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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Páginas MAN coloridas

Achei um post muito interessante sobre isto no DICAS-L, e recebi trazer para este meu depósito de informação. As páginas man podem ser visualizadas com todos os seus recursos de cores usadas para diferenciar tópicos, ressaltar itens, etc.

Paginadores
É interessante primeiro saber sobre um paginador, pois é este recurso que está por trás da facilidade de manusear uma página MAN. Paginador (ou pager) é um software usado para mostrar uma págnia por vez, ou apenas uma linha por vez. Seu uso se torna imprescindível quando precisamos ler uma arquivo ou uma listagem muito extensa.

Para UNIX, provavelmente o paginador mais antigo é o more, criado pelo estudante Daniel Halbert, em 1978. Além de outros recursos, usa o ENTER para exibir as linhas seguintes, ESPAÇO para exibir a tela seguinte, e possuindo o suporte a busca de texto através do caracter "/", e assim o comando more se tornou muito importante para o operador UNIX.

Tempos depois, o comando less foi criado por Mark Nudelman, entre 1983 e 1985, para ser um paginador com mais recursos que o more. Fica evidente aí o jogo de palavras que dá o nome aos comandos. O less permite o uso das setas de navegação, e apresenta muito mais recurso de "navegação" no texto que seu antecessor.

Muito recentemente, John Davis, do MIT, cria o most, um paginador com ainda muito mais recursos que o less. É este paginador que usaremos neste nosso artigo.

Documentação MAN
Tenho para mim que as páginas MAN são ao mesmo tempo a melhor documentação sobre Unix, por que (em geral) são feitas pelo autor, e ao mesmo tempo é a pior documentação sobre Unix, pois dificilmente são usados exemplos, e por conta do uso abundante (quase excessivo) de terminologia técnica. Ruim para o usuário "preguiçoso", útil para o desbravador autodidata bilíngue (normalmente escritas em Inglês), já que normalmente ele precisa compreender alguns conceitos para melhor entender outros.

Como os textos das páginas MAN são extensos, é preciso usar um paginador para auxiliar na leitura. O paginador default é o pager, que é um link simbólico para algum paginador, como podemos ver a seguir:
$ whereis pager
pager: /usr/bin/pager
$ file /usr/bin/pager
/usr/bin/pager: symbolic link to `/etc/alternatives/pager'
$ file /etc/alternatives/pager
/etc/alternatives/pager: symbolic link to `/usr/bin/less'
Mesmo assim, é possível usar outro paginador, que é o que faremos com o most. Basta declarar a sua localização para o comando man através da variável de ambiente MANPAGER.

Instalação
Claro, a instalação do paginador most é muito simples, como deve ser em distribuições baseadas em Debian:
sudo aptitude install most
Configuração do MAN
Para configurar manualmente o most como paginador do man, digite a seguinte linha:
$ export MANPAGER="/usr/bin/most -s"
Entretanto, ao encerrar a sessão, esta configuração se perde. Assim, é preciso automatizar esta ação, usando os scripts de inicialização.

Se este recurso deve estar disponível para o usuário que está operando agora, podemos fazer o seguinte:
$ echo 'export MANPAGER="/usr/bin/most -s"' >> ~/.bashrc
Se este recurso deve estar disponível para todos os usuários do sistema, podemos fazer o seguinte:
$ sudo su -
# echo 'export MANPAGER="/usr/bin/most -s"' >> /etc/profile
# exit
A partir deste ponto, as páginas MAN estarão com seus detalhes de coloração visíveis.

Claro que sendo possível, o operador deve editar o arquivo (~/.bashrc ou /etc/profile) e acrescentar estas linhas manualmente, com comentários, etc.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Configuração do teclado em Linha de Comando, no Ubuntu

Enfrentei um desafio usando o VirtualBox recentemente. O problema era configurar o teclado com acentuações em um Toshiba Satellite E105-S1402. Este laptop é original americano, e por isso é preciso configurar o teclado.

Neste laptop está instalado o Windows Vista original, e nele instalei o VirtualBox 3.0.4. Criei algumas máquinas virtuais, e entre elas um Ubuntu Server. Para configurar o teclado, foi suficiente apenas digitar o seguinte comando:
sudo dpkg-reconfigure console-setup
Depois disto, virão as seguintes telas:

No meu caso, escolhi o modelo de teclado que mais se aproxima do meu equipamento, um Toshiba Satellite.

O próximo passo é escolher a disposição das teclas deste teclado. Ou seja, escolher o lay-out do teclado. No caso da maioria dos teclados de laptops americanos, a opção escolhida vai ser suficiente.
Nos teclados ABNT, o ALT do lado direito vem com o texto "ALT GR" já escrito sobre a tecla. Aqui, estamos dizendo como acessar esta função. Apenas escolhi o ALT do lado direito.
A próxima tela permite como compor caracteres a partir de seus códigos. Eu deixei esta opção inalterada.
Para a tabela de códigos utilizada, usei o UTF-8, ou seja, também deixei inalterado.
A seguir, podemos escolher o conjunto de caracteres utilizado em console. É interessante deixar esta tela inalterada, como Latin.
Esta tela apresenta um resumo das opções a serem pedidas na próxima tela, explicando os tipos de letra VGA, Fixed e Terminus. É recomendável ler o texto e pressionar ENTER para avançar para a próxima tela.
Eu prefiro o tipo de letra VGA, que já é o padrão.
O tamanho da fonte pode ser o mesmo que já é empregado por default, ou seja, 16.
Para definição dos consoles virtuais, devemos aceitar a configuração sugerida, sem alterar nada.
A seguir, uma sequência de mensagens será exibida, e logo depois de uns quase 2 minutos processando, o teclado vai estar disponível para uso, com a nova configuração escolhida.

Como se pôde perceber, temos a possibilidade de configurar muito mais do que apenas teclado, e por isso não alterei a configuração das outras telas.




terça-feira, 4 de agosto de 2009

Apple corrige a falha

Depois de notícias terríveis acerca da falha que daria acesso completo aos iPhones, a Apple liberou uma correção recentemente. Apenas depois do alarde todo.

Fica bem claro aqui o que é a preocupação de uma empresa como a Apple com seus usuários, alguns sendo quase devotos. Como eu já havia dito aqui, a Apple já estava a par do problema, e em momento algum se pronunciou oficialmente, sequer atendeu aos contatos feitos. Pelo menos, não aos que foram mencionados no meu artigo.

Ellinor Mills escreveu um artigo onde ela relata ter sido "atacada" por um dos pesquisadores de segurança, enquanto usava o seu iPhone para conversar com o outro, momentos antes destes realizarem a sua tão esperada demonstração no Black Hat Conference. Foi apenas uma demonstração da fragilidade do sistema, esta feito ao vivo no aparelho dela. Um ataque simples, que uma reinicialização resolveria. Ela ressalta que o seu iPhone não foi desbloqueado, para desânimo dos defensores do iPhone "original", ou "Enjailed". Ela ainda menciona o problema semelhante ocorrido com o Android, ainda que este não desse controle completo como é o caso do iPhone. Mas rapidamente corrigido pelo Google.

Um detalhe muito interessante é a forma com a qual a Apple apresenta esta correção, através de Tom Neumayr, onde ele informa que a Apple agradece as informações acerca da falha. Informam também que em menos de 24 horas depois da demonstração da falha, eles disponibilizaram uma atualização que corrige o problema. E afirma, sem o menor indício de ter cometido qualquer engano, que ninguém foi afetado pela falha.

É impressionante a posição de uma empresa da envergadura da Apple face a seus usuários. A mesma foi avisada a mais de um mês deste problema, e não se posicionou. Os pesquisadores informaram que iriam publicamente demonstrar a falha, e mesmo assim a empresa não respondeu. Pelo menos, nada encontrei acerca disto. Depois que foi exposto ao mundo a falha de modo inegável, a empresa se apresenta dizendo que não deu sequer um dia deste problema e a solução já existe. Por qual motivo isto não foi feito antes ?

Não fosse suficiente, a informação de que ninguém "se feriu", com uma certeza que não se pode provar. Como a Apple tem a garantia de que não houve nenhum mal ? E se uma das possíveis vítimas sequer soube que teve seus dados roubados ? Agora que muitos já sabem como se aproveitar desta falha, até que façam a atualização do software, terão seus dados expostos.

Infelizmente, ainda se pensa que o usuário final, que o consumidor, tem que aturar o que a empresa decide. Para os defensores do Jailbreak, resta o alívio em saber que esta atualização de software não vai impedir o JailBreaking, como no passado.

Para encerrar, diferente do que tanto se propaga, a Apple não é esta tão grande campeã em segurança. O mesmo pesquisador que descobriu o furo do SMS no iPhone, recentemente ganhou um concurso de segurança explorando uma falha do Safari, browser da Apple. Com isso, ganhou um prêmio de US$10000 hackeando o MacBook Air, em menos de 2 minutos.

Pior: não foi a primeira vez que ele ganhou dinheiro explorando as falhas apresentadas pelo Safari.

Security Fix

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