server hardware revenue totaling $5.9 billion representing 50.2% of overall quarterly factory revenue, up 1.8 points over the prior year's quarter.
  • Unix servers experienced a revenue decline of 17.2% year over year to $2.2 billion representing 18.3% of quarterly server revenue for the quarter. IBM's Unix server revenue declined 3.7% year-over-year and gained 6.3 points of Unix server market share when compared with the first quarter of 2011.
  • The market for non-x86 servers, including servers based on RISC, EPIC (Itanium-based), and CISC processors, declined 16.1% year over year to $3.4 billion in 1Q12. This is the third consecutive quarter in which non-x86 servers have exhibited a revenue decline. Non-x86 based systems now comprise 28.5% of the server market, the lowest level ever reported in IDC's quarterly server tracker.
"The Unix server refresh has largely ended as the Unix server market is in decline again, driven by workload consolidation and migration to competing platforms," said Kuba Stolarski, research manager, Enterprise Servers at IDC. "Recent heightened awareness of the future of Itanium is also pressing down on customer demand for non-x86 servers and price competition is helping to drive down revenues in this segment. IDC expects the Unix server market to stabilize over the next few years and remain a smaller, specialized segment of the overall server market."

Bladed Server Market Results

The blade market continued its growth in the quarter with factory revenue increasing 7.3% year over year, with shipment growth increasing by 4.8% compared to 1Q11. Overall, bladed servers, including x86, EPIC, and RISC blades, accounted for $2.0 billion in revenues, representing 16.6% of quarterly server market revenue. More than 90% of all blade revenue is driven by x86-based blades, which now represent 21.3% of all x86 server revenue. HP maintained the number 1 spot in the server blade market in 1Q12 with 46.1% revenue share, while IBM finished with 18.9% revenue share. Cisco and Dell rounded out the top 4 with 12.8% and 8.7% factory revenue share, respectively. Cisco's blade server revenue increased 48.8% year over year and gained 3.6 points of blade server market share when compared with the first quarter of 2011.
"Modular form factors drove the server market in the first quarter, with blades increasing 7.3% annually and density optimized servers increasing 38.8% annually. Blades now account for 16.6% of all server revenue, while density optimized accounts for 4.5%," said Jed Scaramella, research manager, Enterprise Servers at IDC. "In the first quarter of 2012, several vendors announced converged solutions for blade platforms; IDC expects these to ramp into the market starting in the second quarter delivering IT organizations an integrated system for server, storage, and network."

x86 Industry Standard Server Market Dynamics

Demand for x86 servers weakened in 1Q12 in advance of Intel's Xeon E5 dual-socket server processor launch in March. Overall revenues increased 4.5% in the quarter to $8.4 billion worldwide as unit shipments increased 3.2% to 1.9 million servers. HP led the market with 35.3% revenue share based on 2.8% revenue decline over 1Q11. Dell retained second place, securing 21.8% revenue share, while IBM now holds 15.2% revenue share. Overall, this was the ninth quarter out of the previous ten quarters with year-over-year increases in average selling prices for x86 servers as both the mix of systems and average system configurations continue to move up-market, driving generally higher product margin for x86 ecosystem players. Additionally, this was the tenth consecutive quarter of year-over-year shipment growth for x86 servers with particular strength in all regions except Canada and Middle East & Africa in 1Q12.




Top 5 Corporate Family, Worldwide Server Systems Factory Revenue, First Quarter of 2012 (Revenues are in Millions) 
Vendor
1Q12 Revenue
1Q12 Market Share
1Q11 Revenue
1Q11 Market Share
1Q12/1Q11 Revenue Growth
1. HP
$3,460
29.3%
$3,838
31.7%
-9.8%
2. IBM
$3,223
27.3%
$3,477
28.8%
-7.3%
3. Dell
$1,842
15.6%
$1,879
15.5%
-2.0%
4. Oracle
$718
6.1%
$775
6.4%
-7.3%
4. Fujitsu
$614
5.2%
$573
4.7%
7.3%
Others
$1,950
16.5%
$1,551
12.8%
25.8%
All Vendors
$11,808
100%
$12,093
100%
-2.4%


Source: IDC's Worldwide Quarterly Server Tracker, May 2012
* Note: IDC declares a statistical tie in the worldwide server market when there is less than one percent difference in the revenue share of two or more vendors.


This chart is intended for public use in online news articles and social media. Instructions on how to embed this graphic are available by clicking here.


IDC's Server Taxonomy

IDC's Server Taxonomy maps the eleven price bands within the server market into three price ranges: volume servers, midrange servers and high-end servers. The revenue data presented in this release is stated as factory revenue for a server system. IDC presents data in factory revenue to determine market share position. Factory revenue represents those dollars recognized by multi-user system and server vendors for ISS and upgrade units sold through direct and indirect channels and includes the following embedded server components: Frame or cabinet and all cables, processors, memory, communications boards, operating system software, other bundled software and initial internal and external disk shipments.
IDC's Worldwide Quarterly Server Tracker is a quantitative tool for analyzing the global server market on a quarterly basis. The Tracker includes quarterly shipments (both ISS and upgrades) and revenues (both customer and factory), segmented by vendor, family, model, region, operating system, price band, CPU type, and architecture. For more information, please contact Lidice Fernandez at 305-351-3057 or lfernandez@idc.com.

Resultado da pesquisa "padrões de adoção de Linux 2012"


A Linux Foundation, junto com Yeoman Technology Group, recentemente conduziram uma pesquisa dirigida a 1893 usuários de Linux em ambiente corporativo. A pesquisa foi direcionada para o The Linux Foundation End User Council, assim como outras companhias, organizações e agências governametais selecionadas por The Linux Foundation e Yeoman.

Este relatório mostra os resultados desta pesquisa, focando em 428 participantes que trabalham em organizações com vendas de mais de $500 milhões ou mais de 500 funcionários. Este ano, o número de participantes das maiores empresas do mundo cresceu mais de 10%, fornecendo uma visão melhor dos padrões de adoção do Linux em ambiente corporativo.

O texto acima foi minha adaptação para o português dos dois primeiros parágrafos do site http://www.linuxfoundation.org/publications/linux-foundation/linux-adoption-trends-end-user-report-2012.

Ao final do site acima, um formulário dá acesso gratuito ao relatório completo. Mas vou destacar aqui as conclusões muito importantes deste relatório, os quais podem ser lidos logo no princípio, em uma tradução livre que eu fiz:


Mesmo com as previsões de investimentos em TI muito tímidas, usuários corporativos estão acrescentando mais Linux. 8 de 10 participantes disseram que adicionaram servidores Linux nos últimos 12 meses, e planejam adicionar aindamais nos próximos 12 meses, e a mesma quantidade planejando adicionar mais Linux nos próximos 5 anos. Apenas 21.7% dos participantes planejam investir no aumento de servidores Windows durante o mesmo período de 5 anos.
Mais de 75% dos participantes expressaram preocupação com o “Big Data”, e aproximadamente 72% estão escolhendo Linux para isto. A maioria das corporações demonstram preocupação com o rápido crescimento dos dados, e Linux é claramente a plataforma de escolha para esta solução. Apenas 35.9% planejam usar Windows nesta área.
Usuários Linux observam menos impedimentos ao sucesso do systema operacional, relacionando problemas técnicos sendo 40% menos impactante em relação ao relatório do ano passado.Problemas técnicos mencionados pelos usuários Linux caíram 40%, se comparado com os 20.3% do relatório de 2010 e e 12.2% de hoje. Um número 22% menor dos pesquisados relacionam o gerenciamento como um problema, e 10% menos dizem que não há problemas que tenha impedido o sucesso do Linux
O maior projeto de desenvolvimento colaborativo ganha mais contribuições de usuários corporativos: a pesquisa deste ano aponta crescimento de quase 12% em número de contribuições em atividades da Linux Foundation, um crescimento de 8% entre os participantes que são codificadores, e 5% entre os testadores e relacionadores de bugs.
TCO, características e segurança geral aumentam os benefícios do Linux: Mais de 2/3 dos participantes da pesquisa consideram Linux mais seguro do que outros sistemas operacionais.

Acesse a página acima e baixe o relatório.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pouco caso da Gol a usuários não-Internet Explorer

Infelizmente as empresas continuam a não observar padrões, ou os seus webdesigners, ou os dois.

O Christiano (@dump) reclamou, e recebeu esta resposta (a meu ver) ridícula da Gol, que o @dump deixou em http://christiano.me/wp-content/uploads/2011/05/resposta_smiles.png.

Aos usuários que não podem usar Internet Explorer por não quererem usar pirataria, ou mesmo os que concordam em dar menos valor à Gol uma vez que ela dá pouco valor aos que não usam Internet Explorer, seria interessante mandar a eles um email expressando nossa indignação.

domingo, 7 de novembro de 2010

Como diferenciar cabeçalhos e rodapé no OpenOffice

Neste momento estou revisando o meu curriculum por conta de um projeto novo, e me deparei com a necessidade de diferenciar a primeira página. Nesta primeira página não pode haver cabeçalho, e no resto do documento tem que haver cabeçalho. Ou seja, quero fazer uma capa para o documento, e nesta capa não pode haver cabeçalho nem numeração de página. A solução é bem simples, e pode ser usada quantas vezes quiser ao longo do texto.

Abra o documento em questão e posicione o cursor na página em que o cabeçalho deve ser diferente. No meu caso, a diferença é não existir o cabeçalho. Abra o menu Formatar e escolha o item Estilos e formatação. No menu que vai abrir, clique em Estilos de páginas.

Note que eu criei um estilo com o nome Capa. Para criar um novo estilo de página clique com o botão direito na janela acima e escolha Novo. A caixa de diálogo a seguir será aberta.
Clique na aba Organizador. Escolha um nome para este novo estilo e o digite no campo Nome. Aqui está escrito "Sem Título", e no meu caso eu criei o estilo "Capa". No campo Próximo estilo, escolha Padrão. Seria interessante observar as outras abas para aprender um pouco mais.

Caso o seu problema seja igual ao meu (primeira página sem cabeçalho), clique na aba Cabeçalho e desmarque a opção Ativar cabeçalho. Nosso problema está resolvido, e nem é preciso seguir adiante.

Mas se você quiser um cabeçalho diferente, pode encerrar esta etapa clicando no botão OK, e continuaremos ainda mais um pouco.

Ter criado um estilo de página disponibiliza opções de cabeçalho. Assim, ative o cabeçalho nesta página abrindo o menu Inserir e escolha o item Cabeçalho. Só de posicionar o cursor neste item você pode observar que existe mais de uma opção de cabeçalho, como na imagem a seguir:
Basta escolher qual cabeçalho você quer. Atente para o seguinte:
  1. Você pode ter quantos estilos quiser;
  2. O mesmo procedimento vale para rodapé;
  3. Uma alteração em um cabeçalho do tipo Capa (criado por mim, para exemplo) se reflete em todos os cabeçalhos do mesmo tipo, ao longo do texto;
  4. Não tenho o BROffice instalado, mas acredito que não seja diferente.
Espero que seja útil para você. Se for, não esqueça de qualificar este texto logo abaixo. Até a próxima.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mais um país a encarar o Software Livre como alternativa

Acabei de ler esta interessante notícia:
The Russian government is planning to invest 150 million rouble (about 3.5 million Euro) in developing an secure open source desktop for public administrations, a Russian business newspaper reported on Wednesday and confirmed by the AFP news agency.
Esta mudança para desktops Open Source está sendo motivada por dois motivos, segundo a notícia:
  1. Reduzir a dependência de um único fornecedor;
  2. Aumentar o nível de segurança dos Desktops
O governo também planeja inicir centros de suporte para esta nova plataforma. Duas empresas locais já apresentarem detalhes de como esta mudança poderia ser feita, no sentido da redução da dependência e e aumento da segurança.

É interessante recodar que por motivos semelhantes, na Rússia mesmo, a dois anos atrás o Linux foi disseminado por todas as escolas do país. O presidente do país já deixou claro que ainda em 2010 quer a administração pública migrada para Linux.

Fontes: LinuxBSDOS e OSOR.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Software Livre e alguns momentos notáveis - I

A briga causada por software livre nas diversas áreas de TI é sempre cercada de FUD. Respondendo um site de discussões, achei algumas coisas interessantes e acredito que vale a pena trazer a tona, ou para conhecimento, ou para tentar agrupar em um só local para pesquisas futuras.

Revista VEJA contra a adoção de SL pelo governo federal
É notável a oposição da Revista Veja ao governo Lula. A impressão é que a revista é um orgão da direita, notadamente do PSDB, contra o atual governo federal. O jornalista Luciano Soares faz uma análise interessante da Revista Veja em seu blog, e aponta para outro post no blog do jornalista Luís Nassif, especificamente sobre a revista Veja. Este é longo, mas interessante. E aponta para fatos que muitos esquecemos, como envolvimento do (penso eu) futuro presidente do Brasil, o então Ministro da Saúde, Sr. José Serra com Daniel Dantas, do banco Opportunity.

Em excelente trabalho, Cássio Augusto Guilherme, Acadêmico do Curso de História (FAPIPA-PARANAVAí-PR) mostra a ação da Revista Veja desde o governo FHC, e sua relação com o MST. São mencionados o seu partidarismo pelas classes mais abastadas, e a forma como acompanha certos movimentos.

Dito isto, em mais um de seus ataques contra o governo Lula, a Revista Veja dispara farpas contra a decisão de adotar Software Livre na esfera pública. Esta decisão desagradadou a indústria de software proprietário que até então predominava na esfera governamental. Vale ressaltar a economia obtida, de acordo com o site: "Em 2003, a Microsoft faturou cerca de R$ 925 milhões no Brasil. O setor público é um de seus principais clientes".
Infelizmente, o nosso povo acredita em muito do que se diz sem procurar confirmar suas fontes, e realmente há quem ainda insista em afirmar que o Brasil tomou o rumo contrário da evolução da tecnologia. Mesmo com fatos que mostrem que esta decisão foi melhor.

Prefeitura de Arapiraca, AL
Seguindo esta linha, a prefeitura de Arapiraca, uma das grandes cidades do nordeste brasileiro caminha muito bem com a mudança para o Software Livre. Tem mostrado o sucesso de seu trabalho em diversos eventos, demonstrando que já alcançaram uma margem de migração de 90%. Isto mostra um trabalho organizado, com projeto, e é claro, dificuldades e oposição. Isto sempre ocorrerá, é o medo do novo, a preocupação com mudanças, dificuldade de adaptação. Mudança sempre será assim. O resultado final falará por si.

Banco do Brasil
O banco começou uma arrancada muito bem planejada rumo a utilização de software livre em seu ambiente de trabalho. Mudança em servidores, mudança nas estações dos funcionários, e finalmente mudança nas estações de atendimento ao público. Neste caso, de acordo com a reportagem, a mudança substitui o OS2 da IBM pelo Linux, como sistema operacional das estações de atendimento ao usuário final. A economia também é absurda. O que encarece em muitas vezes é o preço da licença, paga por estação, ora por acesso ao servidor, por cópia de softwares necessários a qualquer usuário, como é o caso de editores de textos e planilhas. As soluções mais comuns oferecidas pelo software livre traz funcionalidades equivalentes às principais funções dos softwares pagos. E de graça, na sua aquisição.
Muitos reclamam afirmando que a economia se perde em treinamento. Interessantemente, investir em treinamento infelizmente não costuma ser comum para a maioria das empresas brasileiras de pequeno e médio porte.

Educação no Canadá
Windows may boast the lion's share of the desktop education market, but the economic and technical benefits of open source software has seen many schools and education institutions implement various flavours of Linux across their desktops and server back-ends.
Assim começa a entrevista da ComputerWorld, sobre a adoção massiva do software livre em 2 distritos escolares. 30 a 60 estações diskless, 2 a 5 estações com Windows para situações especiais, em cada escola. Uma em especial tem 200 diskless. Nesta entrevista, mais detalhes são apresentados, mostrando o sucesso deste investimento. No site do distrito escolar 73, no momento que eu estou criando este artigo, apontava mais de 1500 workstations com Linux. Em outras palavras, é completamente viável a utilização de Linux em servidores (o que hoje já é uma realidade técnica e econômica) e também nas estações de usuários.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Minha opinião sobre Linux

Devido a diversas trocas de mensagens no MeioBit, acho importante deixar claro a minha posição sobre o Linux e outras coisas.

Evangelismo
Já fui um Xiita do Linux, daqueles que acreditam que ele pode responder todas as necessidades de todo e qualquer usuário. Nenhum SO poderá nunca fazer isso, cada um tem seu espaço. Hoje, minha preferência é o Software Livre. Mesmo que este seja pago. Felizmente, minha atividade me permite usar apenas software livre. Mesmo assim preciso me manter atualizado, e a MS nos permite fazer isso sem estarmos ilegais.

Software Livre
Demorou para acontecer, mas quando veio, trouxe muitos benefícios. Para os etudantes de algumas áreas de software, viabilizou acesso menos caro a diversos exemplos de desenvolvimento de software, além de muitas outras linguagens. Para a população com menos recurso, a possibilidade de participar da Internet sem estar na ilegalidade do software pirata, necessário para o conceito de cidadania. Quem pode usar software proprietário, deve usar. O mesmo para software livre. Além do mais, ter opções de escolha  é mais do que saudável. Assim evita-se o monopólio prejudicial, como o que acaba acontecendo no caso das "tele".

Desktop
Tenho percebido que o que o usuário gosta mesmo é de usar programas. Se for no Windows ou não, ele quer ler seus emails, acessar suas páginas preferidas, se comunicar com outras pessoas. Se ele prefere o Windows, é porque o que ele quer usar só roda neste sistema ou ele já está habituado com a operação de um certo software que só funciona naquele SO ou que funcione melhor naquele SO. Seja sistemas de desenho, retoque de imagens, comunicador, browser, o que quer que seja. Isto é normal, preferimos o que mais nos agrada. Eu acho complicado pensar em comprar um algomóvel (fusca) ou um chevelho (chevete). Mas muitos de nós conhecemos pessoas que preferem estes inquestionavelmente. Nem por isso serão pessoas piores ou melhores. É apenas preferência.

Por outro lado, o Desktop tem se tornado cada vez mais insignificante, pois a idéia da nuvem tem se fortificado bastante. Pelo menos para o usuário corporativo. Os esforços em desenvolver e solidificar este conceito podem trazer à reboque o usuário doméstico.

O melhor Sistema Operacional
É o que proporciona o recurso desejado para o usuário final. Seja ele qual for, não há mais espaço para briga de marcas, partidarismos e etc. Cada SO um tem suas vantagens e desvantagens, vulnerabilidades e qualidades. Hoje, o que eu gosto de usar em meu desktop é o Linux, mais especificamente o Ubuntu. Dependendo destes parâmetros, posso vir a usar outro que não me restrinja em nada. No meu caso, este é meu maior problema com o Windows.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Professora afirma que nenhum software é gratuito

Acabo de tomar conhecimento de algo impressionante. O texto integral está aqui e também aqui, mas vou traduzir uns trechos importantes do site.

A cena do crime
Karen (a professora) viu estudantes ao redor de um computador, e procurou saber do que se tratava. Ela viu um dos alunos com um laptop demonstrando o que o Linux podia fazer no seu laptop, e que este mesmo aluno estava DANDO cópias do Linux.

Karen confiscou os CDs e inquiriu os alunos acerca do ocorrido. Descobriu que o responsável por esta "bagunça" era Ken Starks. Em defesa do que Karen acredita ser certo, ela enviou um email para Ken.

O Crime
Karen afirma que reconhece que Starks acredita no que faz (difundir o Linux em Austin), mas não permitiria que "isto" ocorresse na sua (dela) sala de aula. Karen não sabe se isto é legal, pois "todo software é vendido" e afirma ser muito perigoso espalhar esta falsa idéia de software livre e/ou gratuito.

Quando o tempo lhe permitisse, ela faria uma pesquisa e se necessário fosse, o levaria aos tribunais, na extensão da lei.

Karen "usou" Linux
A professora diz ter "usado" (???) Linux junto com outros colegas, e que (por parecer saber do que se trata) está convencida que as afirmações de Starks se baseiam em falsidade. Da forma como está escrito, parece que ela ingeriu Linux.

Aqui, parece que ela está confundindo o Sistema Operacional com algumas experiências lisérgicas de algumas pessoas, quando na faculdade ...

Prejuízo às crianças
Karen até afirma que ter Linux instalado nos computadores seria causar atraso nas crianças. Infelizmente, ela não baseou sua afirmação...

Na visão de Karen, MS Windows funciona em virtualmente todos os computadores. Linux não seria mais que um enfeite que não contribuiria em nada para as crianças.

A Microsoft pode ajudar
Concluindo, Karen diz que a MS poderia ajudar, cedendo a Starks cópias antigas do MS Windows, o que (aí sim) daria alguma utilidade para os computadores de Starks.

Conclusão
Ken Stark lhe respondeu a altura, e além. Sua resposta pode ser lida no blog do Helios.

Fica claro que, mesmo em um país desenvolvido, em um estado que está sempre entre os cinco maiores (Texas), o desconhecimento da população sobre Linux é grande. Esta professora mostra como uma confusão pode ser causada por desinformação. Com certeza, sequer ela procurou se aprofundar mais neste assunto, mas tomada por ira diante desta "ameaça", reagiu quase que por instinto. Pelo menos foi em defesa de jovens, o que ameniza seu erro grosseiro,.

Alguns podem até discordar, pois "por qual motivo uma simples professorinha teria que se meter nesta loucura de Sistemas Operacionais ?"

Talvez seja aí que resida a resposta para nossos problemas, ou pelo menos para parte deles. Karen é responsável por formação de indivíduos, e para tanto, precisa se atualizar. É uma obrigação ética de sua profissão. Senão, ela ainda estaria ensinando que a Terra não é redonda, e que somos o centro do universo.

Na qualidade de educadores, os pais também precisam saber o que seus filhos estão fazendo e participar do processo de formação deles. Senão, as mães ainda estariam ensinando suas filhas a serem esposas-empregadas dentro de seus futuros lares, e também estariam evitando falar sobre menstruação e sexo para suas filhas, e coisas assim. Espero que pelo menos isto tenha mudado já, por aqui ...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Blender: fazendo maravilhas

Já foi o tempo em que se comparava software livre com software de baixa qualidade. O Blender está aí para mostrar o contrário. De acordo com definição encontrada no Blender Pro:
Blender é um software livre sob a licença GPL com ferramentas profissionais de modelagem 3D, animação e finalização.
Sendo gratuito, é concorrente pesado no mercado de animações gráficas, produzindo exemplos maravilhosos de imagens, como os demonstrados na galeria da própria Blender Pro.

Para demonstrar a capacidade de desenvolvimento do software, está disponível para download um filme todo criado com o Blender, o Big Buck Bunny. Nesta página está um clip de 10 minutos de duração. Veja os detalhes de movimentação dos personagens.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Firefox rumo ao record mundial

Não é de hoje que em nada me agrada usar o Internet Explorer. Não que isto aconteça apenas por ser um produto MS, pois reconheço a superioridade do Excel e do Active Directory, ao menos do (muito) pouco que pude experimentar. Entretanto, a velocidade do IE é sofrível. O Apple Safari tem muito menos tempo de vida e é uma excelente opção em termos de apresentação e performance. Nesta página está um demonstrativo da própria Apple, o que, sinceramente, o torna um tanto quanto questionável.
Mas, nestes dias, a velocidade não é (tanto) o foco do Mozilla foundation, mas sim um recorde mundial. Todos estão sendo convidados para ajudarem nesta quebra de recorde de download, no dia que ainda será apontado, bastando para isso baixar a nova versão do Firefox 3. A Mozilla foundation fez uma página em prol do Download Day, e nela cada usuário se cadastra fornecendo seu email. É uma forma interessante para dar força ao Software Livre. Nesta página há um mapa periodicamente atualizado com o número de participantes confirmados. Interessantemente, estamos muito longe de toda a Ásia (52.608 x 19.267), que no mapa consta como Federação Rússia. Interessante também é ver como a Polônia, tão pequena, bate ombro a ombro com o Brasil (53.702).
Se você usa software livre e defende a idéia, é interessante ajudar a quebrar este recorde.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mais uma tentativa de derrubar o Software Livre

Agora foi no Rio Grande do Sul, onde são muito visíveis as ações de software livre.

A presidente da câmara dos vereadores Margarete Moraes, do PT, denuncia um ato, no mínimo, estranho, onde houve a liberação, em dezembro de 2007, de uma dispensa de licitação da EPTC para contratação, junto à Procempa, de R$ 470 mil em licenças de Windows. Ou seja, nada de concorrência.

O movimento visa substituir toda uma estrutura construída com software livre, nas escolas municipais, para o software proprietário. Até aí, não haveria problema nenhum, não fosse a falta de justificativas para tal. Um pedido de informações para tal foi enviado para a prefeitura ainda em dezembro de 2007, mas até o dia 18/04/2008 não tinha sido dado respostas.

Sem justificativas, a ação fica estranha, os custos são altos, a falta de informação dá impressão de algo feito "às escuras", e a falta de resposta complica ainda mais estas desconfianças.

Mais notícias aqui.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Censo do Software Livre

Qual o software livre mais usado ?

Para responder perguntas deste tipo, foi lançado um software que faz um censo em sua máquina, e te posiciona no ranking mundial.

Há versões para Linux, Solaris, Mac, FreeBSD e Windows (o único não Unix da lista). Instale o mesmo, e ele vai vasculhar toda a tua máquina. Logo ao baixar o software, vai te ser fornecida uma chave. Guarde esta chave para usar na instalação.

Se possível colabore e divulgue, para que saibam qual a força do software livre.
E se você é usuário Linux, não deixe de se registrar aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Relatório afirma que Open Source traz prejuízo

Prejuízo para a indústria de software proprietário.

O tal relatório da Standish Group International afirma que tais fornecedores têm tido prejuízo de US$ 60 bilhões, e tece críticas ao emprego de software livre em empresas. Infelizmente, cada cópia deste documento custa US$ 1.000,00 ou seja, este documento não é para ser lido por todos. 5 anos foram empregados na confecção deste.

No BR-Linux, lemos:
O release de divulgação do trabalho diz que, embora represente apenas 6% dos trilhões de dólares destinados a TI a cada ano, o software livre provoca uma perda real de 60 bilhões de dólares no faturamento anual das companhias que produzem soluções proprietárias. A afirmação é de Jim Johnson, presidente da Standish.


Isto é interessante, pois contradiz o que se costuma dizer sobre uso do software livre no mercado, reduzindo sua parcela e participação a valores mínimos, freqüentemente baseados em números não explicados ou justificados.

Por outro lado, o resumo do relatório parece declarar que o prejuízo das empresas de software proprietário pode ser danoso para todos.
"O novo estudo do Standish Group mostra claramente a forma invasora que o Open Source Software tem sido usado na indústria de hoje. É um chocante exame de Open Source em uso comercial e de organizações governamentais", disse Timothy Chou, Ph.D., ex-presidente da Oracle OnDemand.
"O Standish Group, com sucesso, quantificou tanto o comportamento do usuário como do mercado para que possamos compreender mais plenamente aquilo que está conduzindo a tendência da TI."
Fico me perguntando se isto não seria resultado da livre escolha do usuário corporativo, e assim sendo, por quê o software proprietário não faz algo para garantir seu lugar. Até mesmo a pesquisa do Standish Group tem mostrado que a divisão do mercado tem sido cada vez maior.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O Software Livre continua crescendo

A uns dias atrás, eu li com uma certa preocupação um artigo que falava do ritmo lento do Software Livre no governo. Afinal, desde o princípio esta iniciativa causou um grande alvoroço no meio técnico, dividindo opiniões. Se falava da remoção de todo Software Proprietário, ou que os SL não dariam conta do recado. Muita especulação ocorreu, e o que vimos foram iniciativas desorganizadas, sem uma centralização, aparentemente um caos instalado. Isto serviu de alimento para os críticos do SL, os quais em momento algum lembraram da possibilidade de isto ser alguma vantagem para a nação. Pelo menos no lado da economia, considerando que o custo do licenciamento cairia quase a zero, mesmo incluindo na lista o treinamento. Mas sempre disseram que isto não é verdade.

O tempo passou, e vimos iniciativas como a do Metrô de SP, a CEF, o BB e sua colaboração com o ODF, além da economia obtida, e a OTUN, e muitas outras. Interessantemente, os defensores do uso irrestrito do Software Proprietário não lembram isto, ignoram, ou algo semelhante. Estão sempre citando o prejuízo com TCO (em inglês aqui), mas nunca sequer consideram os cada vez mais freqüentes casos de sucesso. Isto sim é "get the facts". Aproveitando a oportunidade, esta propaganda "get the facts" rendeu à Microsoft um puxão de orelha no Reino Unido, algo do tipo propaganda enganosa.

Mesmo assim, com isso tudo, venho ler com satisfação que o Software Livre continua com seu progresso: as urnas eletrônicas serão em Linux. De acordo com o texto, "o objetivo, segundo o tribunal, é dar mais transparência e confiabilidade ao processo eleitoral". Imagino o que possa ter acontecido para culminar nesta iniciativa. Além disso, algo muito interessante é a redução temporária do valor de compra do MSOffice, e de acordo com o artigo, a motivação é que "pressionada pelo avanço de pacotes gratuitos de produtividade, Microsoft baixa preço de versão doméstica.".

Desde o princípio, os defensores do Software Proprietário espernearam, reclamaram, inventaram, mas o que vemos é que, corporativamente, o Linux começa a sair apenas dos servidores, e tem mostrado que é funcional em outras áreas. Hoje, qualquer gerente da área sabe que não pode levantar bandeiras, mas tem que aproveitar o melhor de cada plataforma, integrando um ambiente interoperável, buscando equilíbrio técnico, funcional e financeiro. Este é o verdadeiro fact.

Antes de reclamarem em vão, considerem que busquei diversas fontes de notícias, e não apenas as defensoras do Software Livre. Infelizmente, não achei links da empresa MS mostrando algo imparcial.

sábado, 8 de março de 2008

Becta (UK) mais uma vez prefere Open Source

A ComputerWorld UK publicou um artigo sobre um relatório da Becta, acerca do qual eu mesmo comentei a algum tempo. Em linhas muito gerais, a Becta (British Educational and Technological Agency) atua com educação e tecnologia no Reino Unido.

No princípio, o estudo mostra uma pesquisa imparcial sobre a adoção do Windows Vista e uma solução Open Source. Esta pesquisa está disponível para acesso público aqui. Antes, é importante ressaltar que o relatório reconhece as qualidades do Vista. Mas em geral, não recomenda a sua adoção. Um detalhe interessante foi a necessidade da interoperabilidade. Enquanto a suíte de escritório da MS trabalha satisfatoriamente bem entre documentos gerados por aplicativos MS, ain da havia alguma dificuldade em acessar documentos gerados por outras aplicações, e vice versa. Creio que este quadro está mudando.

O artigo atual ainda cita um laptop de menos de £100,00, baseado em Linux, voltado para a educação, lançado no Education Show (28/02 a 01/03) em Birmingham. De acordo com o artigo, o produto foi muito bem recebido. Aqui se pode saber mais sobre este produto.

A seguir, o artigo se propõe a explicar como ocorreria a economia de recursos públicos na educação, se fosse empregado o Open Source. Tudo indica que mudanças na atual estrutura estão por vir.

A pesquisa mostra que sob algumas circunstâncias, o gasto com ICT (Tecnologias de Informação e Comunicação) em uma escola de nível médio pode chegar a cifras de até £ 200.00,00 por ano. Projetando isto para a nação, o custo pode atingir meio bilhão de Liras no ano. Mas apenas uma pequena parcela é investida em computadores e softwares. 60% do custo é em suporte técnico e 20% é gasto em eletricidade.

Uma solução com vista de redução destes valores seria o outsourcing, e baseado em softwares Open Source. Como exemplo citam o email:
  • E-mail: Sophisticated and secure Open Source. Large scale e-mail deployments using GOsa management tools, Squirrelmail webmail and LDAP authentication.
  • Rsync: Remote off-site, secure incremental back-up technology.
Como exemplo, citaram o condado de Carmarthenshire, como descrito aqui na ZDNet. Este recurso é usado por 40000 alunos e professores, cobrindo 15 escolas secundárias e 125 primárias. Destes usuários, inicialmente 3 a 5 mil serão professores.

O artigo aborda o lado dos estudantes, ou seja, o que eles esperam de ICT em suas escolas:
  • Access to suitable software for teaching and learning
  • E-mail
  • Safe access to the Internet
  • A home folder for personal file storage
  • Access to shared resources (e.g. Intranet, VLEs (Virtual Learning Environment), Public Folders, Databases)
Com estes desafios, o Open Source pode atender com equipamentos de baixo custo voltados ao usuário final, através de terceirização, compartilhamento de arquivo, e principalmente com o emprego de padrões abertos.
Tudo isto é uma sugestão da Becta a partir de comparativos específicos para os ambientes educacionais locais. Becta já teria advertido duas vezes sobre problemas relativos à atualização do XP atual para o Vista e Office 2007. No artigo, os termos "caro" e "ineficaz" são usados para se referir às atualizações dos softwares, atualmente. De fato, sugerem que em 2008 as escolas vão repensar suas ações de ICT.

As recompensas desta mudança são muitas, segundo a ComputerWorld UK. Redução de custos por parte das escolas, gerando economia no uso dos impostos, abrindo espaço para nosvos desenvolvimentos em ICT e maior dedicação no ensino. Além disso, mais espaço aberto para "domestic technology industry" e menos dependência de fornecedores multinacionais.

Claro, alguém vai "lembrar" que "o que é bom para eles não é bom para nós". Jeans, automóveis, computadores, e muito mais foram idéias "deles", que foram boas e necessárias para nós. Se estes utensílios vingaram, quanto mais uma ação em prol da geração de economia, que ainda incentive crescimento social/tecnológico.

É bom lembrar que esta reportagem e seus links (os que acrescentei) apontam para empresas e órgãos públicos sem que seja feita apologia a qualquer lado. Procurei links da Microsoft sobre o assunto, mas não encontrei nenhum. Sou favorável ao Open Source/Free Software e seus benefícios sociais, mas não deixo de reconhecer a qualidade alta de diversos produtos proprietários. Felizmente, apesar de seus custos altos (aquisição, manutenção, treinamento e outros itens que compõem o TCO) há quase sempre soluções Open Source alternativas que atendem pelo menos razoavelmente as exigências da tarefa em questão.

Com certeza há casos em que o OS/FS não apresenta solução viável ou não apresenta nenhuma solução. Neste caso, com toda certeza, a solução disponível é a solução a ser usada. Depois de devida e adequada análise, claro.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Situação do Software Livre No Brasil

Lendo o BR-Linux, achei um comentário interessante sobre um manifesto feito pelo Anauhac de Paula, autor de um software chamado JeguePanel.

Considero que em partes o Anauhac não está muito correto, como o caso do Google(como neste exemplo e neste outro, onde a colaboração foi em dinheiro). Mas o pior é a parte em que ele está correto. Nossa comunidade não colabora com muito retorno (ou mesmo nenhum), ao autor da idéia.

Minha certificação da Conectiva e do Brainbench foram conseguidas usando como material didático o Guia Foca. Enviei sugestões e modificações ao Gleydson Mazzioli, o autor do Guia. Pedi a ele permissão para usar o manual para dar minhas aulas, no que ele concedeu. Uso até hoje como referência às minhas aulas, e peço aos meus alunos que enviem um email para o Gleydson PELO MENOS agradecendo pelo esforço envolvido. Mas não sei quantos fazem isso.

O conceito de pirataria que está impregnado em nosso pensamento,assim como a maldita "Lei de Gérson", nos habituou a quase todos a agir deste modo inescrupuloso. Minha mãe SEMPRE me disse que eu não poderia pegar no que não é meu. No meu começo de carreira com computadores eu desobedeci minha mãe, aceitando pegar o que não era meu (roubando) e usando. Mas interessantemente, quando ainda trabalhava no Data Center de Madureira (RJ) fiz um programinha para o Apple Unitron de lá, o qual foi muito elogiado pelos professores, como o Carlos Seraphim, o Mendes, e outros. Dias depois, passando pela filial do Castelo (centro da cidade), vi meu programinha lá, e o monitor da filial disse que ele havia feito. Com certeza, passei a olhar isso de outra forma. Eu estive no lado de quem rouba, e agora, no lado do que foi lesado. Continuei a piratear software, mas sempre lembrando disso.

O software livre é uma oportunidade de DEMOCRATIZAR o acesso à mais numerosa fonte de qualquer tipo de informação, que é a Internet, e sem que se esteja em prática ilegal. Isto é construir (ou mesmo tentar reconstruir) uma sociedade (ou prate dela) com um mínimo de moral e ética. Estes conceitos parecem terem sido perdidos dentro de nossa cultura.

As vezes em sala de aula, tocando no assunto, alguns brincam dizendo que o software que eles compram "lá fora" é livre: livre de serial, livre de preço alto, etc. Pois é... somos um povo muito amado pelos estrangeiros, pelo nosso jeito bonachão, risonho, brincalhão, afável e amável. Estamos sempre rindo, brincando. Brincando com nossa realidade triste e feia, rindo por não levar a sério o problema de tentar ser sério. Somos, afinal, um tipo estranho de auto-comediantes, pois estamos à beira do abismo e ainda assim rindo.

A iniciativa de software livre é para se pensar, pois não se baseia apenas em "programinhas de computador" mas em uma filosofia de vida. Conceitos que precisam ser resgatados. Não apenas no tecnológico, mas no social como um todo. Ajudar o próximo, lhe dar uma chance de sair do buraco em que está, sem o explorar. Dar UMA chance.

Moro no litoral que talvez seja o mais belo de todo o nosso país. Mesmo assim, nosso povo anda por ele jogando no chão seus plásticos de bala, tampinhas de bebidas, guardanapos, lixo em geral. Descaradamente, e sem o menor remorso de sujar a própria cidade. Ditos "profissionais" da informática tem a msma (falta) de moral e ética, recomendando sem a menor culpa, o uso de software pirata.

Não defendo ou acuso a MS, ou qualquer outro produtor de software. Eles escolheram comercializar seus produtos para quem quiser e puder comprar. São softwares, tem suas vantagens e desvantagens. Mas por serem caros (para a realidade da maior parte da população), não estão ao alcance de muitos (aqui uma tabela com todos os valores de salário mínimo entre 1970 e 2006).

Assim, relembrando minha infância, não deveríamos pegar o que não é nosso. Principalmente se há uma alternativa que não seja ilegal.

Security Fix

Dicas-L: Dicas técnicas de Linux e Software Livre

 
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